Mulher é presa por ataque a terreiro de candomblé em Cajazeiras

Mulher é presa por ataque a terreiro de candomblé em Cajazeiras

Uma mulher de 45 anos foi presa na manhã desta segunda-feira (6), no bairro da Pituba, em Salvador, suspeita de praticar racismo religioso e dano qualificado contra um terreiro de candomblé localizado em Cajazeiras XI. A prisão preventiva foi cumprida por equipes da Polícia Civil da Bahia, que também realizaram mandado de busca e apreensão na residência da investigada.

Segundo apuração do Informe Baiano, a medida é resultado das investigações sobre um ataque ocorrido em 20 de janeiro deste ano contra o terreiro Nzo Mutá Lombô Ye Kayongo Toma Kwiza, espaço religioso com mais de 30 anos de atuação na comunidade.

Na ocasião, a fachada e o portão de entrada do terreiro foram pichados com inscrições consideradas discriminatórias e ofensivas. Além das mensagens de intolerância religiosa, os criminosos utilizaram tinta vermelha no portão, interfone e caixa de correio da instituição.

De acordo com a Polícia Civil, a identificação da suspeita foi possível após análise de imagens de videomonitoramento e outras diligências investigativas. As provas reunidas subsidiaram o pedido de prisão preventiva e de busca e apreensão.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam dois celulares, agendas e um notebook. Todo o material será submetido à perícia e poderá auxiliar no aprofundamento das investigações.

Após ser submetida aos exames legais, a mulher permaneceu custodiada e está à disposição da Justiça.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), vinculada ao Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV).

Relembre o caso

O ataque foi descoberto na manhã de 20 de janeiro, quando integrantes do terreiro encontraram o imóvel pichado. Segundo o babalorixá responsável pelo espaço, palavras ofensivas foram escritas na entrada do local.

Na época, a liderança religiosa destacou que aquele havia sido o primeiro episódio de intolerância registrado contra a casa, que também desenvolve ações sociais voltadas para a comunidade de Cajazeiras XI.

Em nota divulgada após o ataque, o responsável pelo terreiro afirmou: “Nossa fé resiste. Nosso sagrado não será silenciado. Buscaremos por justiça”.



Fonte: informebaiano.com.br

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