Fórum Econômico Mundial começa nesta segunda-feira em Davos

Fórum Econômico Mundial começa nesta segunda-feira em Davos

Começa nesta segunda-feira (19), em Davos, na Suíça, o Fórum Econômico Mundial. Há 55 anos, o encontro reúne líderes políticos e dirigentes de empresas das principais economias mundiais. O tema do evento, que ocorre até dia 23, é “Um Espírito de Diálogo”, buscando promover a cooperação entre líderes políticos, empresários e organizações. O fórum contará com a participação de mais de 3 mil delegados de mais de 130 países, incluindo 64 chefes de Estado e de governo, de acordo com a organização. A representante do governo brasileiro será a ministra da Gestão e da Inovação dos Serviços Públicos, Esther Dweck. Ela irá participar de diferentes debates, entre eles a reunião do Global Digital Collaboration (GDC), grupo que envolve governos, sociedade civil, organismos internacionais e empresas com foco em soluções digitais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já participou de edições anteriores, mas não vai a Davos em 2026. Concentração de riqueza Um relatório divulgado nesta segunda-feira pela Oxfam Brasil, por ocasião da abertura do Fórum Econômico Mundial, aponta que a riqueza dos bilionários cresceu mais de 16% em 2025. Esse aumento é três vezes superior à média dos últimos cinco anos, chegando a US$ 18,3 trilhões, nível mais alto da história. O estudo ressalta que, desde 2020, a riqueza dos bilionários aumentou 81%, enquanto uma em cada quatro pessoas não tem regularmente o suficiente para comer, e quase metade da população mundial vive na pobreza. Comparativamente, o aumento da riqueza coletiva em US$ 2,5 trilhões, entre 2024 e 2025, seria suficiente para erradicar a pobreza extrema 26 vezes. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Groenlândia agradece resposta de países europeus às tarifas de Trump

Groenlândia agradece resposta de países europeus às tarifas de Trump

A Groenlândia agradeceu às nações europeias neste domingo (18) por manterem seu apoio à ilha do Ártico, apesar de serem alvo de tarifas punitivas do presidente dos EUA, Donald Trump, que quer anexar o território governado pela Dinamarca. França, Alemanha, Reino Unido e outros países europeus enviaram esta semana pequenos grupos de militares para a Groenlândia a pedido da Dinamarca, o que levou Trump a ameaçar com tarifas comerciais sobre oito aliados europeus até que os EUA tenham permissão para comprar a ilha. No sábado, os líderes europeus alertaram sobre uma “perigosa espiral descendente” em relação à ameaça tarifária de Trump, prometendo manter seu apoio à Groenlândia e à soberania da Dinamarca. Os embaixadores dos 27 países da União Europeia se reuniram neste domingo para discutir sua resposta à ameaça tarifária. “Vivemos em tempos extraordinários que exigem não apenas decência, mas também muita coragem”, disse a ministra do gabinete da Groenlândia, Naaja Nathanielsen, responsável pelos negócios, energia e minerais da ilha, em um comunicado. Trump diz que a Groenlândia é vital para a segurança dos EUA por causa de sua localização estratégica e de seus depósitos minerais, e não descartou o uso da força para tomá-la, aumentando o alarme na Europa com a perspectiva de um confronto direto entre os países da Otan. * É proibida a reprodução deste conteúdo.   Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Trump quer tarifar países europeus contrários à compra da Groenlândia

Trump quer tarifar países europeus contrários à compra da Groenlândia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu neste sábado (17) implementar uma onda de tarifas crescentes sobre os aliados europeus até que os Estados Unidos tenham permissão para comprar a Groenlândia, aumentando a disputa sobre o futuro da vasta ilha ártica da Dinamarca. Em um post em sua própria rede social, a Truth Social, Trump disse que tarifas adicionais de importação de 10% entrariam em vigor em 1º de fevereiro sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido. Todos já sujeitos a tarifas impostas por Trump. Essas tarifas aumentariam para 25% em 1º de junho e continuariam até que se chegasse a um acordo para que os EUA comprassem a Groenlândia, escreveu Trump. Europa O anúncio ocorre no mesmo dia em que Mercosul e União Europeia assinam um acordo de livre comércio costurado há 25 anos. Em discursos durante a assinatura do acordo, no Paraguai, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, exaltou a parceria com os sul-americanos e criticou a política tarifária de Trump, mesmo sem citá-lo. “Este acordo manda uma mensagem muito forte para o mundo. Nós escolhemos comércio justo em vez de tarifas. Escolhemos parcerias de longo prazo em vez de isolamento”, disse Von der Leyen. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, adotou um tom parecido. “Este acordo é uma aposta na abertura, no intercâmbio e na cooperação, frente a [ameaças de] isolamento e do uso do comércio como arma geopolítica”, disse. “Com ele, não aspiramos a criar esferas de influência, mas sim a esferas de prosperidade compartilhada, baseadas na confiança, na cooperação e no respeito à soberania de nossas democracias”, acrescentou. Diante das ameaças de Trump, países proeminentes da União Europeia apoiaram a Dinamarca, alertando que a tomada militar pelos EUA de um território da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) poderia colapsar a aliança militar liderada por Washington. O Reino Unido também deu seu apoio. Grupos na Dinamarca e na Groenlândia protestaram neste sábado contra as exigências de Trump e pediram que o país fosse deixado para determinar seu próprio futuro. Groenlândia e EUA O presidente tem dito repetidamente que a Groenlândia é vital para a segurança dos EUA devido à sua localização estratégica e aos grandes depósitos minerais, e não descartou o uso da força para tomá-la. As nações europeias enviaram esta semana pessoal militar para a ilha a pedido da Dinamarca. “Esses países, que estão jogando esse jogo muito perigoso, colocaram em jogo um nível de risco que não é sustentável”, escreveu Trump. “Os Estados Unidos da América estão imediatamente abertos a negociações com a Dinamarca e/ou qualquer um desses países que colocaram tanto em risco, apesar de tudo o que fizemos por eles, incluindo proteção máxima, ao longo de tantas décadas”, disse ele. * Com informações da Agência Reuters Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Perfil do governo dos EUA em português faz post ameaçando imigrantes

Perfil do governo dos EUA em português faz post ameaçando imigrantes

O perfil do departamento de Estado dos Estados Unidos em português fez uma postagem em uma rede social com uma mensagem de ameaça a imigrantes. O post traz uma imagem com uma foto de Donald Trump e a frase “Envia-os de volta”. A legenda diz: “Se você vier aos Estados Unidos para roubar os americanos, o presidente Trump vai te jogar na cadeia e te mandar de volta para o lugar de onde você veio”. A mesma postagem também foi feita na página do Departamento de Estado em inglês e em espanhol. ICE O governo de Donald Trump vem atuando fortemente contra imigrantes. Desde o início de seu segundo mandato, os EUA já deportaram milhares de pessoas de diversas nacionalidades. A força policial chamada ICE atua em várias cidades prendendo pessoas que estariam supostamente de maneira ilegal no país. Na semana passada, milhares de pessoas foram às ruas de diferentes cidades dos EUA para protestar contra a atuação do ICE em Minneapolis, que matou a tiros uma cidadã norte-americana de 37 anos.   Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Saiba quais países tiveram visto de imigração para os EUA suspenso

Saiba quais países tiveram visto de imigração para os EUA suspenso

Os Estados Unidos suspenderão, a partir do dia 21 de janeiro, a emissão de visto de imigrante para cidadãos de 75 países – entre eles, o Brasil. A medida foi anunciada em comunicado emitido na quarta-feira (14) pelo Departamento de Estado dos EUA. Vistos de turismo continuarão sendo emitidos. Além do Brasil, integram a lista países como Rússia, Irã, Iraque, Colômbia, Uruguai, Cuba, Haiti, Iêmen. Diversos países do continente africano e asiático também foram incluídos. Já a Argentina, país cujo presidente Javier Milei compartilha de posicionamentos ideológicos similares ao de Trump, não foi incluída na lista. De acordo com o comunicado, a medida decorre de uma “revisão completa” que vem sendo feitas nas políticas, regulamentos e diretrizes estadunidenses “para garantir que imigrantes desses países de alto risco não utilizem benefícios de programas de assistência social nos Estados Unidos ou se tornem um encargo público”. A nota lembra que o presidente Donald Trump “tem deixado claro que imigrantes devem ser financeiramente autossuficientes e não representar um fardo financeiro para os americanos”. Confira as informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil Veja quais são os países que terão a emissão de visto de imigrantes suspensa: Afeganistão Albânia Antígua e Barbuda Argélia Armênia Azerbaijão Bahamas Bangladesh Barbados Belarus Belize Bósnia Brasil Butão Cabo Verde Camarões Camboja Cazaquistão Colômbia Costa do Marfim Cuba Dominica Egito Eritreia Etiópia Fiji Gâmbia Gana Geórgia Granada Guatemala Guiné Haiti Iêmen Irã Iraque Jamaica Jordânia Kosovo Kuwait Laos Líbano Libéria Líbia Macedônia do Norte Marrocos Mianmar Moldávia Mongólia Montenegro Nepal Nicarágua Nigéria Paquistão Quirguistão República Democrática do Congo República do Congo Ruanda Rússia Santa Lúcia São Cristóvão e Névis São Vicente e Granadinas Senegal Serra Leoa Síria Somália Sudão Sudão do Sul Tailândia Tanzânia Togo Tunísia Uganda Uruguai Uzbequistão Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Suspensão da emissão de vistos dos EUA não afeta turistas

Suspensão da emissão de vistos dos EUA não afeta turistas

O Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou a suspensão, por tempo indeterminado, da emissão de vistos para 75 países, entre eles o Brasil. A medida não afeta os vistos para turistas.  De acordo com informações da Agência Reuters, entre os países afetados estão Brasil, Somália, Irã, Rússia, Afeganistão, Nigéria, Iêmen e Tailândia. A medida entra em vigor a partir do dia 21 janeiro. “O Departamento de Estado usará sua autoridade de longa data para considerar inelegíveis os imigrantes em potencial que se tornariam um encargo público para os Estados Unidos e explorariam a generosidade do povo americano”, disse Tommy Pigott, porta-voz adjunto do Departamento de Estado. “O processamento de vistos de imigrantes desses 75 países será pausado enquanto o Departamento de Estado reavalia os procedimentos de processamento de imigração para evitar a entrada de estrangeiros que receberiam assistência social e benefícios públicos”, acrescentou. Procurado, o Itamaraty não se manifestou até o momento. A Agência Brasil procurou ainda a Embaixada dos EUA em Brasília e aguarda retorno. A decisão ocorre em meio à crise em torno do estado de Minnesota, onde a polícia anti-imigração ICE assassinou a estadunidense Renee Nicole Good, gerando uma onda com mais de mil protestos em todo o país.   O presidente dos EUA, Donald Trump, tem atacado imigrantes do estado, governado por democratas, acusando-os de fraudarem sistemas de benefícios sociais. Desde que retornou à Presidência, Trump tem adotada medidas de repressão à imigração, priorizando a fiscalização da imigração, enviando agentes federais para as principais cidades dos EUA e provocando confrontos violentos tanto com imigrantes quanto com cidadãos norte-americanos. Na segunda-feira (12), o Departamento de Estado dos Estados Unidos informou ter revogado mais de 100.000 vistos desde que o presidente Donald Trump assumiu o cargo no ano passado. * Com informações da Reuters Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Governo brasileiro lamenta mortes no Irã e defende soberania do país

Governo brasileiro lamenta mortes no Irã e defende soberania do país

O governo brasileiro divulgou nesta terça-feira (13) nota oficial em que afirma acompanhar com preocupação as manifestações no Irã.  Os protestos começaram em 28 de dezembro em resposta ao aumento dos preços do custo de vida no país. Depois, os manifestantes se voltaram contra os governantes clericais que governam o Irã desde a Revolução Islâmica de 1979. A moeda rial do Irã perdeu quase metade de seu valor em relação ao dólar em 2025, com a inflação chegando a 42,5% em dezembro, em um país que enfrenta sanções dos Estados Unidos e ameaças de ataques israelenses. Em resposta aos protestos, que já se estendem a todo o país, as autoridades iranianas têm respondido com força letal perante a população. Segundo organizações não-governamentais, há registro de pelo menos 600 mortes.  No comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil lamenta as mortes e defende a soberania dos iranianos para decidir os rumos do país.  “Ao sublinhar que cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país, o Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo”, diz a nota.  O governo brasileiro informa que, até o momento, não há registro de brasileiros entre mortos e feridos. A embaixada em Teerã está atendendo a comunidade brasileira no Irã.  Entenda protestos no Irã  Autoridades iranianas acusam os EUA e Israel de fomentar os protestos e ameaçaram atacar bases norte-americanas.  O presidente do Irã Masoud Pezeshkian afirmou que protestos pacíficos são tolerados no país, mas que os distúrbios recentes são provocados por “terroristas do estrangeiro”, para justificar uma invasão pelos EUA e por Israel.  Donald Trump tem ameaçado fazer uma intervenção no Irã, com forças militares. Nesta segunda-feira (12), ele anunciou que irá impor tarifa de 25% sobre “qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã”.  Se a medida for levada adiante, o Brasil pode ser afetado. O anúncio de Trump acendeu um alerta sobre possíveis impactos ao comércio brasileiro, sobretudo no agronegócio, principal beneficiário da relação com Teerã. O governo federal aguarda a publicação da ordem executiva americana para se posicionar. O Brasil manteve um comércio de quase US$ 3 bilhões com o Irã em 2025, apesar de o país persa representar apenas 0,84% das exportações brasileiras. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Trump anuncia tarifas de 25% a países que negociarem com Irã

Trump anuncia tarifas de 25% a países que negociarem com Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (12) a imposição, com efeitos imediatos, de uma tarifa de 25% sobre “qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã”.  Segundo Trump, estes países terão uma tarifa imediata sobre todas as transações comerciais realizadas com os Estados Unidos. “Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações realizadas com os Estados Unidos da América”, anunciou Donald Trump em sua rede social.  “Esta ordem é definitiva e irrecorrível”, acrescentou.  Protestos O anúncio de Trump surge no momento em que o regime de Teerã enfrenta uma das maiores ondas de protestos dos últimos anos.  Neste domingo (11) e segunda-feira, Teerã registrou também atos pró-regime da República Islâmica e para criticar as manifestações violentas dos últimos dias. Ontem, o presidente do Irã Masoud Pezeshkian afirmou que protestos pacíficos são tolerados no país, mas que os distúrbios recentes são provocados por “terroristas do estrangeiro”, para justificar uma invasão pelos EUA e por Israel.  Em resposta aos protestos, que já se estendem a todo o país, as autoridades iranianas têm respondido com força letal perante a população. Segundo organizações não-governamentais, há registro de pelo menos 600 mortes.  Nos últimos dias, o presidente estadunidense tem repetido ameaças de intervenção no Irã. Donald Trump afirmou que tem opções “muito fortes”, incluindo a via militar, e adiantou ainda que está em contacto com líderes da oposição iranianos.    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Trump faz ameaças a Cuba e presidente Miguel Diaz-Canel reage

Trump faz ameaças a Cuba e presidente Miguel Diaz-Canel reage

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez ameaças a Cuba neste domingo (11) em sua rede social, o Truth Social. O mandatário norte-americano afirmou que a ilha não terá mais o petróleo que recebia da Venezuela. “Cuba viveu muitos anos com uma grande quantidade de petróleo e dinheiro vindos da Venezuela. Em contrapartida, Cuba fornecia “serviços de segurança” para os dos últimos ditadores venezuelanos. Agora isso acabou!”. A Venezuela era o maior fornecedor de Petróleo para Cuba, mas houve um corte abrupto neste serviço após o sequestro de Maduro. Em seu texto, Trump disse ainda que a maioria dos cubanos que eram seguranças pessoais de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, foram mortos na operação que sequestrou o líder venezuelano no dia 3 de janeiro. “A Venezuela agora tem os EUA, a força militar mais poderosa do mundo (de longe!) pra protegê-los”. Trump também mandou um aviso ao governo cubano: “Sugiro fortemente que eles façam um acordo antes que seja tarde demais”. O presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel foi às redes sociais e reagiu aos posts do mandatário norte-americano. Ele escreveu: “Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos dirá o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos e ela não ameaça, ela se prepara para defender a Pátria até a última gota de sangue”. Diaz-Canel seguiu em seu texto e disse que quem culpa a revolução cubana pelas carências econômicas “deveriam se calar por vergonha, porque sabem e reconhecem que elas são fruto das medidas de asfixia extrema que os EUA nos aplicam há seis décadas e que agora ameaçam superar”. Segundo o presidente cubano, os EUA “não têm moral nenhuma para apontar o dedo para Cuba, pois transformam tudo em negócio, até mesmo vidas humanas. “Aqueles que agora se revoltam histericamente contra nossa nação estão consumidos pela raiva da decisão soberana deste povo de escolher seu modelo político”. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Trump diz que Estados Unidos “estão prontos para ajudar o Irã”

Trump diz que Estados Unidos “estão prontos para ajudar o Irã”

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que os Estados Unidos (EUA) estão prontos para intervir no Irã, onde ocorrem manifestações populares contra o governo. “O Irã está em busca de liberdade, talvez como nunca antes. Os EUA estão prontos para ajudar, escreveu em sua própria rede social. Trump afirmou nessa sexta-feira (9) que seu país poderia entrar em ação no Irã caso o regime matasse os manifestantes. No momento, já morreram mais de 50 pessoas. Além disso, as autoridades iranianas intensificaram a repressão contra os protestos, segundo informam as agências internacionais. O Irã passa por um apagão na internet desde ontem (9), provocado pelas autoridades locais. Telefonemas também não chegam ao país e os voos foram cancelados. As manifestações começaram no dia 28 de dezembro, inicialmente contra o aumento da inflação, mas já passaram para o âmbito político e buscam agora a derrubada do governo. Ali Khamenei, líder supremo do Irã, disse que os protestos são promovidos por “vândalos” que agem em nome de Donald Trump. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Delcy agradece a Lula e ao povo brasileiro por apoio e solidariedade

Delcy agradece a Lula e ao povo brasileiro por apoio e solidariedade

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, postou, nesta sexta-feira (9), mensagem de “especial gratidão” ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao povo brasileiro por apoio e solidariedade “nos momentos mais críticos após a agressão sofrida”.  No dia 3, o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cília Flores foram sequestrados por militares estadunidenses, sob ordem do governo de Donald Trump, e estão presos em Nova York.  Além da menção de agradecimento aos brasileiros, Delcy destacou ter conversado com Lula, com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. “Durante esses encontros, forneci informações detalhadas sobre os ataques armados contra o nosso território, que resultaram na morte de mais de 100 civis e militares”, informou Delcy Rodríguez. Diplomacia Ela disse que reafirmou aos chefes de Governo que a Venezuela vai “enfrentar essa agressão por meio de canais diplomáticos”, como o “único caminho” para defender a soberania e preservar a paz. Delcy destacou que tratou com eles sobre o que ela denominou de “graves violações do direito internacional, incluindo a violação da imunidade de jurisdição” contra Maduro e a primeira-dama. A presidente interina afirmou que as conversas avançaram para a necessidade de uma agenda de cooperação bilateral sobre o respeito ao direito internacional, a soberania dos Estados e o diálogo entre os povos. Diálogos Em relação ao presidente colombiano, Gustavo Petro, Delcy destacou que há comprometimento das duas nações em avançar “para enfrentar e resolver os problemas que nos afetam em comum, com base no respeito mútuo e na cooperação regional”. Sobre o contato com o espanhol Pedro Sánchez, a presidente interina venezuelana agradeceu pela “corajosa posição” dele em condenar a agressão contra a Venezuela. “Expressei nosso interesse em trabalhar juntos em uma ampla agenda bilateral que seja benéfica tanto para nossos povos quanto para nossos governos”. Outro agradecimento da presidente interina, em mais uma postagem, dirigiu-se ao emir do Catar, Tamim bin Hamad bin Khalifa Al-Thani. “O governo bolivariano reconhece e valoriza a sua disposição em contribuir com a construção de uma agenda de trabalho e de diálogo entre os Estados Unidos e a Venezuela”. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Sair da Convenção do Clima “é gol contra” dos EUA, diz Stiell

Sair da Convenção do Clima "é gol contra" dos EUA, diz Stiell

A saída dos Estados Unidos (EUA) de dezenas de organismos multilaterais, em especial da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês) e o do Fundo Verde do Clima (Green Climate Fund – GCF), principal mecanismo internacional de financiamento para ações climáticas, vai ter impacto mundial, mas será ainda mais prejudicial aos próprios norte-americanos. Foi o que afirmou o secretário-executivo da UNFCCC, Simon Stiell, ao comentar a decisão do governo de Donald Trump, que também vai sair do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), também da ONU, que reúne os mais renomados cientistas climáticos e publica relatórios sobre o aquecimento global. Stiell disse que medida é um gol contra colossal. Acordo de Paris “Os Estados Unidos foram fundamentais na criação da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas e do Acordo de Paris, pois ambos são inteiramente do interesse nacional. Enquanto todas as outras nações avançam juntas, esse novo retrocesso em relação à liderança global, à cooperação climática e à ciência só pode prejudicar a economia, os empregos e o padrão de vida dos EUA, à medida que incêndios florestais, enchentes, mega tempestades e secas pioram rapidamente. É um gol contra colossal que deixará os Estados Unidos menos seguros e menos prósperos”, afirmou, em nota. Ao todo, os EUA se retiraram de um total de 66 organizações internacionais, em anúncio feito nesta quarta-feira (7). Mais caro A UNFCCC é a entidade da Organização das Nações Unidas (ONU) que realiza, todos os anos, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP). A última foi a COP30, em novembro do ano passado, em Belém. Para Simon Stiell, a consequência dessa decisão norte-americana, na prática, vai significar encarecimento nos preços de energia, alimentos, transporte e seguros para famílias e empresas do país, “à medida que as [energias] renováveis continuam ficando mais baratas que os combustíveis fósseis, à medida que desastres impulsionados pelo clima atingem as culturas, empresas e infraestrutura americanas cada vez mais duramente a cada ano, e a volatilidade do petróleo, carvão e gás gerando mais conflitos, instabilidade regional e migração forçada”. Na visão do Instituto Talanoa, organização não governamental brasileira que atua no debate sobre o clima, a decisão dos EUA de abandonar o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e a Convenção do Clima da ONU representa um novo capítulo de choque político em meio à crise climática global. “É um recuo que enfraquece a credibilidade americana, mas não determina sozinho o rumo da governança climática global. Se outros países seguirem Trump ou se os demais não assumirem a responsabilidade de liderar, este será um momento de baixa, com custos reais em coordenação, ambição e financiamento. Se novas lideranças se apresentarem, o sistema pode atravessar esse período sem colapso. A diferença estará na reação coletiva e ela precisa ser rápida”, observou. Por enquanto, segundo Natalie Unterstell, presidente  do Instituto Talanoa, o regime multilateral segue em funcionamento, mas o financiamento climático internacional deve sofrer queda imediata. Energia Em nota para justificar a saída do IGF, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, citou Trump e chamou o fundo de organização radical. “Nossa nação não financiará mais organizações radicais como o GCF, cujos objetivos contrariam o fato de que energia acessível e confiável é fundamental para o crescimento econômico e a redução da pobreza”, afirmou. Ainda segundo Bessent, os Estados Unidos estão comprometidos com o avanço de todas as fontes de energia acessíveis e confiáveis, mas o GCF foi criado para complementar os objetivos da UNFCCC e a continuidade da participação no GCF foi considerada incompatível com as prioridades e metas do governo Trump. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br