Lula parabeniza presidente eleito da Bolívia, Rodrigo Paz

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou o presidente eleito da Bolívia, Rodrigo Paz, pela vitória nas urnas neste domingo (19). Em publicação nas redes sociais, nesta segunda-feira (20), Lula contou que encaminhou uma carta ao boliviano, que é senador pelo Partido Democrata Cristão (PDC), de centro-direita. “Na carta, reitero a prioridade do governo brasileiro no relacionamento com a Bolívia, com a qual compartilhamos extensa fronteira, mas também uma relação de amizade e respeito”, escreveu Lula. Lula destacou que o presidente eleito pode contar com o compromisso do governo brasileiro de seguir trabalhando em benefício das relações bilaterais e de cooperação em temas de interesse mútuo. “A Bolívia é parceira fundamental do Brasil na construção de uma América do Sul mais integrada, justa e solidária”, acrescentou. Lula afirmou ainda que a conclusão do processo eleitoral “em clima de tranquilidade e harmonia” demonstra o compromisso da sociedade boliviana com a democracia, “que deve seguir norteando toda a nossa região”. Em meio a uma crise econômica, a vitória de Paz sob seu rival conservador Jorge “Tuto” Quiroga marca o fim de quase duas décadas de governos do Movimento ao Socialismo (MAS), que contava com o apoio da maioria indígena do país. No entanto, o PDC não conseguiu obter a maioria legislativa, o que vai obrigar o novo presidente a firmar alianças para governar. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp A plataforma aparentemente moderada de Paz, que promete manter programas sociais e promover o crescimento do setor privado, parece ter repercutido entre os eleitores de esquerda desiludidos com o MAS, fundado por Evo Morales, mas cautelosos com as medidas de austeridade de Quiroga. O novo presidente tomará posse em 8 de novembro. Assista reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, sobre as eleições na Bolívia Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Papa Leão faz 1ª reunião com sobreviventes de abuso sexual na Igreja

O papa Leão XIV se reuniu com sobreviventes de abuso sexual pelo clero católico pela primeira vez, nesta segunda-feira (20), disseram os participantes, dias depois que a Comissão de Proteção à Criança do Vaticano acusou os líderes da Igreja de serem muito lentos para ajudar as vítimas. Leão teve encontro com representantes da Ending Clergy Abuse, uma coalizão internacional de sobreviventes. O encontro durou cerca de uma hora e foi “um momento significativo de diálogo”, afirmou o grupo. A Igreja, de 1,4 bilhão de seguidores, tem sido abalada há décadas por escândalos em todo o mundo envolvendo abuso e encobrimento, prejudicando sua credibilidade e custando centenas de milhões de dólares em acordos. Relatório da Comissão de Proteção à Criança, publicado na quinta-feira (16), criticou os bispos por não fornecerem informações às vítimas sobre como suas denúncias de abuso estavam sendo tratadas, ou se os bispos negligentes haviam recebido sanções. Gemma Hickey, sobrevivente canadense que participou da reunião de segunda-feira, disse que Leão ouviu atentamente as vítimas. “O papa Leão é muito afetuoso, ele ouviu”, declarou Hickey. “Dissemos a ele que viemos como construtores de pontes, prontos para caminhar juntos em direção à verdade, à justiça e à cura.” *É proibida a reprodução deste conteúdo. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Lula defende América Latina independente contra “fala grossa” externa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que projetos comuns de educação envolvendo todos países da América Latina garantirão mais independência para a região. Dessa forma, segundo o presidente, se evitará que “presidente de outro país” ouse falar grosso com o Brasil. A declaração foi neste sábado (18) durante evento com estudantes da Rede Nacional de Cursinhos Populares (COPO), em São Bernardo do Campo (SP). Ao falar que não existe país no mundo que tenha se desenvolvido sem antes investir na educação, Lula disse que este é um desafio que abrange vários outros países. Ele lembrou que, por esse motivo, o governo brasileiro está desenvolvendo várias parcerias com países africanos; países de língua portuguesa; e com países da América Latina. “Fizemos também a Universidade da América Latina em Foz do Iguaçu. Queremos formar uma doutrina latino-americana, com professores e estudantes latino-americanos, para sonhar que nosso continente um dia seja independente, e que nunca mais um presidente de outro país ouse falar grosso com o país, porque não vamos aceitar”, disse o presidente. Venezuela A fala de Lula ocorre em meio a ações anunciadas pelos Estados Unidos contra a Venezuela, sob a justificativa de combate ao tráfico de drogas. Segundo a imprensa norte-americana, o Exército do país já teria lançado seis ataques contra embarcações, assassinando dezenas de pessoas. Na quarta-feira (15), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou ter autorizado a CIA, agência de inteligência norte-americana, a conduzir operações secretas na Venezuela. Em resposta, o governo Maduro declarou que os EUA estão trabalhando por uma “mudança de regime” na Venezuela, e prometeu denunciar as ações no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Durante plenária nacional nessa semana, a Central Única do Trabalhadores (CUT) brasileira aprovou moção de repúdio à postura dos Estados Unidos e afirmou que trata-se de uma ameaça à paz de toda a América Latina. Na sexta-feira, organizações sociais e cidadãos de Trinidad e Tobago se manifestaram em frente à Embaixada dos EUA contra o assassinato de dois pescadores trinitários por embarcações militares americanas, um incidente descrito como um “ato de agressão injustificado”. De acordo com informações da Telesur, a tragédia, que ocorreu sob o pretexto de uma operação “antidrogas”, provocou um debate sobre o apoio do governo trinitário à escalada militar de Washington no Caribe. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Brasil e Índia fazem acordos em tecnologia, defesa e aeronáutica

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, participou da inauguração do escritório da Embraer em Nova Délhi, na Índia. Na oportunidade, foram assinados acordos nas áreas de tecnologia, de defesa e da indústria aeronáutica. Acompanhado de outras autoridades brasileiras, Alckmin fez, nesta sexta-feira (17), um balanço da viagem à Índia. “Tivemos uma grande reunião entre empresários indianos e empresários brasileiros. Percebemos um aumento dos investimentos de empresas indianas no Brasil e de empresas brasileiras na Índia”, disse o ministro vice-presidente. Embraer Alckmin lembrou que já há muitos aviões da Embraer voando pela Índia. Segundo ele, os modelos da empresa brasileira atendem bem à demanda indiana por voos regionais com menos custo e mais eficiência. Há também interesse da Força Aérea Indiana em adquirir o avião cargueiro C-390, o que, segundo Alckmin representaria “um salto estratégico na relação bilateral, promovendo transferência de tecnologia, geração de empregos e ganhos de soberania para ambos os lados”. Na avaliação do ministro da Defesa, José Múcio, a abertura do escritório da Embraer na Índia representa “um passo concreto na construção de pontes industriais e tecnológicas” além do compromisso da empresa em investir na Índia. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Comércio Durante a missão, Brasil e Índia também definiram um cronograma para ampliar o Acordo de Comércio Preferencial Mercosul–Índia, hoje considerado restrito. O governo brasileiro quer elevar o comércio bilateral para US$ 15 bilhões em 2025 e US$ 20 bilhões até 2026. O tratado atual cobre apenas 450 categorias de produtos e prevê reduções tarifárias modestas, entre 10% e 20%. A proposta em discussão busca ampliar o número de produtos beneficiados e aprofundar as preferências comerciais. “Quero destacar também que ontem [quinta-feira, dia 16] completamos um entendimento para ampliar as linhas tarifárias de preferência entre Mercosul Índia. Teremos, nos próximos meses, um trabalho para fortalecer a complementariedade econômica e crescer os investimentos”, disse Alckmin. Negócios e visto eletrônico O ministro lembrou que, antes mesmo de ir à Índia, o governo brasileiro publicou dois decretos relevantes para as relações comerciais entre os dois países. “Um deles, estabelecendo um acordo de facilitação de investimentos; e o outro evitando bitributação”, detalhou Alckmin. Para Alckmin, “Isso vai trazer mais segurança jurídica para esse bom trabalho na economia entre Brasil e Índia”, acrescentou. Alckmin lembrou, também, que a partir da próxima semana, os negócios entre os dois países serão facilitados com a entrada em vigor de um visto eletrônico para negócios e consultorias. Saúde e petróleo Na área da saúde, foi assinada uma parceria entre a Fiocruz e uma empresa indiana, com a possibilidade de transferência de tecnologia de vacinas; e na área do petróleo, foi assinado um contrato da Petrobras para a exportação de mais de 6 milhões de barris à Índia. Alckmin convidou a Índia a participar da disputa pelos blocos visando a exploração de petróleo em algumas das bacias brasileiras. “A Agência Nacional do Petróleo (ANP) deve lançar seis blocos no ano que vem, para exploração de petróleo nas bacias de Campos e de Santos, podendo ter mais 18 blocos”, disse o ministro. A missão brasileira reuniu representantes de 20 setores, incluindo agronegócio, tecnologia, energia e saúde. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Ace Frehley, guitarrista fundador do Kiss, morre aos 74 anos

Morreu nesta quinta-feira (17) aos 74 anos, Ace Frehley, o guitarrista fundador do grupo de rock Kiss, cujo som intenso, teatralidade de palco e maquiagem icônica criaram uma das bandas mais populares e inovadoras de todos os tempos. A informação é da família. Uma representante de Frehley, Lori Lousararian, atribuiu sua morte a uma queda recente em casa, segundo a revista Rolling Stone. “Estamos completamente devastados e com o coração partido”, disse a família de Frehley em comunicado, acrescentando que palavras de amor, carinho e orações o cercaram em seus últimos momentos. “A magnitude de sua morte é de proporções épicas e está além da compreensão. Refletindo sobre todas as incríveis conquistas de sua vida, a memória de Ace continuará vivendo para sempre!” Kiss O Kiss entrou em cena na década de 1970 com um som e um visual amplamente reconhecidos como hard rock e glam rock, devido à pintura facial em preto e branco, aos elaborados trajes de couro preto e prata e à pirotecnia no palco. Também foi considerado um precursor do heavy metal. Os sucessos de 1975, como Rock and Roll All Nite e o álbum de show Alive!, tornaram-se clássicos do rock. Todos os seus 26 álbuns conquistaram disco de ouro, vendendo pelo menos 500 mil cópias nos Estados Unidos, o maior número para qualquer banda norte-americana, e 14 ganharam disco de platina, vendendo 1 milhão ou mais, embora alguns desses discos tenham atingido essa marca depois que Frehley deixou a banda. Frehley, o vocalista e baixista Gene Simmons, o guitarrista Paul Stanley e o baterista Peter Criss tinham cada um seu próprio visual e alter ego. Com uma estrela pintada em seu rosto, Frehley também era conhecido como Spaceman. Ele permaneceu no Kiss durante seu auge nos anos 1970 e participou da reunião da banda nos anos 1990. Como artista solo, gravou o sucesso de 1978 New York Groove. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Lula confirma reunião com EUA para negociar tarifaço, nesta quinta

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou uma reunião entre Brasil e Estados Unidos, nesta quinta-feira (16), sobre a taxação extra aos produtos brasileiros exportados para aquele país. Este será o primeiro encontro entre as autoridades dos dois países após a conversa entre Lula e o presidente Donald Trump, no início deste mês. “Não pintou química, pintou uma indústria petroquímica”, disse Lula, nesta quarta-feira (15), ao comentar a videoconferência realizada na semana passada com o estadunidense. Ele brincou com a fala de Trump sobre “a química excelente” entre os dois na ocasião em que se encontraram rapidamente nos bastidores da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro. “Amanhã nós vamos ter a conversa de negociação”, contou Lula em evento no Rio de Janeiro. Após a química nas Nações Unidas e a conversa por telefone, Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações. Rubio, então, convidou o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, para liderar uma delegação brasileira a Washington. Reunião Vieira desembarcou nesta terça-feira (14) na capital dos Estados Unidos para a agenda de trabalho. Em entrevista recente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o Brasil vai oferecer os melhores argumentos econômicos para os Estados Unidos, para reverter o tarifaço ao Brasil. O principal deles, segundo o ministro, é que a medida está encarecendo a vida do povo estadunidense. Haddad lembrou ainda que os Estados Unidos já têm superávit comercial em relação ao Brasil e muitas oportunidades de investimento no país, sobretudo voltado para transformação ecológica, terras raras, minerais críticos, energia limpa, eólica e solar. Tarifaço O tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política da Casa Branca, inaugurada pelo presidente Donald Trump, de elevar as tarifas contra parceiros comerciais na tentativa de reverter a relativa perda de competitividade da economia dos Estados Unidos para a China nas últimas décadas. No dia 2 de abril, Trump impôs barreiras alfandegárias a países de acordo com o tamanho do déficit que os Estados Unidos têm com cada nação. Como os EUA têm superávit com o Brasil, na ocasião, foi imposta a taxa mais baixa, de 10%. Porém, em 6 de agosto, entrou em vigor uma tarifa adicional de 40% contra o Brasil em retaliação a decisões que, segundo Trump, prejudicariam as big techs estadunidenses e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022. Entre os produtos tarifados pelos Estados Unidos estão café, frutas e carnes. Ficaram de fora da primeira lista cerca de 700 itens (45% das exportações do Brasil aos EUA) como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo seus motores, peças e componentes. Depois, outros produtos também foram liberados das tarifas adicionais. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
“Antes tarde do que nunca”, diz Lula sobre fim do conflito em Gaza

Ao comentar o atual momento de cessar-fogo na Faixa de Gaza, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nessa segunda-feira (13) que há muitas possibilidade para que o acordo entre Israel e o grupo palestino Hamas se torne definitivo. “Antes tarde que nunca. Finalmente, parece que se encontrou uma saída para o conflito entre Israel e os palestinos. Me parece que há muitas possibilidade de o acordo ser definitivo. Acho que isso é muito importante.” “Não se vai devolver a vida dos milhões que morreram, mas se devolve, pelo menos, o direito de as pessoas dormirem tranquilas, sem medo de uma bomba, sem medo de um prédio cair. As pessoas não vão mais ser perseguidas”, completou. Durante coletiva de imprensa em Roma, Lula classificou a trégua como um “passo importante” para o fim do conflito. “Uma coisa que não deveria ter acontecido, mas aconteceu. E que poderia ter sido resolvida mais cedo, mas não foi resolvida”. “Acho que foi resolvida agora. É motivo de alegria saber que o povo palestino e o povo de Israel vão viver em paz agora”, concluiu. Relação com Israel Questionado se o cessar-fogo abre espaço para o Brasil melhorar suas relações com Israel e, eventualmente, indicar um embaixador para o território israelense, Lula respondeu que “o Brasil não tem problema com Israel”. “O Brasil tem problema com o [primeiro-ministro de Israel, Benjamin] Netanyahu. Na hora em que Netanyahu não for mais governo, não haverá nenhum problema entre Brasil e Israel, que sempre tiveram uma relação muito boa.” “Não sei se [o cessar-fogo] é definitivo ou não, mas estou feliz porque é um começo muito promissor. O fato de o presidente [dos Estados Unidos Donald] Trump ter ido a Israel, ao Parlamento, ter falado é um sinal muito importante”, completou. “Espero que aqueles que ajudaram Israel na sua posição de virulência agora ajudem a ter uma paz definitiva. Acho que todo mundo vai ficar feliz”, concluiu. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Israel começa a libertar presos palestinos

Israel começou a libertar, nesta segunda-feira (13), quase dois mil palestinos que estavam presos, conforme previsto no acordo de cessar fogo com o movimento de resistência islâmica Hamas. Pelo acordo, Israel deveria libertar 250 palestinos condenados por assassinato e outros crimes graves, bem como 1.700 palestinos detidos em Gaza desde o início da guerra. Também estava prevista a libertação de 22 jovens palestinos, além dos corpos de 360 militantes. Segundo o Hamas, 154 prisioneiros foram deportados para o Egito. De acordo com a agência de notícias Reuters, os libertados não incluem comandantes graduados do Hamas ou algumas das figuras mais proeminentes de outras facções – situação que acabou resultando em críticas de parentes de alguns desses detidos. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Chegada Parte dos libertados chegou de ônibus na Cisjordânia e em Gaza, após o Hamas ter libertado os últimos 20 reféns vivos levados durante os ataques de 7 de outubro de 2023. Segundo a Reuters, durante a chegada os prisioneiros libertados chegaram em ônibus, alguns deles posando nas janelas, exibindo cartazes V de Vitória. Na sequência, foram encaminhados para fazer exames médicos. Hamas Em nota, o Hamas informou ter feito “todos os esforços para preservar a vida dos prisioneiros da ocupação”, enquanto, no caso dos prisioneiros palestinos, eles teriam sido “submetidos a todas as formas de violações, incluindo abusos, tortura e assassinatos”. Sob emoção, prisioneiro palestino libertado por Israel abraça parentes em Ramallah, na Cisjordânia, ocupada por Israel – Reuters/Mussa Qawasma/Proibida reprodução O Hamas, no entanto, reafirmou seu compromisso com o cumprimento das obrigações previstas no acordo intermediado pelos Estados Unidos e países árabes. “A libertação de nossos prisioneiros, incluindo aqueles que cumprem penas de prisão perpétua e de alta pena, é fruto do heroísmo e da firmeza do povo em Gaza e de sua valente resistência”, diz a nota assinada pelo Hamas. Ainda segundo a nota, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e seu exército “não conseguiram libertar seus prisioneiros à força e foram forçados a se submeter aos termos da resistência, que confirmavam que o retorno de seus soldados capturados só poderia ser alcançado por meio de um acordo de troca e do fim da guerra genocida”. Sentimentos contraditórios Milhares de pessoas se reuniram no Hospital Nasser, no sul da Faixa de Gaza, aguardando a chegada dos prisioneiros libertados. Identificada como Um Ahmed, uma mulher disse à agência Reuters que, apesar de sua alegria com a libertação, ela ainda tinha “sentimentos contraditórios” sobre o dia de hoje. “Estou feliz por nossos filhos que estão sendo libertados, mas ainda estamos sofrendo por todos aqueles que foram mortos pela ocupação e por toda a destruição que aconteceu em nossa Gaza”, disse ela. Tala Al-Barghouti, filha de Abdallah Al-Barghouti, militante do Hamas condenado a 67 sentenças de prisão perpétua em 2004, disse que o acordo deixou “uma dor profunda e perguntas que não terão fim”. Seu pai estaria entre os que ainda não teriam sido libertados por Israel. Ele foi preso por seu envolvimento em ataques suicidas em 2001 e 2002, que mataram dezenas de israelenses. Segundo Tala, o acordo “sacrificou aqueles que desempenharam o maior papel na resistência e encerrou as esperanças de sua libertação”. *Com informações da agência Reuters Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Integração com Pacífico será tema de viagem ministerial à China

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, lidera uma missão à China a partir desta segunda-feira (13) para tratar de investimentos para o Brasil e a integração entre América do Sul e Ásia através do Pacífico. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também integra a comitiva para visitar o hospital inteligente da província de Zhejiang, cujo modelo será replicado no Brasil. A missão se encerra na quinta-feira, dia 17. A agenda prevê visita ao Porto de Xangai, ponto estratégico para o projeto Rotas de Integração Sul Americana. Estruturado em cinco rotas, o programa do governo brasileiro visa otimizar a logística e fortalecer o comércio com os países vizinhos e a Ásia, conectando diversas regiões do Brasil através de projetos em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos. Operado pela Shanghai International Port Group, o Porto de Xangai conecta-se a mais de 700 portos em mais de 200 países e é a conexão asiática com o Porto de Chancay, no Peru, que faz parte do projeto brasileiro de integração. “A rota de Chancay é vantajosa não só por ser mais rápida, mas também por evitar canais com pedágios elevados, como os de Suez e Panamá. Por isso, apesar de exigir integração entre transporte rodoviário e ferroviário, a rota bioceânica oferece uma economia logística substancial”, explicou o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), em comunicado. Ao comparar as rotas marítimas para exportação entre o Brasil e Xangai, a pasta destaca que a via Pacífico (rota de Chancay) é a mais eficiente. Essa rota possui a menor distância marítima (17.230 quilômetros), o menor tempo de navegação (27 dias), o menor custo por tonelada (US$ 80) e a menor emissão estimada de gás carbônico (1,45 quilos por tonelada de combustível). Os ministros terão também reuniões com empresários e investidores. Hospital inteligente Já a visita ao hospital chinês irá auxiliar as autoridades na fase de preparação do projeto brasileiro. O Zhejiang Hospital é um hospital público na China que se destaca por sua tecnologia hospitalar avançada, especialmente em inteligência artificial, telessaúde e automação. O Brasil busca replicar o modelo chinês para construir um hospital inteligente que sirva ao Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto de financiamento de US$ 320 milhões foi aprovado pela Comissão de Financiamento Externo (Cofiex) do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês), conhecido como o banco do BRICS. Os recursos serão mobilizados para construção da infraestrutura física, aquisição de equipamentos médicos e qualificação de mão-de-obra. Proposto pelo Ministério da Saúde, em coordenação com o Ministério do Planejamento e Orçamento, o projeto tem o objetivo de desenvolver um modelo nacional de hospital inteligente, escalável e replicável, e implementar a primeira unidade hospitalar desse tipo no país. “Essa iniciativa de impacto associará não só a capacidade financeira do NDB, como também uma significativa expertise e cooperação tecnológica, contando ainda com experiências bem-sucedidas da China no setor”, explicou o MPO. Seguindo os procedimentos determinados pela Cofiex, o projeto está agora na fase de preparação. Em seguida será direcionado para a aprovação do NDB e, então, entrará na etapa de negociação. A negociação é coordenada pela Secretaria de Assuntos Internacionais e Desenvolvimento do MPO, que preside a Cofiex, em conjunto com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e o Ministério da Saúde, que será o órgão executor. O Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil) será em São Paulo, no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, e vai integrar os avanços médicos e tecnológicos do Brasil, China e demais países membros do BRICS e da comunidade internacional. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Especialistas questionam escolha de prêmio Nobel da Paz

Líderes, especialistas, governos e movimentos sociais criticaram a escolha da líder da extrema direita Venezuela para o Nobel da Paz. María Corina Machado é conhecida pelo apoio ao governo de Benjamin Netanyahu no genocídio em Gaza e tem repetidamente convocado a agressão armada contra a Venezuela. O jornalista espanhol Ignacio Ramonet descreveu a situação como “a necrose de um Prêmio Nobel”. “Conceder o Prêmio Nobel da Paz a alguém que constantemente defende invasões militares, golpes de Estado, revoltas e guerras é mais uma aberração da atual desordem internacional. É o mundo de cabeça para baixo. Está tornando realidade a distopia de Orwell, ‘1984’, na qual a verdade é mentira e a paz é guerra. Um triste e podre Prêmio Nobel”, observou. Por sua vez, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel Bermúdez afirmou que “a politização, o preconceito e o descrédito do Comitê Norueguês do Nobel da Paz atingiram limites inimagináveis”. O líder cubano descreveu a concessão deste prêmio em 2025 a “uma pessoa que instiga a intervenção militar em sua pátria” como “vergonhosa”, chamando-a de “manobra política” para enfraquecer a liderança bolivariana. O ex-presidente hondurenho Manuel Zelaya Rosales declarou que “o Prêmio Nobel da Paz concedido a María Corina Machado é uma afronta à história e aos povos que lutam por sua soberania. Conceder o prêmio a um golpista, aliado das elites financeiras e de interesses estrangeiros, é transformar o símbolo da paz em um instrumento do colonialismo moderno”. “Nunca há paz quando aqueles que promovem sanções, bloqueios e guerras econômicas contra seu próprio povo são recompensados”, enfatizou Zelaya. O Prêmio Nobel da Paz (1980), Adolfo Pérez Esquivel, destacou que “Corina Machado faz parte da política dos EUA contra o governo venezuelano”. Ela recebeu o prêmio “não por ter trabalhado pela paz e pelo povo venezuelano. Estou preocupada que o Comitê Nobel tenha tomado essa decisão”, disse ela. Enquanto isso, Michelle Ellner, coordenadora da campanha latino-americana da plataforma americana Codepink, afirmou que María Corina Machado não é um símbolo de paz ou progresso. “Quando vi a manchete ‘María Corina Machado ganha o Prêmio da Paz’, quase ri do absurdo. Mas não ri, porque não há nada de engraçado em conceder o prêmio a alguém cujas políticas causaram tanto sofrimento. Qualquer pessoa que conheça suas ideias sabe que não há nada remotamente pacífico em suas políticas.” Ellner acredita que a adesão da oposição extremista de direita venezuelana à agenda dos EUA significou sanções, ataques terroristas e privatizações para o povo venezuelano, o que ela comparou à situação em Gaza. “Na Venezuela, essa aliança significou golpes, sanções e privatizações. Em Gaza, significa genocídio e a eliminação de um povo. A ideologia é a mesma: a crença de que algumas vidas são descartáveis, que a soberania é negociável e que a violência pode ser vendida como ordem”, observou. Prêmio Ao anunciar o nome de Maria Corina Machado para o Nobel da Paz, o Comitê Norueguês disse que ela foi laureada “por seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela”. Em nota, o comitê diz diz o prêmio foi concedido “pelo trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela e sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”. “Como líder do movimento pela democracia na Venezuela, Maria Corina Machado é um dos exemplos mais extraordinários de coragem civil na América Latina nos últimos tempos”, afirmou o presidente do Comitê, Jørgen Watne Frydnes, em Oslo. *É proibida a reprodução deste conteúdo Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Lideranças criticam Nobel da Paz para María Corina

O Prêmio Nobel da Paz perdeu credibilidade ao premiar María Corina Machado, afirmou o ex-diretor executivo do FMI, Paulo Nogueira Batista Jr., em sua conta no X. Segundo ele, o comitê premiou uma “política controlada por Washington” em vez de pessoas que lutam contra o “genocídio em Gaza”. Assim como o economista brasileiro, uma série de políticos e autoridades condenaram a concessão do prêmio à oposicionista venezuelana. “Sem comentários”, escreveu a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, em suas redes sociais, ao comentar a escolha para o Prêmio Nobel da Paz. Também o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, e o ex-presidente Evo Morales, da Bolívia, postaram mensagens de repúdio. O Nobel da Paz deste ano também é questionado pela educadora em direitos humanos do Observatório para Dignidade no Trabalho, Marisol Guedez. De acordo com ela, María Corina não apresentou “nenhuma preocupação” com a paz na Venezuela. Em entrevistas ao jornal Brasil de Fato, Guedez lembra que María Corina promoveu uma série de atos violentos na Venezuela. “Ela convocou eventos violentos que saíram dos marcos jurídicos. Não eram espaços de encontro para uma via democrática com justiça social”, disse. Lideranças da base do governo compararam o papel da venezuelana ao desempenhado atualmente pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Assim como o bolsonarista, Corina apoiou sanções econômicas impostas à Venezuela pelo governo Trump, em 2017. Representantes da direita brasileira, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), por sua vez, festejaram nas redes sociais a premiação da oposicionista venezuelana. Em caráter pessoal, o assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, disse que o Prêmio Nobel “priorizou a política em relação à paz” ao premiar a líder da oposição na Venezuela. “Não sei os critérios do Nobel. Nem ponho em dúvida as qualidades pessoais da María Corina. Eu havia lido uma referência a uma postagem de um porta-voz da Casa Branca, aparentemente retirada, em que dizia que o Comitê do Nobel priorizou a política em relação à paz. Pessoalmente achei interessante”, disse Amorim à CNN Brasil, nesta sexta-feira. Prêmio Nobel da Paz O Comitê Norueguês anunciou nesta sexta-feira (10) a atribuição do Prêmio Nobel da Paz a María Corina Machado, líder da oposição venezuelana. Em nota, o comitê diz que o prêmio foi concedido “pelo trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela e sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”. “Como líder do movimento pela democracia na Venezuela, Maria Corina Machado é um dos exemplos mais extraordinários de coragem civil na América Latina nos últimos tempos”, afirmou o presidente do Comitê, Jørgen Watne Frydnes, em Oslo. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
