Ataque a trem em Cambridge deixa nove pessoas em estado grave

Ataque a trem em Cambridge deixa nove pessoas em estado grave

Várias pessoas foram esfaqueadas na noite de sábado (1º), num trem em Cambridge, no Reino Unido. Ficaram feridos dez passageiros, sendo que nove foram hospitalizados em estado grave. A polícia deteve dois suspeitos, ambos britânicos, e investiga as circunstâncias do ataque. Não há, contudo, indícios de que tenha sido um atentado terrorista. “Dez pessoas foram levadas ao hospital, sendo que nove delas sofreram ferimentos graves”, disse o comunicado da Polícia de Transportes Britânica. Acrescentou que “este incidente foi declarado grave e a Polícia Antiterrorista apoia a nossa investigação, enquanto trabalhamos para estabelecer todas as circunstâncias e motivações do incidente”. Numa entrevista neste domingo (2) a Polícia de Transporte Britânica anunciou de que não há indícios de que se trate de um ataque terrorista. As autoridades consideram que ainda é cedo, apesar disso, para determinar as causas do incidente. As autoridades indicam também que há dois detidos sob suspeita de homicídio. Eles são britânicos. Causas As causas das agressões ainda estão sendo investigadas, num trabalho que conta com a participação da Polícia Contraterrorista, mas o ministro da Defesa, John Healey, disse que tudo indica que foi um incidente isolado. O primeiro-ministro inglês, Keir Starmer, reagiu e considerou o ataque “profundamente preocupante”. O comboio de alta velocidade tinha como destino Londres e o alerta foi dado pelos passageiros. Quem testemunhou o ataque descreve cenas de pânico e confusão. A polícia e os serviços de emergência foram mobilizados para a estação de Huntingdon, na região de Cambrigde, onde o comboio parou. A Polícia de Transportes Britânica disse que “várias pessoas” foram esfaqueadas no comboio de Doncaster para Londres King’s Cross, quando este se dirigia para Huntingdon. Ela não forneceu um motivo para o ataque. Duas pessoas foram presas na estação, que fica a cerca de 120 quilómetros ao norte de Londres. Os nomes dos detidos ainda não foram anunciados. *Proibida a reprodução deste conteúdo Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Argentina e Paraguai reforçam fronteiras contra fugitivos do CV

Argentina e Paraguai reforçam fronteiras contra fugitivos do CV

Dias após as forças de segurança do estado do Rio de Janeiro deflagrarem a chamada Operação Contenção, contra o crime organizado nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital fluminense, os governos da Argentina e do Paraguai decidiram reforçar o patrulhamento em suas fronteiras com o Brasil. “Reforçamos [a segurança na] fronteira para proteger os argentinos diante de qualquer debandada [de criminosos] resultante dos confrontos no Rio de Janeiro”, explicou a ministra da Segurança argentina, Patricia Bullrich, em uma postagem em suas redes sociais. Ela publicou cópia do ofício que enviou à secretária de Segurança Nacional, Alejandra Monteoliva, determinando o aumento do efetivo das tropas federais na fronteira com o Brasil como “uma medida preventiva”. No mesmo ofício, Patricia se refere aos integrantes da facção brasileira Comando Vermelho como narcoterroristas e orienta os oficiais responsáveis a contatarem as autoridades policiais brasileiras e paraguaias a fim de estabelecerem uma atuação conjunta. Brasil, Argentina e Paraguai já contam com um acordo de cooperação policial na fronteira, em que foi instituído o Comando Tripartite da Tríplice Fronteira. Foi a partir de um alerta emitido pelo comando que o governo paraguaio decidiu adotar, nesta quarta-feira (29), medidas extraordinárias de vigilância. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Em um comunicado, o Conselho de Defesa Nacional (Codena) paraguaio afirma que o objetivo do reforço do efetivo fronteiriço e das medidas de controle migratório é impedir que integrantes do Comando Vermelho que escaparam da ação policial nos complexos da Penha e do Alemão fujam para o país. “Diante desta situação, desde as primeiras horas da última terça-feira (28), as instituições nacionais [paraguaias] de segurança competentes adotaram medidas extraordinárias de prevenção e vigilância em toda a fronteira”, explica o Codena. Operação Contenção  A Operação Contenção, realizada pelas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, deixou cerca de 120 pessoas mortas, sendo quatro policiais, de acordo com o último balanço. O governo do estado considerou a operação “um sucesso” e afirmou que as pessoas mortas reagiram com violência à operação, e aqueles que se entregaram foram presos. No total, foram feitas 113 prisões, sendo 33 de presos de outros estados. Foram recolhidas 118 armas e 1 tonelada de droga. O objetivo era conter o avanço da facção Comando Vermelho e cumprir 180 mandados de busca e apreensão e 100 de prisão, sendo 30 expedidos pela Justiça do Pará. A operação contou com um efetivo de 2,5 mil policiais e é a maior e mais letal realizada no estado nos últimos 15 anos. Os confrontos e as ações de retaliação de criminosos geraram pânico em toda a cidade, com intenso tiroteio, fechando as principais vias, escolas, comércios e postos de saúde. Moradores da região, familiares dos mortos e organizações denunciam operação como uma “chacina”. Cadáveres recolhidos pelos próprios moradores das matas que circundam a região foram encontrados degolados e com sinais de execução.      Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

ONU pede que EUA suspendam ataques a embarcações no Caribe e Pacífico

ONU pede que EUA suspendam ataques a embarcações no Caribe e Pacífico

O Alto Comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos (ACNUDH) cobrou dos Estados Unidos que interrompaM os “ataques inaceitáveis” contra embarcações “supostamente ligadas ao tráfico de drogas” no Caribe e no Pacífico. “Mais de 60 pessoas teriam sido mortas em uma série contínua de ataques realizados pelas forças armadas dos EUA contra embarcações no Caribe e no Pacífico desde o início de setembro, em circunstâncias que não encontram justificativa no direito internacional”, declarou nesta sexta-feira (31), em nota, a ONU. Violação de direitos De acordo com o alto comissário para os Direitos Humanos, Volker Türk, os ataques promovidos pelo governo de Donald Trump às embarcações violam o direito internacional dos direitos humanos. “Esses ataques – e seu crescente custo humano – são inaceitáveis. Os EUA devem interromper tais ataques e tomar todas as medidas necessárias para impedir a execução extrajudicial de pessoas a bordo dessas embarcações, independentemente da conduta criminosa alegada contra elas”, alertou o integrante da ACNUDH. A nota lembra que, segundo argumentos apresentados pelos Estados Unidos, as ações fazem parte de operações necessárias de combate às drogas e ao terrorismo e constituem ações regidas pelo direito internacional humanitário. “No entanto, o combate ao grave problema do tráfico ilícito de drogas através das fronteiras internacionais é – como há muito se reconhece entre os estados – uma questão de aplicação da lei, regida pelos rigorosos limites ao uso da força letal estabelecidos pelo direito internacional dos direitos humanos”, afirmou Volker Türk. Força letal é último recurso “De acordo com o direito internacional dos direitos humanos, o uso intencional de força letal só é permitido como último recurso contra indivíduos que representem uma ameaça iminente à vida”, acrescentou. Segundo Türk, “com base nas escassas informações divulgadas publicamente pelas autoridades americanas, nenhum dos indivíduos a bordo das embarcações visadas parecia representar uma ameaça iminente à vida de terceiros ou justificar o uso de força armada letal contra eles, segundo o direito internacional”. Ponderando reconhecer “os desafios envolvidos no combate ao tráfico de drogas”, Türk instou o governo dos EUA a respeitar o direito internacional, “incluindo o estabelecido nos tratados de combate às drogas aplicáveis, dos quais os EUA também são signatários”. Investigações Diante desse cenário, o alto comissário apelou por investigações rápidas, independentes e transparentes sobre esses ataques. Nesse sentido, ele pediu às autoridades para que mantenham o uso de “métodos de aplicação da lei bem estabelecidos para responder ao alegado tráfico ilícito, incluindo a interceptação legal de embarcações e a detenção de suspeitos, de acordo com as normas aplicáveis ​​do direito penal”. A manifestação do ACNUDH termina sugerindo aos EUA que, se necessário, prossigam com as investigações, mas que o processo e a punição aos acusados ​​de crimes graves devem ser feitos em conformidade com os princípios fundamentais do Estado de Direito, do devido processo legal e do julgamento justo, “pelos quais os EUA sempre se destacaram”. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Lula participa de Cúpula da Ásia do Leste

Lula participa de Cúpula da Ásia do Leste

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre, nesta segunda-feira (27), o seu quinto dia de agenda no Sudeste Asiático. Em Kuala Lumpur, capital da Malásia, ele participa da abertura da 20ª Cúpula da Ásia do Leste. Em seguida, será recebido em um jantar de gala, oferecido pelo presidente da Malásia, Anwar Ibrahim, e pela primeira-dama, Wan Azizah Wan Ismail.   Lula está em viagem pelo Sudeste Asiático desde quinta-feira passada (23). Ele realizou visita oficial à Indonésia, onde tratou principalmente da cooperação econômica entre o Brasil e o país asiático. No dia 24, embarcou para Kuala Lumpur, na Malásia, onde participou da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e do Fórum Bilateral Brasil-Malásia e cumpriu uma série de encontros bilaterais.  Tarifas Uma dessas reuniões foi com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No encontro, os dois líderes debateram as tarifas impostas a produtos brasileiros, a situação da Venezuela e a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas – COP 30, a ser realizada em Belém, em novembro deste ano. Em entrevista após a reunião, Lula disse que está otimista em relação à suspensão do tarifaço imposto pelos Estados Unidos e que, em poucos dias, os países deverão chegar a um acordo.   Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Israel anuncia restabelecimento do cessar-fogo após ataques a Gaza

Israel anuncia restabelecimento do cessar-fogo após ataques a Gaza

O Exército israelense anunciou nesta quarta-feira (29) que está restabelecendo  o cessar-fogo na Faixa de Gaza, “após uma série de ataques que atingiram dezenas de alvos terroristas”. “De acordo com orientação do governo, após uma série de ataques que atingiram dezenas de alvos e neutralizaram terroristas em resposta às violações do Hamas, o Exército retomou a aplicação do cessar-fogo”, diz comunicado dos militares israelenses. As autoridades israelenses afirmaram que suas forças atacaram “30 terroristas que ocupavam posições de comando em organizações” que operam dentro do território palestino. A nota diz ainda que as forças israelenses continuarão a respeitar o acordo de cessar-fogo, mas responderão com firmeza a qualquer violação do pacto. Pelo menos 91 palestinos, incluindo 24 crianças e sete mulheres, morreram entre a tarde dessa terça-feira (28) e hoje devido aos bombardeios israelenses na Faixa de Gaza, disseram fontes médicas e da Defesa Civil do enclave à agência de notícias EFE. A onda de ataques, que atingiu de norte a sul a Faixa de Gaza, começou na tarde de ontem, por ordem do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, depois de ter acusado o Hamas de violar o cessar-fogo, em vigor há mais de duas semanas. Netanyahu determinou ao Exército que realizasse “ataques contundentes na Faixa de Gaza”, após reunião do Gabinete de Segurança, segundo comunicado do governo de Israel. A reunião de segurança foi convocada depois de o Hamas ter devolvido a Israel os restos mortais de um refém, que, após exames forenses, foram identificados como pertencentes a um prisioneiro cujo corpo já tinha sido recuperado em 2023. IO ministro israelense da Defesa acusou o Hamas de um ataque no sul de Gaza, que matou um soldado israelense nessa terça-feira, e de violar os termos relativos à devolução dos corpos dos reféns mortos. O Hamas alegou não ter “qualquer ligação” com o ataque e insistiu no seu compromisso com o acordo de cessar-fogo. O Hamas rejeitou o que chamou de “alegações infundadas” e acusou Israel de “tentar fabricar falsos pretextos em preparação para novas medidas agressivas”. Ataques israelenses Israel realizou os ataques em resposta ao que considerou serem violações do acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos (EUA). Na manhã desta quarta-feira, colunas de fumaça subiam em várias partes do território enclave. O presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu, no entanto, que “nada” poria em risco o acordo de cessar-fogo, em vigor desde 10 de outubro, que intermediou entre Israel e o Hamas. A Defesa Civil havia adiantado, na última madrugada, que pelo menos 50 pessoas, incluindo 22 crianças, tinham sido mortas em ataques israelenses no território. Os ataques atingiram casas, escolas e blocos residenciais na Cidade de Gaza e Beit Lahia, no norte do enclave, Bureij e Nuseirat, no centro, e Khan Younis, no sul.  Três mulheres e um homem foram retirados dos escombros da casa da família al-Banna, no bairro de Sabra, ao sul da cidade, acrescentou a Defesa Civil. No campo de refugiados urbano de Bureij, cinco membros da família Abu Sharar foram mortos num ataque aéreo contra a sua casa, na zona do Bloco 7, acrescentou a AFP. Em Khan Younis mais cinco pessoas morreram quando aeronaves atingiram um veículo numa estrada a noroeste da cidade. A Defesa Civil informou  que as suas equipes de resgate  “trabalham em condições extremamente difíceis” e que teme que o número de mortos aumente, pois algumas pessoas desaparecidas podem estar presas sob os escombros. “Nada vai pôr em risco” o cessar-fogo, afirmou o presidente norte-americano, Donald Trump, nesta semana. “É preciso compreender que o Hamas representa uma parte muito pequena da paz no Oriente Médio e precisa de se comportar.” Acordo O acordo de cessar-fogo intermediado pelos EUA, o Egito, Catar e a Turquia deveria implementar a primeira etapa do plano de paz de 20 pontos de Trump para Gaza. O acordo previa que o Hamas devolvesse os seus 48 reféns, vivos e mortos, no prazo de 72 horas após a entrada em vigor do cessar-fogo, em 10 de outubro. Todos os 20 reféns israelenses vivos foram libertados em 13 de outubro em troca de 250 prisioneiros palestinos e 1.718 detidos em Gaza. Israel entregou também os corpos de 195 palestinos em troca dos corpos dos 13 reféns israelenses devolvidos pelo Hamas até a data, juntamente com os de dois reféns estrangeiros – um tailandês e um nepalês. Onze dos reféns mortos que ainda estão em Gaza são israelenses, um é tanzaniano e um é tailandês. *É proibida a reprodução deste conteúdo. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Trump parabeniza Lula e diz que negociações com Brasil prosseguem

Trump parabeniza Lula e diz que negociações com Brasil prosseguem

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (27) que teve uma ‘boa reunião’ com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, na cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia. Ele descreveu Lula como “um sujeito muito vigoroso” e afirmou que negociações prosseguem.  “Tivemos uma boa reunião. Vamos ver o que acontece. Não sei se algo vai acontecer, mas vamos ver. Eles gostariam de fechar um acordo. Vamos ver. No momento, eles estão pagando, acho, uma tarifa de 50%. Mas tivemos uma ótima reunião”, disse. Trump ainda parabenizou Lula, que faz aniversário nesta segunda-feira. “E feliz aniversário. Quero desejar feliz aniversário ao presidente, ok? Hoje é o aniversário dele, você sabia disso? Ele é um sujeito muito vigoroso, na verdade, e fiquei muito impressionado. Mas hoje é o aniversário dele, então feliz aniversário, certo? Você poderia avisá-lo, por favor?” Na noite desta segunda-feira, noite na Malásia, Lula conversou rapidamente com jornalistas na saída do hotel e afirmou que ele e o presidente dos Estados Unidos têm canal aberto para um diálogo direto, caso seja necessário. “Estabelecemos uma regra de negociação que toda vez que tiver uma dificuldade eu vou conversar pessoalmente com ele. Ele tem o meu telefone e eu tenho o telefone dele”, disse. Ao final da conversa, o presidente brasileiro agradeceu rapidamente as felicitações de Trump pelo aniversário. “Eu vi a mensagem. Eu agradeço”. Horas antes, em coletiva de imprensa, Lula já havia mostrado otimismo em uma suspensão das tarifas impostas pelos EUA. Ele disse que teve uma “boa impressão” de que os dois países chegarão a uma solução nas questões comerciais. “Estou convencido de que, em poucos dias, teremos uma solução definitiva entre Estados Unidos e Brasil para que a vida siga boa e alegre do jeito que dizia o Gonzaguinha na sua música”. * com informações da agência Reuters Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

“Ele tem meu telefone e eu tenho o dele”, diz Lula sobre Trump

"Ele tem meu telefone e eu tenho o dele", diz Lula sobre Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (27) que ele e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trocaram telefones, caso surjam dificuldades nas negociações entre os dois países. “Estabelecemos uma regra de negociação que toda vez que tiver uma dificuldade eu vou conversar pessoalmente com ele. Ele tem o meu telefone e eu tenho o telefone dele”, afirmou Lula em uma breve conversa com a imprensa, na saída do hotel em Kuala Lumpur, na Malásia.  A declaração do presidente brasileiro foi em resposta à fala de Donald Trump, após deixar a Malásia. Segundo a agência de notícias Reuters, Trump disse que teve uma “boa reunião” com Lula, a quem descreveu como “um cara bastante enérgico”, mas não assegurou um acordo com o Brasil.  “Não sei se algo vai acontecer, mas veremos”, disse Trump a repórteres que o acompanharam no avião presidencial. Segundo Lula, essa incerteza é “óbvia”. “Não era possível que em uma única conversa a gente pudesse resolver os problemas”, disse o presidente brasileiro.  Lula afirmou também que as equipes de ambos os países continuarão negociando o fim da sobretaxação a produtos brasileiros e a suspensão de punições aplicadas pelo governo americano contra alguns ministros do Supremo Tribunal Federal e contra o ministro da Saúde, Alexandre Padilha e seus familiares.  “Minha equipe é de alto nível. Tem o Alckmin, o Haddad e o Mauro Vieira. (…) Eu entreguei um documento com o que foi dito na nossa conversa, portanto não foram apenas palavras. Ele tem um documento sabendo o que o Brasil quer”, declarou o presidente brasileiro. Lula cumpre nesta segunda-feira (27) o seu quinto dia de agendas no Sudeste Asiático. Em Kuala Lumpur, capital da Malásia, ele participou da abertura da 20ª Cúpula da Ásia do Leste e foi recebido em um jantar de gala, oferecido pelo presidente da Malásia Anwar Ibrahim e pela primeira-dama Wan Azizah Wan Ismail.   Desde quinta-feira passada, o presidente realizou visita oficial à Indonésia, e participou da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em Kuala Lumpur. O encontro com Trump foi realizado durante a programação da Cúpula.   Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

A empresários, Lula diz que mundo não aceita “nova Guerra Fria”

A empresários, Lula diz que mundo não aceita "nova Guerra Fria"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste domingo (26) que o mundo não aceita mais uma “nova Guerra Fria”. A declaração de Lula foi feita durante uma reunião com empresários em Kuala Lumpur, na Malásia, durante a 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). Ao defender o comércio e investimentos estrangeiros nos dois países, Lula disse que Brasil quer estar do lado de todos que querem fazem negócios. “A Asean é um parceiro muito importante e tende a ser muito mais importante, porque o mundo de hoje não aceita mais uma nova Guerra Fria. Nós não queremos ficar disputando, como se disputou, a partir da Segunda Guerra Mundial, o que era do lado da Rússia, o que era do lado dos Estados Unidos. A gente não quer uma nova disputa do lado dos Estados Unidos, do lado da China. A gente quer estar do lado da China, dos Estados Unidos, da Malásia, da Indonésia, de todos os países do mundo que queiram fazer negócio conosco”, afirmou. O presidente também defendeu a integração do Brasil com a América do Sul e disse que, desde seu primeiro mandato, em 2003, busca a ampliação de parcerias internacionais. “Durante muito tempo, o Brasil esteve isolado na América do Sul. O Brasil olhava para a Europa e os Estados Unidos, e nós resolvemos tomar a decisão de que era preciso fazer o Brasil ter uma importância maior na geopolítica econômica e comercial”, completou. Mais cedo, Lula se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pediu a revogação do tarifaço norte-americano contra as exportações brasileiras. A primeira reunião de negociação entre as diplomacias brasileira e norte-americana será realizada ainda neste domingo na Malásia. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Problema do mundo é ausência de lideranças , diz Lula na Malásia

Problema do mundo é ausência de lideranças , diz Lula na Malásia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, no início da madrugada deste sábado (25), em Kuala Lumpur, na Malásia, que um dos problemas do mundo é a falta de lideranças para conter as guerras e a fome. “Na ausência de lideranças, tudo que é de pior pode acontecer”, avaliou o presidente.  No evento com o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, em que celebrou parcerias com o país asiático, Lula criticou a guerra entre Ucrânia e Rússia e o conflito no Oriente Médio, que ele voltou a chamar de genocídio contra Palestina.  Lula argumentou que esses conflitos e também os desastres ambientais têm ocorrido por falta de instrumentos de governança global. ”Hoje, o Conselho de Segurança da ONU e a ONU não funcionam mais. Todas as guerras nos últimos tempos foram determinadas por gente que faz parte do Conselho de Segurança da ONU”, lamentou.  “Quem é que se conforma com a duração da guerra entre a Ucrânia e a Rússia? Quem é que pode se conformar com um genocídio impetrado na Faixa de Gaza durante tanto tempo?”, questionou.  Ele apontou que as violências vão além dos tiros e das bombas. “Mas a violência de utilizar fome, a vontade de comer de uma criança, como forma de tortura. Quando nós aceitamos isso como normal, nós não estamos sendo seres humanos”, criticou. Ele argumentou que isso ocorre porque as instituições multilaterais “pararam de existir”. O presidente atacou a falta de responsabilidade dos países com o meio ambiente. “Como é que nós vamos evitar que o planeta possa ser destruído, se nós sabemos o que está destruindo o planeta e não tomamos atitude para evitar que ele seja destruído?”, questionou Lula, afirmando que a COP30, em Belém, será a COP da verdade. “Nós, lideres políticos, é que temos que tomar a decisão do que fazer. Chega um momento que a gente tem que pensar no planeta. E aí é que é preciso ter instrumentos de governança global. E isso é o que nos faz falta hoje.” Parceria Na visita à Malásia, Lula disse que a parceria excede o interesse comercial entre os dois países. Há um movimento de exportações e importações na casa dos US$ 5,8 bilhões por ano. Ele destacou os acordos de cooperação na área de ciência e tecnologia e lamentou que nenhum presidente brasileiro esteve no país nos últimos 30 anos. “A relação do Brasil com a Malásia muda de patamar a partir de hoje. Eu não vim aqui apenas com o interesse de vender ou com o interesse de comprar. Nós temos possibilidade de mudar o mundo, de fazer com que as coisas sejam melhores.” O presidente defendeu que o humanismo não deve ser derrotado pelos algoritmos e disse que o mundo precisa de paz e não de guerra, de livre comércio e não de protecionismo. “Quero dizer ao mundo que precisamos de mais comida e menos armas. Esse é o objetivo da minha visita à Malásia.”  Lula voltou a defender o papel do Estado no auxílio aos mais pobres.  “Governar é fazer escolhas, é decidir de que lado você está. Para um governante, andar de cabeça erguida é mais importante que um Prêmio Nobel. Cuidar das pessoas mais humildes é quase uma missão bíblica.”  O primeiro-ministro da Malásia cumprimentou o presidente brasileiro que irá receber o título de doutor honoris causa pela Universidade Nacional da Malásia, em evento que deve ocorrer ainda neste sábado. Anwar Ibrahim destacou ainda o papel de liderança de Lula. “Este é um encontro entre amigos que compartilham convicções e ideias. E tenho certeza de que nossos países vão trabalhar juntos como parceiros em diferentes áreas”. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

México condena ataques militares dos EUA a embarcações

México condena ataques militares dos EUA a embarcações

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, condenou, nesta quinta-feira (23), os ataques militares realizados pelos Estados Unidos contra embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico em águas internacionais, incluindo uma ocorrência recentemente relatada no Pacífico Oriental. “Obviamente, discordamos. Existem leis internacionais que regem como lidar com o suposto transporte ilegal de drogas ou armas em águas internacionais e já expressamos isso ao governo dos Estados Unidos”, declarou a presidente durante entrevista coletiva. A declaração ocorre após a revelação do Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, de um “ataque cinético letal” ordenado pelo presidente Donald Trump contra uma embarcação no Pacífico, que deixou três mortos. A autoridade americana enfatizou nas redes sociais que “esses ataques continuarão, dia após dia. Eles não são simplesmente traficantes de drogas, mas narcoterroristas que semeiam morte e destruição em nossas cidades.” Execuções Este incidente é o oitavo ataque dos EUA desde setembro, resultando em pelo menos 37 mortes sem julgamento, levando especialistas das Nações Unidas a denunciar essas ações como execuções extrajudiciais. Sheinbaum enfatizou que a soberania e o direito internacional devem prevalecer, aludindo à reforma constitucional aprovada no México este ano para fortalecer a soberania e a autodeterminação diante de qualquer intervencionismo. Após ser questionada sobre a polêmica pública entre o presidente Trump e o presidente colombiano Gustavo Petro, Sheinbaum respondeu que “cada um tem sua maneira de lidar” com os debates internacionais. A presidente mexicana reafirmou sua estratégia de política externa, que prioriza um “sistema de diálogo franco” com o governo dos EUA, buscando acordos, mas “nunca renunciando à nossa soberania e autodeterminação”. No caso do México, Sheinbaum indicou que seu foco principal tem sido defender os mexicanos que vivem nos Estados Unidos.  Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Lula: parcerias entre Brasil e indonésia são promissoras

Lula: parcerias entre Brasil e indonésia são promissoras

Em encontro com empresários brasileiros e indonésios, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quinta-feira (23) em Jacarta, que são muitas as parcerias promissoras entre os dois países. Ele destacou alguns setores, como o de minerais críticos e o de biocombustíveis. Lula antecipou que, na COP30, o Brasil apresentará uma proposta de descarbonização do transporte marítimo internacional; e defenderá que se aumente em quatro vezes o uso de combustíveis sustentáveis no planeta. Falando mais diretamente aos investidores estrangeiros, Lula disse que o Brasil apresenta, atualmente, um cenário que congrega estabilidade fiscal, jurídica, econômica e social, o que, segundo ele, garante a previsibilidade que os investidores precisam ter para saber se vale ou não à pena fazer seus investimentos. “Isso, o Brasil faz questão de oferecer a todo e qualquer investidor que queira investir e ter seu retorno”, disse o presidente brasileiro. Minerais críticos Lula lembrou que, apesar de o Brasil ter apenas 30% de sua riqueza mineral devidamente mapeada, já conta com 10% das reservas mundiais de minerais críticos, essenciais para a transição energética. “A criação de um Conselho Nacional de Minerais Críticos, vinculado à Presidência da República, será um passo para garantir a soberania”, disse. Nesse sentido, acrescentou o presidente, a experiência indonésia de incentivar o processamento de minério bruto em seu território é um importante exemplo de como atrair investimentos e gerar empregos de maior qualidade. “Não pretendemos reproduzir a condição de meros exportadores de commodities. Queremos agregar valor em nosso território, com responsabilidade ambiental e respeito às comunidades locais”, complementou. Bioenergia Lula lembrou que Brasil e Indonésia são dois dos maiores produtores de bioenergia do mundo. “Podemos, portanto criar juntos um mercado global de biocombustíveis. A Organização Marítima Internacional não pode adiar eternamente a decisão de descarbonizar o setor. O biocombustível de etanol é uma alternativa viável e imediatamente disponível”, argumentou o presidente. Ao lembrar que faltam cerca de 20 dias para a COP 30, em Belém, Lula antecipou que o Brasil apresentará, durante o evento, uma proposta de quadruplicar o uso de combustíveis sustentáveis no planeta. “Vamos mostrar que é possível promover o desenvolvimento, enfrentar a mudança do clima e proteger as florestas tropicais e sua rica biodiversidade. Podemos expandir a produção de biocombustíveis, sem derrubar uma única árvore”, disse ele ao ressaltar que “não há como preservar a natureza sem cuidar das pessoas”.   Florestas Tropicais Lula agradeceu o apoio da Indonésia ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre, também a ser lançado durante o evento em Belém. “O Brasil fez a sua parte e já anunciou investimento de US$ 1 bilhão no Fundo”. Segundo Lula, parte desses recursos serão usados para financiar países que mantém suas florestas em pé. “É o caso dos oito países da América do Sul, bem como da Indonésia e do Congo, entre outros países menores”, disse. “Se esse fundo funcionar, ninguém mais vai ficar pedindo dinheiro, como se estivesse pedindo esmola, para manter sua floresta de pé, e para evitar que o planeta tenha aquecimento acima de 1,5 grau”, disse ele ao ressaltar que o fundo vai gerar dividendos para quem investe e para quem protege o bioma, oferecendo uma alternativa de renda para quem preserva a floresta. Segurança alimentar e facilidades comerciais Lula reiterou também o potencial brasileiro para ajudar na segurança alimentar do povo indonésio, em especial com relação à alimentação escolar, por meio do programa Refeição Nutritiva Gratuita, desenvolvido naquele país. Disse também que os dois países podem trabalhar para facilitar o comércio e baixar o custo dos consumidores finais. Com relação ao setor de defesa,  O presidente Lula explicou que há muito espaço para ampliar as parcerias, assim como no setor de aviação civil. “A Força Aérea da Indonésia conhece bem as capacidades do Super Tucano. As aeronaves brasileiras de uso civil representam a melhor solução para companhias regionais — eficiência, baixo consumo e tecnologia de ponta”, argumentou o presidente brasileiro.   Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Coreia do Norte dispara míssil balístico em direção ao leste

Coreia do Norte dispara míssil balístico em direção ao leste

A Coreia do Norte disparou um míssil balístico em direção ao leste, disseram militares da Coreia do Sul nesta quarta-feira (22) (horário local), sem fornecer mais detalhes sobre o lançamento. Mais cedo, a agência de notícias sul-coreana Yonhap disse que o lançamento foi em direção ao mar na costa leste da Coreia do Norte. A Coreia do Norte lançou mísseis balísticos pela última vez em 8 de maio, quando disparou vários mísseis de curto alcance de sua costa leste. A Coreia do Norte rejeita a proibição internacional – apoiada pelos Estados Unidos e pela Coreia do Sul, entre outros – sobre o desenvolvimento de seus mísseis balísticos. O lançamento ocorre antes de uma visita à Coreia do Sul na próxima semana de líderes que participam de um fórum econômico da região Ásia-Pacífico, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping. A Coreia do Norte apresentou seu mais recente míssil balístico intercontinental neste mês em um desfile com a presença do primeiro-ministro chinês. * É proibida a reprodução deste conteúdo       Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br