Segunda parcela do 13º salário deve ser paga até a próxima sexta-feira

A segunda parcela do décimo terceiro salário deve ser depositada a 95,3 milhões de brasileiros até a próxima sexta-feira (19). A primeira foi paga até 28 de novembro, conforme a legislação. Um dos principais benefícios trabalhistas do país, o salário extra injetará R$ 369,4 bilhões na economia neste ano, segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em média, cada trabalhador com carteira assinada deverá receber R$ 3.512, somadas as duas parcelas. Essas datas valem apenas para os trabalhadores na ativa. Como nos últimos anos, o décimo terceiro dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi antecipado. A primeira parcela foi paga entre 24 de abril e 8 de maio e a segunda, entre 26 de maio e 6 de junho. Quem tem direito Segundo a Lei 4.090/1962, que criou a gratificação natalina, têm direito ao décimo terceiro aposentados, pensionistas e quem trabalhou com carteira assinada por pelo menos 15 dias. Com isso, o mês em que o empregado tiver trabalhado 15 dias ou mais será contado como mês inteiro, com pagamento integral da gratificação correspondente àquele mês. Trabalhadores em licença-maternidade e afastados por doença ou por acidente também recebem o benefício. No caso de demissão sem justa causa, o décimo terceiro deve ser calculado proporcionalmente ao período trabalhado e pago junto com a rescisão. No entanto, o trabalhador perde o benefício se for dispensado com justa causa. Cálculo proporcional O décimo terceiro salário só será pago integralmente a quem trabalha há pelo menos um ano na mesma empresa. Quem trabalhou menos tempo receberá proporcionalmente. A cada mês em que trabalha pelo menos 15 dias, o empregado tem direito a um doze avos (1/12) do salário total de dezembro. Dessa forma, o cálculo do décimo terceiro considera como um mês inteiro o prazo de 15 dias trabalhados. A regra que beneficia o trabalhador o prejudica no caso de excesso de faltas sem justificativa. O mês inteiro será descontado do décimo terceiro se o empregado deixar de trabalhar mais de 15 dias no mês e não justificar a ausência. Tributação O trabalhador deve estar atento quanto à tributação do décimo terceiro. Sobre o décimo terceiro, incide tributação de Imposto de Renda, INSS e, no caso do patrão, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No entanto, os tributos só são cobrados no pagamento da segunda parcela. A primeira metade do salário é paga integralmente, sem descontos. A tributação do décimo terceiro é informada num campo especial na declaração anual do Imposto de Renda Pessoa Física. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Segunda parcela do décimo terceiro deve ser depositada até dia 19

Um dos principais benefícios trabalhistas do país, o décimo terceiro salário tem a segunda parcela depositada a 95,3 milhões de brasileiros até o dia 19 de dezembro aos trabalhadores com carteira assinada. A primeira parcela foi paga até 28 de novembro, conforme a legislação. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário extra injetará R$ 369,4 bilhões na economia neste ano. Em média, cada trabalhador deverá receber R$ 3.512, somadas as duas parcelas. Essas datas valem apenas para os trabalhadores na ativa. Como nos últimos anos, o décimo terceiro dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi antecipado. A primeira parcela foi paga entre 24 de abril e 8 de maio. A segunda foi depositada de 26 de maio a 6 de junho. Quem tem direito Segundo a Lei 4.090/1962, que criou a gratificação natalina, têm direito ao décimo terceiro aposentados, pensionistas e quem trabalhou com carteira assinada por pelo menos 15 dias. Dessa forma, o mês em que o empregado tiver trabalhado 15 dias ou mais será contado como mês inteiro, com pagamento integral da gratificação correspondente àquele mês. Trabalhadores em licença-maternidade e afastados por doença ou por acidente também recebem o benefício. No caso de demissão sem justa causa, o décimo terceiro deve ser calculado proporcionalmente ao período trabalhado e pago junto com a rescisão. No entanto, o trabalhador perde o benefício se for dispensado com justa causa. Cálculo proporcional O décimo terceiro salário só será pago integralmente a quem trabalha há pelo menos um ano na mesma empresa. Quem trabalhou menos tempo receberá proporcionalmente. O cálculo é feito da seguinte forma: a cada mês em que trabalha pelo menos 15 dias, o empregado tem direito a um doze avos (1/12) do salário total de dezembro. Dessa forma, o cálculo do décimo terceiro considera como um mês inteiro o prazo de 15 dias trabalhados. A regra que beneficia o trabalhador o prejudica no caso de excesso de faltas sem justificativa. O mês inteiro será descontado do décimo terceiro se o empregado deixar de trabalhar mais de 15 dias no mês e não justificar a ausência. Tributação O trabalhador deve estar atento quanto à tributação do décimo terceiro. Sobre o décimo terceiro, incide tributação de Imposto de Renda, INSS e, no caso do patrão, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No entanto, os tributos só são cobrados no pagamento da segunda parcela. A primeira metade do salário é paga integralmente, sem descontos. A tributação do décimo terceiro é informada num campo especial na declaração anual do Imposto de Renda Pessoa Física. Matéria alterada às 14h57 para esclarecer o prazo final de pagamento da segunda parcela do décimo terceiro. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Bolsa sobe 0,99% e volta a superar os 160 mil pontos

Em mais um dia de recuperação no mercado financeiro, a bolsa subiu quase 1% e voltou a superar os 160 mil pontos. O dólar teve pequena alta, mas caiu no acumulado da semana. O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta sexta-feira (12) aos 160.766 pontos, com avanço de 0,99%. Apesar de operar perto da estabilidade no início da tarde, o indicador reagiu nas horas finais de negociação e flertou com os 161 mil pontos. Após cair 4,31% na sexta-feira da semana passada (5), a bolsa brasileira reverteu a queda e subiu 2,16% na semana. O mercado de câmbio teve um dia menos otimista. O dólar comercial fechou esta sexta vendido a R$ 5,411, com alta de R$ 0,006 (+0,11%). A cotação caiu durante a manhã, chegando a R$ 5,38 por volta das 10h20, mas inverteu o movimento durante a tarde, em meio à instabilidade no mercado externo. Apesar de ter chegado a R$ 5,46 na quarta-feira (10), a moeda estadunidense reverteu o desempenho e fechou a semana com queda de 0,39%. A divisa sobe 1,42% em dezembro, mas cai 12,44% em 2025. No cenário interno, o mercado acomodou-se depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou a pré-candidatura para a Presidência da República no fim da semana passada. Além disso, a suspensão da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e a esposa dele reacendeu os ânimos com a normalização das relações entre o Brasil e os Estados Unidos. No cenário internacional, no entanto, os temores de um estouro de bolha nas ações de empresas de inteligência artificial voltaram a pesar, empurrando para baixo as bolsas estadunidenses. Isso pressionou o dólar em todo o planeta, principalmente em relação a moedas de países emergentes, como o Brasil. * com informações da Reuters Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Dólar cai para R$ 5,40 com reunião do Copom e mercado externo

Influenciado pelo exterior e pela reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o mercado financeiro teve um dia de recuperação. O dólar aproximou-se de R$ 5,40. A bolsa de valores fechou praticamente estável, superando os 159 mil pontos. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (11) vendido a R$ 5,404, com queda de R$ 0,064 (-1,17%). A cotação iniciou o dia em alta, mas inverteu o movimento ainda durante a manhã. Na mínima do dia, por volta das 16h, chegou a R$ 5,39. Mesmo com a forte queda desta quinta, a moeda estadunidense acumula alta de 1,29% em dezembro. Em 2025, a divisa cai 12,56%. O mercado de ações teve um dia mais volátil. Após subir 0,48% às 13h52, o índice Ibovespa, da B3, perdeu força nas horas finais de negociação e fechou o dia aos 159.189 pontos, com alta de apenas 0,07%. Ações de mineradoras impediram a queda da bolsa. Tanto fatores internos como externos influenciaram o mercado. No Brasil, o tom duro do comunicado da reunião do Copom, que não informou se o Banco Central (BC) pretende começar a cortar os juros em janeiro, estimulou a entrada de dólares. Entre os fatores internacionais, os investidores aproveitaram a diferença entre a Taxa Selic, mantida em 15% ao ano, e os juros básicos dos Estados Unidos, reduzidos em 0,25 ponto percentual pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central do país), para 3,5% a 3,75% ao ano. Taxas mais altas no Brasil e mais baixas em economias avançadas estimulam a migração de capitais para o mercado brasileiro, reduzindo a pressão sobre o dólar e a bolsa. *com informações da Reuters Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Setor produtivo critica cautela do BC e cobra início do corte de juros

A manutenção da Taxa Selic – juros básicos da economia – em 15% ao ano recebeu críticas do setor produtivo. Apesar de a decisão ter sido amplamente esperada pelo mercado, entidades empresariais e sindicais veem na postura do Banco Central (BC) um entrave ao crescimento econômico num cenário de inflação em queda, desaceleração da economia e perda de fôlego do mercado de trabalho. CNI: decisão ignora desaceleração Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que o BC desconsiderou “evidências robustas” de que a economia já permitiria iniciar um ciclo de redução da Selic. O presidente da entidade, Ricardo Alban, afirmou que a manutenção dos juros “é excessiva e prejudicial”, intensificando a perda de ritmo da atividade, encarecendo o crédito e inibindo investimentos. Para ele, há espaço para um ajuste gradual sem comprometer a convergência da inflação para a meta. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) recebeu com preocupação a manutenção dos juros em níveis altos. Em comunicado, o presidente da CBIC, Renato Correia, afirma que a continuidade do crescimento do setor em 2026 depende da queda dos juros o mais rápido possível. Comércio O economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Felipe Queiroz, considerou que o BC mantém uma política desconectada da conjuntura nacional e internacional. Ele lembrou que países como os Estados Unidos iniciaram cortes enquanto o Brasil conserva uma das maiores taxas reais do mundo. Segundo Queiroz, a postura atual “prejudica investimentos, consumo e agrava entraves estruturais”, além de dificultar a condução da política fiscal. Em tom mais moderado, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) avaliou que a manutenção era esperada e reflete um ambiente ainda delicado. Para o economista Ulisses Ruiz de Gamboa, a inflação e as expectativas continuam acima da meta, e o contexto inclui expansão fiscal, resiliência do mercado de trabalho e incertezas internacionais. Ele afirmou que o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) será decisivo para entender a sinalização dos próximos passos. Centrais sindicais Em nota, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) classificou a decisão como um “descumprimento das necessidades da população e do setor produtivo”. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, disse que a Selic elevada desvia recursos do investimento produtivo para o “rentismo”. Economistas ligados à central afirmam que a inflação está controlada e que o aperto monetário já provoca queda no consumo, desaceleração do PIB e perda de dinamismo no mercado de trabalho. A Força Sindical criticou de forma contundente a decisão, classificando-a como “vergonha nacional”. Para o presidente da entidade, Miguel Torres, o Copom favorece especuladores e estrangula a economia ao insistir em juros elevados. Ele afirma que a política atual prejudica campanhas salariais, limita o consumo e impõe obstáculos ao desenvolvimento. “Estamos vivendo a era dos juros extorsivos”, afirmou em comunicado. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Mega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 38 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 2949 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (9). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 38 milhões para o próximo sorteio. Os números sorteados foram: 04 – 06 – 11 – 38 – 49 – 54 28 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 56.175,26 cada 2.366 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.095,81 cada >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Apostas Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (11), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. Para o bolão, o sistema fica disponível até às 20h30 no portal Loterias Caixa e no aplicativo Loterias Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6 Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Haddad: Câmara deve votar projeto de devedores contumazes nesta terça

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (8) que há “firmeza” por parte do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para votar nesta terça-feira (9) o projeto que endurece as regras contra os chamados devedores contumazes, contribuintes que deixam de pagar impostos de forma reiterada e intencional. A declaração foi dada após reunião de cerca de quatro horas na residência oficial da Presidência da Câmara. De autoria do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e defendido pela equipe econômica, o projeto já foi aprovado pelos senadores e voltou à pauta da Câmara. Em setembro, Haddad havia defendido a urgência da medida, afirmando que o projeto é essencial para fechar brechas que permitem fraudes fiscais recorrentes. “As datas tentativas são: amanhã o devedor contumaz e, na quarta, o PLP [Projeto de Lei Complementar] 108/2024, que fecha a reforma tributária. Mas isso ainda será definido com os líderes”, disse Haddad. Comitê gestor do IBS O segundo item que o governo trabalha para votar nesta semana é o PLP 108/2024, que cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), peça central da implementação da reforma tributária aprovada no ano passado. O ministro disse ter recebido sinalização positiva de Motta também para essa votação. A proposta consolida regras operacionais do novo tributo, que substituirá impostos estaduais e municipais, cuja implantação depende de coordenação entre União, estados e prefeituras. Corte de benefícios fiscais Além dos dois projetos prioritários, Haddad cobrou o avanço do PLP 128/2025, que reduz benefícios fiscais e tem impacto estimado de R$ 19,76 bilhões nas contas públicas em 2026. Segundo ele, a votação precisa ocorrer ainda nesta semana para que haja tempo de análise no Senado antes da aprovação do Orçamento. “O compromisso foi assumido lá atrás. A equipe econômica precisa desse projeto para que o Orçamento tenha consistência”, afirmou. O ministro ressaltou que a peça orçamentária deve respeitar as metas definidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada pelo Congresso na semana passada. Mais cedo, Hugo Motta anunciou o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) como relator do texto. Orçamento de 2026 Haddad afirmou que a reunião com o presidente da Câmara teve como objetivo organizar a reta final do ano legislativo e permitir a votação, na próxima semana, do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026. Para isso, disse o ministro, é necessário avançar antes em medidas que afetam receitas e despesas. “São detalhes, mas detalhes importantes”, resumiu. O governo trabalha para fechar o Orçamento com espaço fiscal compatível com as metas fiscais. Ao mesmo tempo, busca reforçar o caixa federal por meio do corte de renúncias e da adoção de medidas contra a inadimplência tributária. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
CNU ocorre sem problemas e 80% dos candidatos comparecem à prova

A prova discursiva da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU 2025) foi aplicada neste domingo (7) para 42 mil candidatos em 228 municípios. O certame oferece 3.652 vagas para 32 órgãos públicos. Do total de inscritos, 80% compareceram às provas, sendo de 20% a abstenção total do CNU 2025, ou seja, 8,5 mil candidatos que passaram na primeira prova não compareceram à discursiva. Na primeira etapa do concurso, em setembro, a ausência foi de 42,8%. Os resultados preliminares com o espelho da correção da prova de hoje serão publicados no dia 23 de janeiro. Os recursos poderão ser apresentados entre 26 e 27 de janeiro. A lista dos aprovados está prevista para ser publicada no dia 20 de fevereiro. Em entrevista coletiva, após o final da prova em Brasília, a ministra da Gestão e Inovação (MGI), Esther Dweck, comemorou o sucesso na aplicação do exame. “As provas chegaram nos locais sem nenhuma intercorrência. Tudo ocorreu muito tranquilamente. E a gente vai poder começar a correção em breve. A tranquilidade é fruto justamente de um planejamento”, disse Esther. As maiores abstenções foram registradas no Acre (27%), Amazonas (26%), Espírito Santo (26%), em Rondônia (26%) e Santa Catarina (26%). Os estados com o menor nível de abstenção foram o Distrito Federal (15%), Piauí (17%) e Rio Grande do Sul (17%). “Essa previsão [de abstenção] está dentro do esperado para um concurso que tem duas provas. Foi uma abstenção bem menor do que no CPNU 1 e bem abaixo da média dos concursos em geral. Então, a gente ficou muito feliz porque isso reforça a consolidação de um modelo de concurso”, completou a ministra. Ao todo, entre 2023 e 2026, o governo federal terá convocado 22 mil pessoas para a administração pública, excluindo as universidades e os institutos federais, que têm a renovação das vagas feita pelo Ministério da Educação (MEC). A ministra Esther Dweck reconheceu que o total de chamados durante esse terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está aquém do necessário uma vez que, em dez anos, cerca de 180 mil servidores deixaram o serviço público. Mesmo assim, ela ponderou que as 22 mil vagas preenchidas no atual governo fortalecem o setor. “Quando o presidente Lula voltou no seu terceiro mandato, a gente observou certa incapacidade do Estado brasileiro de fazer políticas públicas. Não só [por causa] da carência de pessoas, mas a própria carência de instrumentos e de vontade política na condução de políticas públicas. A gente está retomando isso. O ministério foi criado com o objetivo de recuperar as capacidades do Estado brasileiro”, explicou. O MGI estima que, nos próximos 10 anos, a União deve perder 180 mil servidores que vão se aposentar. Esther avaliou que o ideal, seria um Concurso Público Nacional Unificado a cada dois anos. “Desde que a gente pensou [o CPNU], ele deveria ser, no mínimo, a cada dois anos. Sempre vejo o modelo do Itamaraty como ideal, que é uma entrada de pouca gente todo ano. É muito bom para a administração pública ter certa previsibilidade. Está sempre entrando gente nova, não ter descontinuidade”, comentou. Mulheres A maioria dos classificados para essa 2ª etapa do CPNU foi de mulheres, que representaram 57,1% do total de inscritos, sendo 42% de homens. A ministra Esther Dweck afirmou que essa diferença ocorreu por causa da política de equiparação de gênero entre a 1ª e 2º fase do concurso. A equiparação obriga que, sempre que há um número maior de homens para uma determinada prova, o MGI convoque mais mulheres para igualar o número de candidatos de ambos os gêneros. “Se não houvesse equiparação, em vez de 57% de mulheres e 42,9% de homens, a gente teria tido 50% de homens e 49% de mulheres. Então, a proporção seria bem diferente”, comentou. Próximas prazos do CNU 2025 De 8 a 17 de dezembro – período para caracterização de deficiência e confirmação e verificação das vagas de pessoas negras, indígenas e quilombolas. 8 de janeiro – resultado preliminar de avaliação de títulos. 9 a 12 de janeiro – Prazo de recurso para avaliação de títulos 15 de janeiro – resultado preliminar das bancas de avaliação de autodeclaração para pessoas negras, indígenas e quilombolas. 16 a 19 de janeiro – Prazo de recurso da avaliação de pessoas negras, indígenas e quilombolas e de caracterização de pessoa com deficiência. 23 de janeiro – nota preliminar da prova discursiva e divulgação do espelho de correção. 26 e 27 de janeiro – Prazo para recursos da prova discursiva. 20 de fevereiro – publicação da lista dos aprovados de vagas imediatas e lista de espera. Início do processo de três chamadas. 16 de março – data final após as três chamadas e início das convocações para os cursos de formação ou para posse. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Instituto criará centro especializado em energia renovável no oceano

Um projeto do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO) prevê a criação do Centro Temático de Energia Renovável no Oceano – Energia Azul. Por meio dele, serão desenvolvidas quatro tecnologias para produção de energia renovável offshore (em alto-mar): conversão de energia das ondas, correntes de maré, gradiente térmico do oceano (OTEC) e produção de hidrogênio verde. Para colocar o projeto em prática, o instituto venceu, recentemente, um edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) no valor de cerca de R$ 15 milhões. Redução de emissões Segundo o INPO, as soluções têm aplicação industrial e podem reduzir emissões em setores de difícil abatimento, o que inclui plataformas de óleo e gás, fertilizantes, siderurgia, transporte e cimento. As unidades flutuantes que hoje utilizam turbinas movidas a gás natural, por exemplo, poderão substituir parte da geração por fontes limpas produzidas no oceano. O diretor-geral do INPO, Segen Estefen, reforça o potencial estratégico da iniciativa. “A disponibilidade de recursos renováveis no oceano e a experiência brasileira em atividades offshore são diferenciais importantes. Podemos transformar o oceano em um aliado estratégico na transição energética, produzindo eletricidade, hidrogênio e água dessalinizada de forma sustentável”, diz ele. Bolsas para estudantes Do total investido, R$ 4,3 milhões serão destinados a bolsas de pesquisa para estudantes de mestrado, doutorado e pós-doutorado em parceria com quatro universidades: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Fundação Getúlio Vargas (FGV). A medida busca fortalecer a formação de especialistas e expandir a produção de conhecimento em energias oceânicas no país. Outra frente do projeto simula fisicamente a produção de hidrogênio a partir de energia eólica offshore, utilizando água do mar dessalinizada para eletrólise (conversão de energia elétrica em energia química). A tecnologia, segundo o INPO, busca resolver o problema da intermitência da geração eólica, permite armazenar energia sob a forma de hidrogênio e garante estabilidade ao sistema elétrico. Hoje, cerca de 250 gigawatts em projetos de eólica offshore estão em licenciamento no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Se apenas 20% forem implantados, a matriz elétrica brasileira pode ganhar 50 gigawatts adicionais – quase um quarto da capacidade nacional atual. A turbina para aproveitamento de correntes de maré será capaz de operar tanto no oceano quanto em rios de fluxo contínuo. “Mesmo turbinas de pequeno porte podem alcançar alta capacidade instalada. Isso permite levar energia limpa e contínua a comunidades isoladas, solucionando um problema histórico de acesso à eletricidade”, afirma Estefen. Conversor de águas O projeto prevê ainda o desenvolvimento de quatro equipamentos: um conversor de ondas, um sistema Otec baseado em ciclo de Rankine com amônia, um módulo de produção de hidrogênio offshore e uma turbina de correntes de maré. Cada tecnologia será projetada, construída e testada em ambiente laboratorial e operacional, resultando em projetos-piloto prontos para instalação no mar. Estefen disse, ainda, que o Centro de Energia Azul será decisivo para elevar o nível de maturidade tecnológica das soluções. “As energias renováveis offshore encontram-se atualmente em fase pré-comercial, o que exige avanços nos níveis de maturidade tecnológica (TRL). O Centro de Energia atuará justamente nesse estágio intermediário, viabilizando a prova de conceito e o detalhamento de projetos para aplicação em escala real. Ao final do projeto, para cada tecnologia está contemplada a entrega de respectivo projeto-piloto para instalação no mar, etapa que prepara o caminho para aplicações comerciais em larga escala”, finaliza o diretor-geral. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Após fortes chuvas, moradores de Paraibuna e Itirapina podem usar FGTS

A Caixa Econômica Federal começou a receber as solicitações de saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por calamidade dos moradores de Paraibuna. A partir de amanhã (6), ela receberá também os pedidos dos moradores de Itirapina. As duas cidades do estado de São Paulo foram afetadas por fortes tempestades em novembro. O benefício estará disponível até os dias 4 e 5 de março de 2026. Segundo a assessoria da Caixa, é necessário possuir saldo na conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e não ter realizado saque pelo mesmo motivo num período inferior a 12 meses. Dinheiro O valor máximo para retirada é de R$ 6.220 por conta vinculada, limitado ao saldo disponível na conta. A solicitação pode ser feita pelo Aplicativo FGTS. O Saque Calamidade é um benefício que pode ser pedido pelo trabalhador por motivo de necessidade pessoal, urgente e grave em caso de desastre natural (alagamentos, deslizamentos de terra, fortes chuvas etc.) que tenha atingido sua residência, após declaração oficial da Defesa Civil da cidade. A lista dos 112 municípios que já estavam habilitados até hoje, com datas limite que variam deste mês até março de 2026, está no site do Caixa. Ali, também podem ser consultados os documentos que o trabalhador tem de apresentar. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Bolsa supera os 164 mil pontos e bate terceiro recorde seguido

Em mais um dia de otimismo no mercado financeiro, a bolsa bateu o terceiro recorde seguido e superou os 164 mil pontos, beneficiada pelo desempenho da economia brasileira no terceiro trimestre. O dólar teve leve queda e continuou próximo dos R$ 5,30, num dia favorável a países emergentes. O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quinta-feira (4) aos 164.456 pontos, com alta de 1,67%. Ações de petroleiras, mineradoras e de bancos puxaram os ganhos. Apenas na primeira semana de dezembro, o indicador acumula avanço de 3,38%. Em 2025, a bolsa brasileira valoriza-se 36,72%. O mercado de câmbio teve um dia estável. O dólar comercial encerrou a quinta vendido a R$ 5,31, com recuo de apenas 0,04%. A cotação chegou a cair para R$ 5,28 por volta das 11h20, mas reduziu o ritmo de queda durante a tarde. A moeda estadunidense está no menor valor desde 14 de novembro, quando estava em R$ 5,29. A divisa cai 0,47% na primeira semana de dezembro e 14,08% no ano. O dólar caiu perante as moedas de países emergentes. Mesmo com a alta das taxas dos títulos do Tesouro estadunidense durante a tarde, que reduziu a queda da moeda estadunidense, o câmbio fechou em baixa, próximo da estabilidade. Em relação à bolsa, a notícia de que a economia brasileira cresceu apenas 0,1% no terceiro trimestre foi bem recebida. A forte desaceleração da atividade aumentou as chances de que o Banco Central (BC) comece a cortar a Taxa Selic (juros básicos da economia) em janeiro. Juros internos mais baixos favorecem a bolsa. Isso porque as taxas menores estimulam a migração de investimentos em renda fixa, como títulos do Tesouro Nacional, para o mercado de ações. * com informações da Reuters Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Bolsa volta a bater recorde e encosta em 162 mil pontos

Em mais um dia positivo no mercado financeiro, a bolsa de valores voltou a bater recorde e encostou nos 162 mil pontos. O dólar caiu novamente e aproximou-se de R$ 5,30, influenciado pelo mercado externo. O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quarta-feira (3) aos 161.755 pontos, com alta de 0,41%. O indicador operou em alta durante toda a sessão, chegando a 161.963 pontos às 10h37. Embora as ações de bancos tenham caído nesta quarta, os papéis de empresas ligadas a commodities (bens primários com cotação internacional) e de empresas ligadas ao consumo se valorizaram. No mercado de câmbio, o dia também foi marcado pelo otimismo. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,313, com recuo de R$ 0,017 (-0,33%). A cotação operou em baixa durante toda a negociação, atingindo R$ 5,30 na mínima do dia, por volta das 11h45. A moeda estadunidense está na menor cotação desde 14 de novembro. A divisa acumula queda de 0,41% em dezembro e de 14,03% em 2025. Sem grandes notícias na economia nacional, o mercado financeiro foi influenciado por fatores externos. A divulgação de que o setor privado nos Estados Unidos perdeu 32 mil empregos em novembro aumentou as apostas de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) cortará os juros na reunião de dezembro. Taxas mais baixas em economias avançadas estimulam a migração de capitais para países emergentes, como o Brasil. As bolsas nos Estados Unidos também subiram nesta quarta, após a divulgação da eliminação de empregos no país no mês passado. * Com informações da Reuters Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
