Dólar cai para R$ 5,40 com reunião do Copom e mercado externo

Dólar cai para R$ 5,40 com reunião do Copom e mercado externo

Influenciado pelo exterior e pela reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o mercado financeiro teve um dia de recuperação. O dólar aproximou-se de R$ 5,40. A bolsa de valores fechou praticamente estável, superando os 159 mil pontos. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (11) vendido a R$ 5,404, com queda de R$ 0,064 (-1,17%). A cotação iniciou o dia em alta, mas inverteu o movimento ainda durante a manhã. Na mínima do dia, por volta das 16h, chegou a R$ 5,39. Mesmo com a forte queda desta quinta, a moeda estadunidense acumula alta de 1,29% em dezembro. Em 2025, a divisa cai 12,56%. O mercado de ações teve um dia mais volátil. Após subir 0,48% às 13h52, o índice Ibovespa, da B3, perdeu força nas horas finais de negociação e fechou o dia aos 159.189 pontos, com alta de apenas 0,07%. Ações de mineradoras impediram a queda da bolsa. Tanto fatores internos como externos influenciaram o mercado. No Brasil, o tom duro do comunicado da reunião do Copom, que não informou se o Banco Central (BC) pretende começar a cortar os juros em janeiro, estimulou a entrada de dólares. Entre os fatores internacionais, os investidores aproveitaram a diferença entre a Taxa Selic, mantida em 15% ao ano, e os juros básicos dos Estados Unidos, reduzidos em 0,25 ponto percentual pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central do país), para 3,5% a 3,75% ao ano. Taxas mais altas no Brasil e mais baixas em economias avançadas estimulam a migração de capitais para o mercado brasileiro, reduzindo a pressão sobre o dólar e a bolsa. *com informações da Reuters Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Rayan e Vegetti decidem e Vasco sai em vantagem na Copa do Brasil

Rayan e Vegetti decidem e Vasco sai em vantagem na Copa do Brasil

Os mais de 64 mil torcedores que compareceram ao estádio do Maracanã na noite desta quinta-feira (11) acompanharam um grande jogo de bola que terminou com a vitória do Vasco sobre o Fluminense por 2 a 1, de virada, pela ida das semifinais da Copa do Brasil. FIM DE JOGO NO MARACANÃ! O VASCO DA GAMA VIRA E VENCE! O 𝐆𝐈𝐆𝐀𝐍𝐓𝐄 𝐃𝐀 𝐂𝐎𝐋𝐈𝐍𝐀 ESTÁ EM VANTAGEM NA BUSCA PELA FINAL! 💢 VAMOS JUNTOS PELA CLASSIFICAÇÃO! ✌️💢 ⚽ RAYAN⚽ VEGETTI 📸: Matheus Lima | #VascoDaGama#VASxflu#CopaDoBrasil2025 pic.twitter.com/L076puMlvo — Vasco da Gama (@VascodaGama) December 12, 2025 Com o triunfo, garantido graças a gols dos atacantes Rayan e Vegetti, o Cruzmaltino alcança a decisão da competição mesmo em caso de empate no confronto de volta, que será disputado no próximo domingo (14) a partir das 20h (horário de Brasília). Já o Time das Laranjeiras precisa de uma vitória por dois gols de vantagem para avançar no tempo regulamentar. Um triunfo tricolor por apenas um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis. Flu abre o placar Vasco e Fluminense não decepcionaram os torcedores que estiveram na noite desta quinta no Maracanã. Protagonizaram um confronto muito movimentado, com muitas oportunidades criadas. Apostando na troca de passes e na movimentação constante dos seus homens de frente, a equipe das Laranjeiras assumiu o controle das ações nos primeiros minutos e passou a criar problemas para o goleiro Léo Jardim. E a primeira boa oportunidade saiu aos seis minutos com o meia argentino Lucho Acosta, que, após boa trama coletiva, acertou chute que passou raspando por cima do travessão. Aos 15 o Vasco chegou a criar chance com o lateral Puma Rodríguez. Porém, o Fluminense era superior e abriu o placar aos 21 minutos. Renê levantou a bola na área em cobrança de falta. Thiago Silva escorou de cabeça para Serna e o colombiano bateu rasteiro para superar Léo Jardim. Fim de primeiro tempo. VAMOS, FLUMINENSE! pic.twitter.com/LvQAMbQXSc — Fluminense F.C. (@FluminenseFC) December 11, 2025 Após abrir o marcador, a equipe comandada pelo técnico argentino Luis Zubeldía recuou suas linhas, e passou a esperar por oportunidades de contra-atacar em velocidade. Já o time de Fernando Diniz encontrava dificuldades para levar perigo ao goleiro Fábio. Virada do cruzmaltino Porém, após a parada do intervalo o jogo mudou de panorama. O Vasco se impôs e não demorou a alcançar o empate. Aos seis minutos o colombiano Andrés Gómez avançou pela esquerda e cruzou rasteiro para o meio da área, onde o português Nuno Moreira furou e a bola sobrou para Rayan, que acertou uma pancada que morreu no ângulo do gol defendido por Fábio. A igualdade no marcador animou de vez o Cruzmaltino, que colecionava boas oportunidades de marcar diante de um Fluminense que parecia mais preocupado em fazer o tempo passar. E o ímpeto ofensivo do Vasco foi premiado já aos 48 minutos. Rayan dominou a bola na intermediária e arrancou em direção ao gol. O volante Hércules derrubou o jovem atacante, que levantou rápido e tocou para Andrés, que levantou a bola na área, onde Vegetti finalizou de cabeça para garantir a vitória do time de São Januário. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Deputados de SC proíbem cotas raciais em universidades estaduais

Deputados de SC proíbem cotas raciais em universidades estaduais

A Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) aprovou projeto de lei que proíbe cotas raciais em universidades estaduais. A proibição vale para o ingresso de estudantes e de funcionários nos quadros. O Projeto 753/2025, de autoria do deputado Alex Brasil (PL), não cita textualmente cotas raciais, mas não as inclui nas reservas de vagas que ficam autorizadas. “Ficam excluídas dessa proibição as reservas de vagas a pessoas com deficiência (PCD), a reserva baseada em critérios exclusivamente econômicos e a de estudantes oriundos de instituições estaduais públicas de ensino médio”. A proibição de outras cotas se aplica também a instituições que recebem verbas públicas no âmbito do estado. Uma das instituições afetadas pelo texto é a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que tem cerca de 14 mil alunos distribuídos em mais de 60 cursos de graduação e em mais de 50 mestrados e doutorados. Projeto O projeto impõe multa de R$ 100 mil para editais que não respeitarem a vedação e o procedimento administrativo disciplinar contra agentes públicos por ofensa ao princípio da legalidade. Na justificativa da matéria, o deputado Alex Brasil afirma que a adoção de cotas fundadas em outros critérios, que não o estritamente econômico ou de origem estudantil em escolas públicas, “suscita controvérsias jurídicas e pode colidir com os princípios da isonomia e da impessoalidade, ao criar distinções que não necessariamente refletem situações de desvantagem”. Antes da votação, o autor criticou o surgimento de outros tipos de ação afirmativa, como população transsexual e refugiados. “Cotas para tudo que é coisa que se imaginar”. “O mérito daquela pessoa que precisa estudar, que precisa realmente se dedicar para conseguir uma vaga, estava sendo deixado de lado”, disse. Na visão do deputado, o projeto de lei valoriza quem realmente precisa de cota. “Pode ser filho de pai negro, pode ser filho de pai branco”, completou. Votação simbólica A votação do projeto de lei no plenário da Alesc ocorreu de forma simbólica, ou seja, sem registro dos votos no painel de votação. Mas a mesa diretora da Casa citou nominalmente os sete deputados que se opuseram à matéria: Padre Pedro Baldissera (PT) Fabiano da Luz (PT) Neodi Saretta (PT) Marquito (Psol) Dr. Vicente Caropreso (PSDB) Paulinha (Podemos) Rodrigo Minotto (PDT) A Alesc tem 40 parlamentares. Dois não estavam presentes no plenário. Oposição Em discurso, o deputado Fabiano da Luz afirmou que o projeto de lei não promove justiça ou igualdade, “mas sim um apagamento”. “As cotas raciais não são privilégios, são instrumentos de uma correção da desigualdade histórica profunda que ainda estrutura o Brasil e que, infelizmente, prova que também estrutura Santa Catarina”, declarou. De acordo com o Censo 2022, pretos e pardos representam 55,5% da população. No caso de Santa Catarina, os dois grupos somam 23,3%.  O petista lembrou que pessoas negras (pretos e pardos) recebem cerca de 40% menos que as brancas. “Há ampla base científica mostrando que raça e renda operam juntas, como fatores de exclusão, inclusive no acesso ao ensino superior”. Segundo ele, “fingir que isso não existe é escolher a cegueira institucional”. Fabiano da Luz considera que o projeto de lei é “retrógrado e envergonha Santa Catarina” e levantou dúvidas sobre a constitucionalidade da matéria. “Vai ser tema de ação judicial e vai ser feio esta Casa ter mais uma vez na Justiça um projeto anulado pela inconstitucionalidade”. Para passar a valer, o projeto precisa ser sancionado pelo governador Jorginho Mello, do PL, mesmo partido do autor da proposta. A Agência Brasil pediu comentários sobre o posicionamento do governador, mas não recebeu retorno até a conclusão da reportagem. OAB/SC  A Ordem dos Advogados do Brasil seccional Santa Catarina (OAB/SC) informou que fará uma análise técnico-jurídica da proposta aprovada. O objetivo, segundo a instituição, é verificar a constitucionalidade da proposição e eventuais medidas a serem adotadas, “se for o caso”, considerando a possibilidade de que a legislação seja sancionada pelo governador. A instituição considera que as cotas afirmativas não configuram discriminação. “Ao contrário, representam um dever do Estado na promoção da efetiva igualdade e no enfrentamento das desigualdades históricas – resultantes, no caso da questão racial, de séculos de escravização”, diz a nota enviada à Agência Brasil. A OAB-SC informou que a análise também discutirá a autonomia da instituição de ensino para regular políticas de acesso, seja para estudantes ou corpo docente e técnico-administrativo. Âmbito federal A proibição de cotas não vale para instituições federais, como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). No âmbito federal vigora a Lei de Cotas, com reserva de vaga para minorias. Em alguns estados, como no Rio de Janeiro, há leis específicas para universidades estaduais. Estudos apontam que a política de cotas transformou um dos espaços mais elitizados da sociedade brasileira, a universidade, democratizando o acesso. Em julgamento no ano de 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF), Corte máxima da Justiça no país, decidiu pela constitucionalidade da política de cotas para negros e indígenas nas universidades.  “A regra tem o objetivo de superar distorções sociais históricas, com base no direito à igualdade material e no princípio da proporcionalidade”, diz o resultado do julgamento. *Matéria ampliada às 15h53 para inclusão do posicionamento da OAB-SC Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Lula disse a Trump que América Latina é zona de paz

Lula disse a Trump que América Latina é zona de paz

Diante da crescente tensão entre Estados Unidos e Venezuela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta quinta (11), a postura de “unilateralismo” do governo norte-americano na política externa, em relação ao que ele qualificou como “lei do mais forte”.  “O unilateralismo que o presidente (Donald) Trump deseja é que aquele mais forte determine o que os outros vão fazer. É sempre a lei do mais forte”, lamentou.  Os dois presidentes conversaram por telefone no início do mês sobre as negociações para retirada da sobretaxa imposta pelo governo norte-americano a produtos brasileiros. Lula disse que falou “muito” com o norte-americano e manifestou contrariedade com a crise com a Venezuela. O presidente falou sobre o assunto no final de um discurso que fazia em Belo Horizonte, no lançamento da caravana federativa em Minas Gerais. “Eu falei ao Trump que nós não queremos guerra na América Latina. Nós somos uma zona de paz”, ressaltou. O presidente brasileiro relatou que Trump tratou do poder bélico dos Estados Unidos. No entanto, Lula ressaltou que acredita mais no poder da palavra do que no da arma.  Lula ressaltou que as vias diplomáticas devem estar acionadas para resolução do conflito. “Vamos tentar utilizar a palavra como instrumento de convencimento, de persuasão, para a gente fazer as coisas certas. Vamos acreditar que a palavra, diplomaticamente, é a coisa mais forte para resolver os problemas”, defendeu Lula.  Maduro  Nesta quarta-feira (10), o governo da Venezuela classificou a apreensão de um petroleiro do país, por militares dos Estados Unidos (EUA), de “roubo descarado” e ato de pirataria.  O navio com cerca de 1,1 milhão de barris de petróleo foi tomado pelos EUA  em águas internacionais. “A política de agressão contra nosso país responde a um plano deliberado de saque de nossas riquezas energéticas”, afirmou nota do governo de Nicolas Maduro. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Defesa de Bolsonaro pede autorização para realizar exame na prisão

Defesa de Bolsonaro pede autorização para realizar exame na prisão

A defesa de Jair Bolsonaro pediu nesta quinta-feira (11) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que um médico faça um exame de ultrassonografia no ex-presidente. Segundo os advogados, o procedimento terá que ser dentro das instalações da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. Bolsonaro está preso em uma sala da superintendência, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela condenação na ação penal da trama golpista. O pedido de autorização foi feito após Moraes determinar que Bolsonaro passe por uma perícia médica oficial, que deve ser realizada pela própria PF, no prazo de 15 dias. Os advogados solicitaram que seja autorizada a entrada do médico Bruno Luís Barbosa Cherulli na PF para realizar o exame com um equipamento portátil de ultrassom. O procedimento será realizado nas regiões inguinais direita e esquerda. “Trata-se de procedimento não invasivo, rápido, que não exige sedação ou estrutura hospitalar, podendo ser plenamente realizado in loco, garantindo, assim, que as imagens e laudos correspondentes sejam disponibilizados imediatamente à Polícia Federal para subsidiar a perícia já determinada por Vossa Excelência”, disse a defesa. A defesa disse que a medida é necessária para atualizar os exames do ex-presidente. Mais cedo, ao determinar a realização da perícia, Moraes disse que os exames apresentados por Bolsonaro para pedir autorização para realizar uma cirurgia e cumprir prisão domiciliar são antigos. “A medida visa exclusivamente suprir a atualidade dos exames, ponto expressamente destacado no despacho, e facilitar a pronta conclusão da perícia oficial, sem qualquer impacto no fluxo decisório estabelecido”, completou a defesa. Na terça-feira (9), os advogados de Bolsonaro afirmaram que o ex-presidente apresentou piora no seu estado de saúde e pediram que ele seja levado imediatamente ao Hospital DF Star, em Brasília, para realizar uma cirurgia. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Por insuficiência de votos pela cassação, Câmara mantém mandato da deputada Carla Zambelli – Notícias

Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Carla Zambelli (PL-SP)

11/12/2025 – 00:53   •   Atualizado em 11/12/2025 – 01:16 Bruno Spada/Câmara dos Deputados Deputados na sessão do Plenário A Câmara dos Deputados rejeitou, por insuficiência de votos, a perda de mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP). Houve 227 votos a favor da perda do mandato e 110 contra, com 10 abstenções. Para aprovar a perda de mandato, seriam necessários 257 votos. Com isso, a representação da Mesa Diretora contra a deputada será arquivada. Carla Zambelli foi condenada em definitivo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de reclusão por participar de invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela está presa na Itália depois de fugir do Brasil em decorrência do trânsito em julgado do processo no STF. O Supremo aguarda a extradição. Parecer da CCJA Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta-feira (10) parecer do deputado Claudio Cajado (PP-BA) que recomendava a perda do mandato da parlamentar pela “incompatibilidade fática absoluta do encarceramento em regime fechado com o exercício do mandato”. “Como alguém pode exercer o mandato estando recluso em regime fechado? O mandato exige presença, comparecer ao Plenário e participar das comissões”, disse. Cajado citou jurisprudência do STF, baseada no julgamento de ação penal contra o então deputado Nelson Meurer em 2018. A representação contra Carla Zambelli foi apresentada pela Mesa Diretora em razão de comunicado do Supremo, cuja interpretação da Constituição pela 1ª Turma definia a declaração de perda do mandato pela Mesa. No entanto, jurisprudência da interpretação da Câmara sobre processos envolvendo parlamentares condenados em definitivo amparam a análise pela comissão. Documentos falsosA 1ª Turma do STF condenou Zambelli também a multa e indenização de R$ 2 milhões por ter participado como “instigadora” das invasões dos sistemas por Walter Delgatti Neto e Thiago Eliezer, presos no âmbito da Operação Spoofing. Segundo o Ministério Público, no começo de janeiro de 2023, houve 13 invasões dos sistemas do CNJ para inserir 16 documentos falsos, como mandatos de prisão, alvarás de soltura e ordem judicial de bloqueio de ativos bancários, além de um mandado de prisão contra o ministro Alexandre Moraes, do STF, emitido por ele próprio. Parecer vencedorA relatoria inicial do processo contra Zambelli coube ao deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), que recomendava a manutenção do mandato, mas a CCJ o rejeitou. Garcia argumentara que não havia provas da participação direta da deputada na autoria dos crimes e que os autos demonstrariam fragilidades de provas circunstanciais. Ele se baseou ainda em depoimento de testemunha da deputada, o perito Anderson de Jesus Anchieta Carvalho, que traçou um perfil de compulsão à mentira (mitômano) de Delgatti. DefesaO advogado de Zambelli, Fábio Pagnozzi, criticou a “fragilidade” das provas que incriminam a deputada e ressaltou que a condenação se baseou no depoimento questionável de Walter Delgatti, por ter alterado seis vezes o próprio testemunho, conforme perícia contratada pela defesa. “Tudo o que a deputada mais quer é que não seja cassada, para ela ter dignidade onde está presa. Pois só mostrando à Justiça italiana que seus pares não a cassaram, ela vai ter uma chance de ficar livre”, disse. Segundo Pagnozzi, Zambelli comentou que pediria renúncia caso tivesse seu mandato mantido para não incomodar os demais deputados. “A Carla Zambelli só quer dignidade.” Renato Araújo/Câmara dos Deputados Carla Zambelli foi ouvida pela CCJ em setembro, por meio de videoconferência O deputado Diego Garcia, relator de parecer vencido na CCJ, disse que produziu um relatório técnico, que só não foi aprovado por haver tido troca de membros da comissão antes da votação. Segundo ele, não existem provas contra a deputada Carla Zambelli nos autos do processo judicial. “Tudo o que a acusação afirma estar no relatório policial, não se encontra lá. Uma deputada da esquerda [que também acessou os autos] me disse que não poderia ir contra o voto por eu estar falando a verdade”, declarou. Para a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), vice-líder do governo, a decisão judicial pela perda do mandato deveria ter sido colocada em prática por meio de decisão administrativa da Câmara, e não ser levada para análise do Plenário. “Se não fosse uma deputada já condenada, haveria sentido esse debate. Não tem mais, ela está presa”, disse. O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), defendeu que o Plenário não analisasse a cassação de Zambelli considerando que, em uma semana, a Mesa Diretora poderia declarar a perda de mandato por ela ter faltado a mais de 1/3 das sessões da Câmara neste ano, ultrapassando o limite de faltas permitido pela Constituição. “Vamos respeitar o mandato da deputada e, daqui a uma semana, deixar que a Mesa resolva este assunto e não trazer esse problema para todos nós deputados”, afirmou. O deputado Júlio Lopes, a partir de parecer dos técnicos da Câmara, afirmou que Zambelli só atingiria esse total de faltas no final de fevereiro de 2026. Porém, a líder da Minoria, deputada Chris Tonietto (PL-RJ), ressaltou que cabe à Câmara decidir sobre a perda de mandato ou não. Segundo ela, a cassação perpetuaria a injustiça contra Zambelli. Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago MirandaEdição – Pierre Triboli Fonte: www.camara.leg.br

Setor produtivo critica cautela do BC e cobra início do corte de juros

Setor produtivo critica cautela do BC e cobra início do corte de juros

A manutenção da Taxa Selic – juros básicos da economia – em 15% ao ano recebeu críticas do setor produtivo. Apesar de a decisão ter sido amplamente esperada pelo mercado, entidades empresariais e sindicais veem na postura do Banco Central (BC) um entrave ao crescimento econômico num cenário de inflação em queda, desaceleração da economia e perda de fôlego do mercado de trabalho. CNI: decisão ignora desaceleração Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que o BC desconsiderou “evidências robustas” de que a economia já permitiria iniciar um ciclo de redução da Selic. O presidente da entidade, Ricardo Alban, afirmou que a manutenção dos juros “é excessiva e prejudicial”, intensificando a perda de ritmo da atividade, encarecendo o crédito e inibindo investimentos. Para ele, há espaço para um ajuste gradual sem comprometer a convergência da inflação para a meta. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) recebeu com preocupação a manutenção dos juros em níveis altos. Em comunicado, o presidente da CBIC, Renato Correia, afirma que a continuidade do crescimento do setor em 2026 depende da queda dos juros o mais rápido possível.  Comércio O economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Felipe Queiroz, considerou que o BC mantém uma política desconectada da conjuntura nacional e internacional. Ele lembrou que países como os Estados Unidos iniciaram cortes enquanto o Brasil conserva uma das maiores taxas reais do mundo. Segundo Queiroz, a postura atual “prejudica investimentos, consumo e agrava entraves estruturais”, além de dificultar a condução da política fiscal. Em tom mais moderado, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) avaliou que a manutenção era esperada e reflete um ambiente ainda delicado. Para o economista Ulisses Ruiz de Gamboa, a inflação e as expectativas continuam acima da meta, e o contexto inclui expansão fiscal, resiliência do mercado de trabalho e incertezas internacionais. Ele afirmou que o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) será decisivo para entender a sinalização dos próximos passos. Centrais sindicais Em nota, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) classificou a decisão como um “descumprimento das necessidades da população e do setor produtivo”. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, disse que a Selic elevada desvia recursos do investimento produtivo para o “rentismo”. Economistas ligados à central afirmam que a inflação está controlada e que o aperto monetário já provoca queda no consumo, desaceleração do PIB e perda de dinamismo no mercado de trabalho. A Força Sindical criticou de forma contundente a decisão, classificando-a como “vergonha nacional”. Para o presidente da entidade, Miguel Torres, o Copom favorece especuladores e estrangula a economia ao insistir em juros elevados. Ele afirma que a política atual prejudica campanhas salariais, limita o consumo e impõe obstáculos ao desenvolvimento. “Estamos vivendo a era dos juros extorsivos”, afirmou em comunicado. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Copa do Brasil: Depay decide e Corinthians derrota Cruzeiro por 1 a 0

Copa do Brasil: Depay decide e Corinthians derrota Cruzeiro por 1 a 0

Com um gol do atacante holandês Memphis Depay, o Corinthians se superou e derrotou o Cruzeiro por 1 a 0 no confronto de ida das semifinais da Copa do Brasil. Graças ao triunfo, alcançado na noite desta quarta-feira (10) no estádio do Mineirão, o Timão chega à partida de volta com uma boa vantagem. FIIIIIM DE JOGO NO MINEIRÃO!!! 🦅 DEU TIMÃO NO JOGO DE IDA DA SEMIFINAL DA COPA DO BRASIL! ⚫⚪ Cruzeiro 0 🆚 1 Corinthians ⚽ Memphis#VaiCorinthians pic.twitter.com/BH8EJNHSXr — Corinthians (@Corinthians) December 11, 2025 No próximo domingo (14), a partir das 18h (horário de Brasília) em Itaquera, a equipe do Parque São Jorge garante a vaga na decisão da competição mesmo com um empate. Já a Raposa precisa vencer por dois de diferença para garantir a classificação no tempo regulamentar, já em caso de triunfo por diferença de apenas um gol a vaga será decidida nas penalidades máximas. Timão copeiro A equipe comandada pelo técnico Dorival Júnior ativou o modo copeiro e entrou no gramado do Mineirão em ritmo acelerado, assumindo o comando das ações. E a primeira boa oportunidade do confronto foi criada justamente pelo Corinthians, quando Memphis Depay cobrou escanteio fechado e obrigou Cássio a fazer uma difícil defesa aos cinco minutos. Já o Cruzeiro teve a sua primeira boa oportunidade aos dez minutos, quando Matheus Pereira acertou chute forte da entrada da área que parou na defesa de Hugo Souza. O Timão passou a apostas nas jogadas pela ponta direita, em especial com André Carrillo. E o gol da vitória surgiu justamente desta forma. Aos 21 minutos o peruano levantou a bola na área, Yuri Alberto escorou de cabeça para o meio da área, onde Memphis Depay teve que finalizar duas vezes para colocar a bola no fundo da rede. A partir daí o jogo ficou muito picotado, com jogadores do Timão e da Raposa catimbando muito e criando pouco até a chegada do intervalo. Após a pausa para o descanso, o Cruzeiro passou a pressionar mais, diante de um Corinthians que recuou e deixou a equipe mineira com a posse de bola. Porém, a equipe do técnico português Leonardo Jardim pouco conseguiu criar. As melhores oportunidades foram em jogadas pelos flancos, em tentativas de levantar a bola na área. O jogador mais lúcido da Raposa foi o meio-campista Matheus Pereira, que, nas suas melhores jogadas, não conseguiu superar o goleiro Hugo Souza. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Resultados da PND 2025 serão divulgados na próxima sexta-feira

Resultados da PND 2025 serão divulgados na próxima sexta-feira

Os resultados da Prova Nacional Docente (PND) 2025 serão divulgados na próxima sexta-feira (12). A previsão anterior era que as informações da aplicação regular e da reaplicação fossem disponibilizadas nesta quarta-feira (10), mas o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) fez alterações no cronograma.  A retificação com a nova data foi publicada nesta quarta-feira (10) no Diário Oficial da União (DOU). Os resultados estarão disponíveis no Sistema PND.  A PND foi aplicada no dia 26 de outubro em todos os estados e no Distrito Federal. A reaplicação, realizada no dia 30 de novembro, atendeu pessoas que foram afetadas por problemas logísticos ou doenças infectocontagiosas e participantes de nove locais onde a aplicação regular foi inviabilizada por inconsistências, conforme o edital.  A Prova faz parte do programa Mais Professores para o Brasil, que reúne ações de reconhecimento e qualificação do magistério da educação básica e de incentivo à docência no país. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

STF encerra primeiro dia do julgamento do marco temporal

STF encerra primeiro dia do julgamento do marco temporal

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou o primeiro dia das sustentações das partes envolvidas em quatro processos que tratam do marco temporal para demarcação de terras indígenas. Dois anos após a Corte declarar o marco inconstitucional, os ministros voltaram a julgar a questão na sessão desta quarta-feira (10). Foram ouvidas as sustentações das principais entidades que fazem parte da discussão. O julgamento vai continuar nesta quinta-feira (11), quando a Corte pretende encerrar a fase das manifestações das partes. A data da votação dos ministros será marcada posteriormente. Em 2023, o STF considerou que o marco temporal é inconstitucional. Além disso, o marco também foi barrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou a Lei 14.701/2023, na qual o Congresso validou a regra. Contudo, os parlamentares derrubaram o veto de Lula. Dessa forma, voltou a prevalecer o entendimento de que os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época. Após a votação do veto presidencial, os partidos PL, PP e Republicanos protocolaram no STF ações para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco temporal. As entidades que representam os indígenas e partidos governistas também recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da tese.  Sustentações O advogado Ricardo Terena falou pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e reafirmou que os direitos fundamentais dos indígenas são inegociáveis. Terena sustentou que a tese do marco temporal é uma afronta aos direitos indígenas e um desafio à autoridade da Constituição. “Quando achamos que a Constituição seria plena para nós, povos indígenas, ela continuou sendo quase. Desde o protocolo das ações diretas de inconstitucionalidade, a lei não foi suspensa e sua promessa de paz social jamais se concretizou nos territórios indígenas”, disse.  Indígena e advogado, Dinanam Tuxá se manifestou na condição de representante do PSOL. Ele fez um relato sobre sua situação pessoal e disse que sua comunidade foi removida de um território indígena, em função da construção de uma usina hidrelétrica na Bahia, e ainda não conseguiu retomar o território. “Não aceitamos ser removidos para áreas equivalentes. Para nós, não há território substituível. Nós temos relações espirituais e ancestrais com os territórios pelos quais lutamos. Nosso território é indissociável de quem somos”, afirmou.  O advogado Rudy Maia Ferrraz, representante do PP, defendeu a segurança jurídica para pacificar a questão das demarcações. “Precisamos buscar a resolução de conflitos. A lei, ao estabelecer um parâmetro objetivo, que é o marco temporal, traz previsibilidade e confiabilidade aos processos de demarcação”, defendeu. Gabrielle Tatith Pereira, advogada do Senado, defendeu a constitucionalidade da lei que validou o marco temporal. A representante do Senado disse que a Constituição garante os direitos dos povos indígenas.  Segundo Gabrielle, também é necessário garantir que pessoas que obtiveram títulos de terras concedidos pelo Estado ao longo dos anos tenham a posse da terra reconhecida. “É legítima a pretensão das comunidades indígenas de ver reconhecida a terra tradicionalmente ocupada. De outro lado, também é legítima a pretensão do proprietário de boa-fé, com título outorgado pelo Estado há décadas”, argumentou.   Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Redução de penas dos condenados pelo 8 de janeiro representa “virada de página” para o Brasil, diz Motta – Notícias

Discussão e votação de propostas legislativas. Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REPUBLICANOS - PB)

10/12/2025 – 04:16   Bruno Spada/Câmara dos Deputados Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que decidiu pautar o projeto de lei que reduz penas de pessoas condenadas pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado para “virar a página” e entrar em 2026 com novos assuntos e projetos. “Quando desequilibramos para um polo ou para outro, às vezes não estamos fazendo o que é justo, mas querendo agradar a um dos lados. O que esta Casa fez hoje aqui não foi para agradar um dos lados, mas foi para dizer que é sensível a pessoas que receberam penas exageradas e não cumpriram papel central no que aconteceu no dia 8”, afirmou. A proposta (PL 2162/23) foi aprovada na madrugada desta quarta-feira (10) após cerca de cinco horas de debates e votações. Segundo Motta, caso o texto seja aprovado pelo Senado e sancionado, dará ao Judiciário e aos condenados no 8 de janeiro a possibilidade de reavaliar as penas dadas. “Possibilitando que os que tiveram menor importância no acontecido possam voltar às suas casas, ter as penas reduzidas e o Brasil possa, sem esquecer, virar essa página triste da democracia”, declarou. Motta afirmou que o relator, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), procurou fazer uma construção política para “descomprimir” as tensões no cenário político. “Uma polarização tóxica, improdutiva, que suga nossas energias e que a sociedade lá fora não aguenta mais ouvir”, disse o presidente. Reportagem – Tiago MirandaEdição – Pierre Triboli Fonte: www.camara.leg.br

Mega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 38 milhões

Mega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 38 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 2949 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (9). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 38 milhões para o próximo sorteio. Os números sorteados foram: 04 – 06 – 11 – 38 – 49 – 54 28 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 56.175,26 cada 2.366 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.095,81 cada >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Apostas Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (11), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. Para o bolão, o sistema fica disponível até às 20h30 no portal Loterias Caixa e no aplicativo Loterias Caixa.  A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6 Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br