Projeto amplia regras para inclusão de pessoas com autismo no mercado de trabalho

Projeto amplia regras para inclusão de pessoas com autismo no mercado de trabalho

Pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) poderão contar com regras específicas para garantir maior inclusão e permanência no mercado de trabalho. A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que obriga empregadores a adotar medidas de adaptação no ambiente profissional.

Entre as providências previstas estão a adequação das instalações de trabalho e mudanças nos processos de gestão de pessoas, incluindo treinamentos e outras ações necessárias para atender às necessidades dos trabalhadores com autismo.

Atualmente, pessoas com TEA já são consideradas pessoas com deficiência para fins legais e podem ocupar vagas previstas na Lei de Cotas. Empresas com 100 ou mais funcionários são obrigadas a reservar entre 2% e 5% dos cargos para pessoas com deficiência ou beneficiários reabilitados da Previdência Social, conforme o número de empregados.

A proposta aprovada é o Projeto de Lei 1756/25, apresentado pelo deputado Delegado Caveira (PL-PA). Por recomendação do relator, deputado Márcio Honaiser (Solidariedade-MA), o texto recebeu aval na forma de um substitutivo que já havia sido aprovado anteriormente pela Comissão de Trabalho.

A nova versão mantém o objetivo de ampliar a inclusão profissional das pessoas com autismo, mas determina que as regras sejam incorporadas à Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, prevista na Lei 12.764/2012, em vez de modificar diretamente o Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Segundo o relator, a mudança concentra as regras específicas relacionadas ao TEA na legislação criada especialmente para assegurar os direitos das pessoas autistas. Honaiser também acrescentou ao texto a possibilidade de adoção de outras medidas pelos empregadores além das adaptações previstas expressamente no projeto.

Dessa forma, as empresas poderão ser obrigadas a implementar outros procedimentos necessários para garantir condições adequadas de trabalho, conforme determinações previstas no Estatuto da Pessoa com Deficiência e em demais normas aplicáveis.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo na Câmara dos Deputados e ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Caso seja aprovado nas etapas restantes da Câmara, o texto seguirá para análise do Senado. Para entrar em vigor, a proposta ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional e posteriormente sancionada.

Fonte: informebaiano.com.br

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