Os médicos responsáveis pelo acompanhamento de Jair Bolsonaro (PL) informaram neste domingo (23/11) que o ex-presidente apresenta quadro clínico estável, mas registraram um episódio de confusão mental e alucinações na noite de sexta-feira (21/11). Segundo a equipe, os sintomas podem ter sido provocados pelo uso do medicamento pregabalina, que não havia sido informado ou autorizado por eles.
De acordo com o comunicado, o remédio foi prescrito por outra profissional com o objetivo de “otimizar o tratamento”, mas possui interações relevantes com outros medicamentos utilizados pelo ex-presidente, como clorpromazina e gabapentina. A equipe médica afirmou que desconhecia a administração da substância.
Os profissionais estiveram na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde Bolsonaro está preso preventivamente, e decidiram suspender o uso da pregabalina.
Segundo o boletim, o ex-presidente não apresenta sintomas residuais no momento. Durante a audiência de custódia, realizada também neste domingo (23/11), Bolsonaro relatou ter vivido um quadro de “certa paranoia” entre sexta e sábado, o que, segundo ele, motivou a tentativa de danificar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. O episódio está sendo investigado pela Polícia Federal.








