Fortaleza e Ceará são rebaixados na última rodada do Brasileirão 2025

O Fortaleza perdeu de virada para o Botafogo, no Nilton Santos (RJ), por 4 a 2, e vai jogar a Série B do Campeonato Brasileiro em 2026. O Leão vinha de uma recuperação incrível no campeonato, com nove jogos de invencibilidade e quatro vitórias seguidas. Mas a derrota na tarde deste domingo (7) deixou a equipe na 18ª posição, com 43 pontos. Aos 16 minutos de jogo, Breno Lopes acertou um belo chute na entrada da área e abriu o placar. Nos acréscimos da etapa inicial, aos 49, Montoro colocou com categoria no ângulo para empatar a partida. Aos 2 minutos da etapa final, Vitinho cruzou e Arthur Cabral virou para o Botafogo. Aos 6 minutos, ocorreu uma lance incrível. Depois da finalização do Fortaleza, a bola bateu no braço de Barrera dentro da área. No contra-ataque rápido, os cariocas fizeram o terceiro gol com o mesmo Barrera. Só que o árbitro, auxiliado pelo VAR, anulou o gol e marcou o pênalti para o Fortaleza. Aos 10 minutos, Bareiro bateu e empatou o jogo em 2 a 2. Aos 38 minutos, Santi cobrou escanteio e Marçal mandou de cabeça para o fundo da rede para ampliar o placar. Já nos acréscimos, Mateo Ponte definiu o contra-ataque e fez 4 a 2. O Botafogo finalizou o torneio na 6ª posição com 63 e aguarda o final da Copa do Brasil para saber se jogará a Pré-Libertadores ou já entrará direto na fase de grupos do torneio continental em 2026. A outra vaga do Z-4 ficou com o Ceará. O Vozão perdeu de virada por 3 a 1 para o Palmeiras, no Castelão lotado, e vai jogar a Série B do futebol brasileiro em 2026. O Vozão saiu na frente no duelo desta tarde com o centroavante Pedro Raul, aos 11 minutos. Lucas Mugni cobrou falta na segunda trave, Willian Machado escorou para o meio e o artilheiro definiu. Mas logo, aos 16 minutos, o Palmeiras empatou. Bruno Fuchs cruzou e Facundo Torres definiu. Na etapa final, aos 15 minutos, Ramón Sosa cobrou falta no canto e definiu a virada do Verdão. Aos 19 minutos, o Palmeiras ainda marcou mais um com Flaco López. Jefté cruzou e o artilheiro argentino fez o 3 a 1. Com os resultados, o Ceará fechou na 17ª posição com 43 pontos. O Palmeiras, que já era vice-campeão brasileiro, fechou o Nacional com 76 pontos. Além da dupla cearense, Sport e Juventude (já rebaixados há mais tempo) estarão na Série B em 2026. Vitória bate São Paulo e escapa do rebaixamento O Vitória venceu o São Paulo por 1 a 0, no Estádio Barradão, em Salvador, e conseguiu se manter na Série A do Brasileirão para 2026. O gol dos baianos foi marcado aos 22 minutos da etapa final. Após boa troca de passes, Kayzer tocou para Fabri. Ele ajeitou e deu boa assistência para Baralhas fazer o gol. Com o resultado, o Vitória foi aos 46 pontos e subiu para a 15ª posição. O São Paulo finalizou o campeonato na 8ª posição, com 51 pontos. Dessa forma, o Tricolor Paulista ainda aguarda o final da Copa do Brasil para saber se irá disputar a Pré-Libertadores ou a Sul-Americana em 2026. Para jogar a principal competição continental, o São Paulo precisa que o Cruzeiro ou o Fluminense vença a Copa do Brasil. Inter bate Bragantino no sufoco e segue na Elite do Brasileirão O Internacional venceu o Bragantino por 3 a 1 no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, na tarde deste domingo, pela 38ª rodada do Brasileirão 2025. Dessa forma, jogará a Série A do Nacional em 2026. O Colorado fechou o torneio com 44 pontos, na 16ª posição. Além da vitória do Inter, o clube de Porto Alegre precisou contar com a vitória do Palmeiras sobre o Ceará, por 3 a 1, e com a vitória do Botafogo, no Rio de Janeiro, por 4 a 2 sobre o Fortaleza. O Bragantino ficou na 9ª posição, com 49 pontos. Os gols da vitória do Inter foram marcados pelo zagueiro Mercado, de cabeça, aos quatro minutos da etapa final, Alan Patrick, de pênalti, aos 31 minutos, e Carbonero, em rápido contra-ataque, aos 35. Aos 42 minutos, Jhon Jhon ainda teve tempo para descontar para o Bragantino. Outros resultados Fluminense 2 x 0 Bahia Corinthans 1 x 1 Juventude Atlético-MG 5 x 0 Vasco Sport 0 x 4 Grêmio Santos 3 X 0 Cruzeiro Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Pesquisador da Uerj defende monitoramento da trajetória de ex-cotistas

A criação de grupos de trabalho para acompanhar os egressos da política de ação afirmativa na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) é um passo fundamental para avaliar a medida, afirmou o sociólogo Luiz Augusto Campos. Um dos principais pesquisadores do campo, ele é um dos organizadores do livro Impacto das Cotas: Duas Décadas de Ação Afirmativa no Ensino Superior Brasileiro, que faz um balanço detalhado da política e aponta desafios, como a permanência dos estudantes nas instituições. “A Lei de Cotas não é uma política fim”, disse Campos. “Ninguém sonha com uma utopia no mundo em que cada pessoa tenha a sua cota. Ela é uma política meio para diminuir desigualdades no mercado [de trabalho]”, explicou o professor de sociologia e ciência política no Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp-Uerj). Na avaliação dele, se as cotas não tiverem impactos fora da universidade, significa que, como política pública, fracassaram. “E a gente só sabe esses impactos fora da universidade a partir das trajetórias dos egressos”, explicou. Ele classifica a ação da Uerj, de montar grupos com ex-egressos, a ponta mais importante na análise da política. Após 20 anos da adoção da medida pela universidade, de forma pioneira no país, em 2003, Campos faz coro à necessidade de atualização da lei estadual para ingresso na pós-graduação. A Uerj, ao contrário de outras universidades federais com cotas raciais, conjuga, além da autodeclaração racial como preto ou pardo, o critério socioeconômico para o ingresso, limitando a entrada aos candidatos com até R$ 2.277 de renda bruta por pessoa na família. O valor é considerado baixo, sobretudo, para as cotas sociais e raciais na pós-graduação. “Um estudante classificado como carente, de fato, não chega ao mestrado, quanto mais ao doutorado. E, se ele ganha uma bolsa, ele deixa de ser carente. Então, realmente as cotas na pós-graduação da Uerj não funcionaram”, analisou Campos. Os cotistas egressos dos cursos de graduação reunidos na universidade, no fim de novembro, mês da Consciência Negra, para discutir suas trajetórias, defenderam que o corte socioeconômico seja revisto, de modo que seja possível ampliar o número de pessoas pretas e pardas com acesso a esse nível mais alto de ensino. De acordo com levantamento do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), uma associação civil sem fins lucrativos, supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pessoas pretas são apenas 4,1% dos mestres e 3,4% dos doutores, enquanto pardos somam 16,7% e 14,9%, respectivamente. Os indígenas correspondem a apenas 0,23% das titulações de mestrado e 0,3% das de doutorado no país. Entre os anos de 1996 a 2021, 49,5% dos títulos de mestrado e 57,8% dos de doutorado foram obtidos por pessoas brancas. A Lei 8.121, de 2018, que estabeleceu a programação de ações afirmativas na Uerj e o corte socioeconômico, só será revista em 2028. Até lá, Campos defende que as universidades sejam usadas nos editais de ingresso e, com base na autonomia universitária, revejam as restrições. “Poucas coisas hoje são tão judicializadas como entrada em cursos de mestrado e doutorado, a universidade corre riscos, o ideal seria uma lei mais leniente com os limites socioeconômicos”, avaliou. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
STF volta a julgar marco temporal na próxima quarta-feira

O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia na próxima quarta-feira (10) um novo julgamento sobre a constitucionalidade do marco temporal para demarcação de terras indígenas. Durante a sessão, não haverá votação dos ministros sobre a questão. A Corte vai ouvir as sustentações orais das partes envolvidas, e a data da votação será marcada posteriormente. Em 2023, o STF considerou que o marco temporal é inconstitucional. Além disso, o marco foi barrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou o projeto de lei aprovado no Congresso que validou a regra. Contudo, os parlamentares derrubaram o veto de Lula. Dessa forma, voltou a prevalecer o entendimento de que os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época. Após a votação do veto presidencial, o PL, o PP e o Republicanos protocolaram no STF ações para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco temporal. Por outro lado, entidades que representam os indígenas e partidos governistas também recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da tese. Conciliação Antes de retomar o julgamento, o STF realizou diversas audiências de uma comissão de conciliação entre as partes envolvidas na questão. A conciliação foi convocada pelo ministro Gilmar Mendes, relator das ações. Além de levar o caso para conciliação, Mendes negou pedido para suspender a deliberação do Congresso que validou o marco, decisão que desagradou aos indígenas. Em agosto do ano passado, no início dos trabalhos da comissão, a Articulação dos Povos Indígenas (Apib), principal entidade que atua na defesa dos indígenas, decidiu se retirar da conciliação. A associação entendeu que não havia paridade no debate. As audiências foram mantidas sem a presença dos representantes dos indígenas. Os trabalhos continuaram com representantes do Senado, Câmara dos Deputados, Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e de estados e municípios. Em junho desde ano, a comissão finalizou os trabalhos e aprovou a minuta de um anteprojeto que poderá ser enviado ao Congresso Nacional após o julgamento para sugerir alterações na Lei 14.701 de 2023, norma que, apesar de tratar direitos dos povos indígenas, inseriu o marco temporal para as demarcações. A questão do marco temporal não foi alterada porque é uma das questões em que não houve consenso. A minuta trata de pontos consensuais que, em alguns casos, já constam na Lei 14.701/2323 e foram explicitados, como permissão para turismo em áreas indígenas, desde que seja autorizado pelos indígenas, além da obrigatoriedade de participação de estados e municípios no processo de demarcação. A minuta também prevê que o processo demarcatório, que é realizado pela Funai, deverá ser público, e os atos deverão ser amplamente divulgados. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Debatedores apontam cenário crítico para continuação das atividades das usinas Angra 1 e 2 – Notícias

05/12/2025 – 17:24 Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados Carlos Zarattini: há uma série de riscos imediatos e pouco visíveis no setor nuclear Autoridades do governo afirmaram aos parlamentares da Comissão Mista de Orçamento que há riscos para a manutenção das usinas de Angra 1 e Angra 2 após 2030 caso não sejam solucionados problemas financeiros para a construção de um depósito definitivo para rejeitos nucleares, o chamado projeto Centena. O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) afirmou que a comissão precisa avaliar “uma série de riscos imediatos e pouco visíveis no setor nuclear que são de valor financeiro menor do que o grande problema de Angra 3, mas que, se não forem tratados com urgência, podem trazer perigo financeiro, econômico e até físico para a sociedade”. O auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) André Carneiro disse que apenas a licença para a extensão da vida útil da usina de Angra 1 esbarra na necessidade de investimentos de R$ 3 bilhões. Ele alertou sobre as dificuldades financeiras da Eletronuclear, que precisou fazer empréstimos de curto prazo para se manter neste ano. “É como se a empresa estivesse no crédito rotativo do cartão para pagar supermercado. Só faz isso quem realmente precisa”, explicou. Uma solução mais definitiva seria a emissão de R$ 2,4 bilhões em debêntures, mas que depende de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre acordo entre a Eletrobras privatizada e a União. O diretor da Eletronuclear, Alexandre Caporal, disse que há risco de insolvência da empresa e que somente as indefinições relacionadas à usina de Angra 3, com obras paradas há mais de dez anos, consomem cerca de R$ 1 bilhão por ano. Rejeitos nuclearesO auditor do TCU André Carneiro manifestou preocupação com os rejeitos nucleares. Ele afirmou que, atualmente, os rejeitos das usinas, de hospitais e de indústrias são mantidos em depósitos provisórios com capacidade limitada. O único depósito definitivo no país é aquele que abrigou os rejeitos de césio 137 relacionados ao incidente em Goiânia em 1987. Segundo o auditor do TCU, o Centro Tecnológico Nuclear e Ambiental, o Centena, estava previsto para 2013 e, agora, a expectativa é para 2030. Durante a audiência da CMO, também foi exposta a falta de recursos para a estruturação da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear, que ficou encarregada de fiscalizar o setor e foi implantada neste ano. Foram relatados pelo menos 3 incidentes recentes com rejeitos nucleares. Obras públicasO alerta sobre o tema foi feito em audiência pública para discutir obras com indícios de irregularidades graves que poderiam ter recursos suspensos no Orçamento de 2026 (PLN 15/25). A única obra que poderia ter esse risco, a da BR-040, na subida da Serra de Petrópolis, no Rio de Janeiro, já obteve uma solução, segundo o TCU, com uma nova licitação de concessão feita neste ano. A comissão, no entanto, ainda vai analisar o caso, que vem sendo apontado pelo tribunal desde 2014. Reportagem – Silvia MugnattoEdição – Pierre Triboli Fonte: www.camara.leg.br
Instituto criará centro especializado em energia renovável no oceano

Um projeto do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO) prevê a criação do Centro Temático de Energia Renovável no Oceano – Energia Azul. Por meio dele, serão desenvolvidas quatro tecnologias para produção de energia renovável offshore (em alto-mar): conversão de energia das ondas, correntes de maré, gradiente térmico do oceano (OTEC) e produção de hidrogênio verde. Para colocar o projeto em prática, o instituto venceu, recentemente, um edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) no valor de cerca de R$ 15 milhões. Redução de emissões Segundo o INPO, as soluções têm aplicação industrial e podem reduzir emissões em setores de difícil abatimento, o que inclui plataformas de óleo e gás, fertilizantes, siderurgia, transporte e cimento. As unidades flutuantes que hoje utilizam turbinas movidas a gás natural, por exemplo, poderão substituir parte da geração por fontes limpas produzidas no oceano. O diretor-geral do INPO, Segen Estefen, reforça o potencial estratégico da iniciativa. “A disponibilidade de recursos renováveis no oceano e a experiência brasileira em atividades offshore são diferenciais importantes. Podemos transformar o oceano em um aliado estratégico na transição energética, produzindo eletricidade, hidrogênio e água dessalinizada de forma sustentável”, diz ele. Bolsas para estudantes Do total investido, R$ 4,3 milhões serão destinados a bolsas de pesquisa para estudantes de mestrado, doutorado e pós-doutorado em parceria com quatro universidades: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Fundação Getúlio Vargas (FGV). A medida busca fortalecer a formação de especialistas e expandir a produção de conhecimento em energias oceânicas no país. Outra frente do projeto simula fisicamente a produção de hidrogênio a partir de energia eólica offshore, utilizando água do mar dessalinizada para eletrólise (conversão de energia elétrica em energia química). A tecnologia, segundo o INPO, busca resolver o problema da intermitência da geração eólica, permite armazenar energia sob a forma de hidrogênio e garante estabilidade ao sistema elétrico. Hoje, cerca de 250 gigawatts em projetos de eólica offshore estão em licenciamento no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Se apenas 20% forem implantados, a matriz elétrica brasileira pode ganhar 50 gigawatts adicionais – quase um quarto da capacidade nacional atual. A turbina para aproveitamento de correntes de maré será capaz de operar tanto no oceano quanto em rios de fluxo contínuo. “Mesmo turbinas de pequeno porte podem alcançar alta capacidade instalada. Isso permite levar energia limpa e contínua a comunidades isoladas, solucionando um problema histórico de acesso à eletricidade”, afirma Estefen. Conversor de águas O projeto prevê ainda o desenvolvimento de quatro equipamentos: um conversor de ondas, um sistema Otec baseado em ciclo de Rankine com amônia, um módulo de produção de hidrogênio offshore e uma turbina de correntes de maré. Cada tecnologia será projetada, construída e testada em ambiente laboratorial e operacional, resultando em projetos-piloto prontos para instalação no mar. Estefen disse, ainda, que o Centro de Energia Azul será decisivo para elevar o nível de maturidade tecnológica das soluções. “As energias renováveis offshore encontram-se atualmente em fase pré-comercial, o que exige avanços nos níveis de maturidade tecnológica (TRL). O Centro de Energia atuará justamente nesse estágio intermediário, viabilizando a prova de conceito e o detalhamento de projetos para aplicação em escala real. Ao final do projeto, para cada tecnologia está contemplada a entrega de respectivo projeto-piloto para instalação no mar, etapa que prepara o caminho para aplicações comerciais em larga escala”, finaliza o diretor-geral. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Saiba horário e local da final da Copa do Mundo 2026

A Fifa anunciou neste sábado (6) o horário da final da Copa do Mundo 2026. O time que irá erguer a taça de campeão do mundo de 2026 será conhecido a partir das 16h (horário de Brasília) do dia 19 de julho no estádio MetLife em Nova Jersey, o mesmo palco da estreia do Brasil na competição no dia 13 de junho, às 19h (horário de Brasília) contra o Marrocos. O evento da tarde deste sábado em Washington (Estados Unidos) também confirmou que o jogo de abertura da Copa (México e África do Sul) ocorrerá no dia 11 de junho, no Estádio Azteca, na Cidade do México, às 16h (horário de Brasília). Passando como líder da chave C na fase de grupos, o Brasil enfrentará o segundo colocado do grupo F (Holanda, Japão, Tunísia e o vencedor da repescagem entre Ucrânia, Suécia, Polônia e Albânia), no dia 29 de junho, no estádio NRG em Houston. Passando na segunda posição da chave, o Brasil, também em 29 de junho, enfrentará o líder do grupo F no estádio El Gigante de Acero, em Monterrey (México). O caminho até a grande decisão da Copa do Mundo de 2026 ainda terá os jogos da segunda fase (previstos para o período de 28 de junho a 3 de julho de 2026). As oitavas de final acontecerão de 4 a 7 de julho de 2026; as quartas de final, de 9 a 11 de julho; as semifinais, 14 e 15 de julho, e a disputa do terceiro lugar, em 18 de julho, no Estádio Hard Rock (Miami). Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Violência e censura afetam nove em cada dez professores brasileiros

Nove em cada dez professores e professoras da educação básica e superior do ensino público e privado de todo o país já foram perseguidos diretamente ou presenciaram perseguições e censura contra profissionais da educação. O dado consta da pesquisa inédita A violência contra educadoras/es como ameaça à educação democrática, realizada pelo Observatório Nacional da Violência Contra Educadoras/es (ONVE), da Universidade Federal Fluminense (UFF), em parceria com o Ministério da Educação (MEC). Participaram do levantamento 3.012 profissionais da educação básica e superior do ensino público e privado de todo o país. O coordenador da pesquisa, professor Fernando Penna, da UFF, explicou à Agência Brasil que o trabalho teve como foco principal violências ligadas à limitação da liberdade de ensinar, tentativa de censura, perseguição política, embora tenha envolvido também a possibilidade de o professor registrar caso de violência física, embora esse não fosse o foco do relatório. De acordo com Penna, o objetivo do trabalho foi identificar violências no sentido de impedir o educador de ensinar uma temática, de usar um material, ou seja, perseguição política. “É mais uma censura de instituições em relação aos professores. E não são só instituições. Entre os agentes da censura, estão tanto pessoas dentro da escola, quanto de fora, figuras públicas”, informou. Censura Segundo o professor, um primeiro “dado preocupante” constatou que a censura se tornou um fenômeno disseminado por todo o território brasileiro e em todos os níveis e etapas da educação, englobando não só o professor, em sala de aula, mas todos que trabalham com educação. A pesquisa mostrou um percentual alto de professores vítimas diretas da violência. Na educação básica, o índice registrou 61%, e 55% na superior. “Na educação superior, foi 55%, um pouquinho menor, mas, ainda assim, está acima de 50%”, destacou Penna. Entre os educadores diretamente censurados, o levantamento constatou que 58% relataram ter sofrido tentativas de intimidação; 41% questionamentos agressivos sobre seus métodos de trabalho; e 35% enfrentaram proibições explícitas de conteúdo. Os educadores também relataram casos de demissões (6%), suspensões (2%), mudança forçada do local de trabalho (12%), remoção do cargo ou função (11%), agressões verbais e xingamentos (25%), e agressões físicas (10%). Temáticas Fernando Penna analisou que os dados mostraram ainda que a violência e a censura já estão enraizadas no Brasil, nas instituições de educação básica e superior. “Isso é preocupante porque a gente está falando aqui de temáticas obrigatórias”. Coordenador da pesquisa, professor Fernando Penna, da UFF, explicou à Agência Brasil que o trabalho teve como foco principal violências ligadas à limitação da liberdade de ensinar, tentativa de censura, perseguição política Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado – Edilson Rodrigues/Agência Senado Ele citou, como exemplo, o caso de uma professora do interior do estado do Rio de Janeiro, cujo um colega, durante a pandemia da Covid 19, pegou um material do Ministério da Saúde, com orientações sobre medidas sanitárias e a importância da vacinação, mas foi impedido sob argumento de “doutrinação”. “E quando ele foi entregar isso à diretora da escola, ela disse para ele que na escola não ia ter doutrinação de vacina”. A pesquisa identificou ainda professores proibidos de tratar, na sala de aula, temas como o da violência sexual, em que alerta o aluno sobre o fato desse tipo de violência ocorrer dentro de casa. “E é depois de algumas aulas na escola sobre orientação sexual, gênero, sexualidade, que esse jovem que tem uma violência naturalizada acontecendo no espaço privado denuncia o autor disso”, explicou Pena, ao ressaltar a importância de o tema ser tratado no ambiente escolar. “Mas essa temática, que é a discussão dos temas envolvendo gênero e sexualidade, é que os professores mais indicaram como sendo o motivo da violência que eles sofreram”. O professor disse ainda que o estudo deixa claro que essa violência não impacta só os educadores, mas a liberdade de ensinar e a liberdade de aprender. “Estudantes estão deixando de discutir temáticas vitais para a sua formação”, acrescentou. Outro exemplo de tema óbvio, que é motivo de questionamentos de pais contra professores de ciência, é o da teoria da evolução. Alguns preferem que se discuta dentro da escola o criacionismo e não a teoria da evolução. “Então, professores que tentam fazer o trabalho de levar o conhecimento às crianças e adolescentes acabam sendo demitidos, transferidos”. A proporção de professores que passaram diretamente por esse tipo de violência ficou em torno de 49% a 36%. A maior parte dos educadores disse que o episódio ocorreu quatro vezes ou mais. Segundo o levantamento, os temas que motivaram o questionamento à prática do educador foram liderados por questões políticas (73%), seguidos por questões de gênero e sexualidade (53%), questões de religião (48%) e negacionismo científico (41%). Polarização A pesquisa pediu também que os educadores respondessem os anos que essa violência ocorreu, “porque uma das nossas hipóteses é que essa violência tem relação com a polarização política que nós vivemos. E quando eu falo polarização, eu estou dizendo extrema direita, extrema esquerda. É uma polarização assimétrica entre uma extrema direita e uma centro-esquerda, no máximo”. “Os dados configuraram um gráfico que revela que a violência contra educadores sobe a partir de 2010 e tem um pico em 2016, em 2018 e em 2022, que são os anos do ‘impeachment’ e de duas eleições presidenciais”, destacou Penna, frisando que essa “tensão política que o país vive está, infelizmente, entrando nas escolas”. Agentes da violência Quando perguntados sobre quem foram os agentes da violência, os educadores citaram os próprios membros da comunidade interna da escola ou da universidade. Ou seja, a própria direção, coordenação, membros da família, estudantes. “Isso é muito grave porque traz um dado de pesquisa que mostra que essa violência pode ter partido de figuras públicas, de uma atenção política mais ampla, mas, infelizmente, ela já está dentro das comunidades educativas”. A pesquisa identificou que são os próprios membros da comunidade educativa interna que estão levando essa violência para dentro da escola, liderados pelos profissionais da área pedagógica (57%), familiares dos estudantes (44%), estudantes (34%), os próprios professores (27%),
Mortes por enchentes na Ilha de Sumatra ultrapassam 900

Moradores da região indonésia de Aceh Tamiang subiram em troncos escorregadios e caminharam por cerca de uma hora neste sábado (6) para obter ajuda, enquanto o número de mortos em decorrência das enchentes e deslizamentos de terra que atingiram a Ilha de Sumatra neste mês chegou a mais de 900. O número conhecido de mortos em decorrência das enchentes e deslizamentos de terra induzidos por ciclones em três províncias indonésias de Sumatra, incluindo Aceh, foi de 916 neste sábado, com 274 dados como desaparecidos, segundo dados do governo. Os sistemas de tempestades também mataram cerca de 200 pessoas no sul da Tailândia e na Malásia. Os sobreviventes da região de Aceh Tamiang, na costa nordeste de Sumatra, caminharam por uma hora, passando por cima de troncos espalhados e carros capotados para chegar a um centro de distribuição de ajuda montado por voluntários, disseram à Reuters. Os voluntários distribuíram roupas limpas e levaram um caminhão-tanque com água fresca para que as pessoas pudessem encher garrafas plásticas, disseram testemunhas à Reuters. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
STF retoma julgamento sobre benefício a vítimas de violência doméstica

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta sexta-feira (5) o julgamento virtual que vai decidir se mulheres vítimas de violência doméstica podem receber benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) durante o período de afastamento do trabalho. O julgamento do caso começou no dia 8 de agosto, mas foi suspenso por um pedido de vista feito pelo ministro Nunes Marques. Ao votar hoje sobre a questão, o ministro formou placar de 9 votos a 0 para confirmar o voto do relator, ministro Flávio Dino, a favor do pagamento dos benefícios. Além de Dino, votaram no mesmo sentido os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Dias Toffoli, Edson Fachin e André Mendonça. A votação eletrônica vai até sexta-feira (15). Falta o voto do ministro Gilmar Mendes. Entenda A Lei Maria da Penha definiu que a Justiça deve assegurar à mulher em situação de violência doméstica a manutenção do vínculo empregatício por seis meses. A medida vale para casos em que é necessário o afastamento do local de trabalho. No entendimento de Flávio Dino, a manutenção do vínculo trabalhista envolve a proteção das mulheres, incluindo a manutenção da renda. Dessa forma, segundo o ministro, a mulher tem direito a um benefício previdenciário ou assistencial, conforme o vínculo com a seguridade social. Segurada do INSS No caso de mulheres que são seguradas do Regime Geral de Previdência Social, como empregada, contribuinte individual, facultativa ou segurada especial, Dino entendeu que os primeiros 15 dias de remuneração pelo afastamento será de responsabilidade do empregador. O período restante fica sob a responsabilidade do INSS. Para quem não tem relação de emprego, mas contribui para o INSS, o benefício deverá ser pago integralmente pelo órgão. Não segurada – Dino entendeu que as mulheres que não são seguradas do INSS deverão receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Nesse caso, a Justiça deverá comprovar que a mulher não tem outros meios para manter a renda. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Comissão aprova evento não competitivo em via pública sem aval de confederação – Notícias

05/12/2025 – 18:10 Pablo Valadares/Câmara dos Deputados Caio Vianna, relator do projeto A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou proposta que dispensa a autorização de entidades do sistema confederativo esportivo para a realização de eventos esportivos não competitivos em vias públicas. A medida altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97). Atualmente, o código prevê que provas ou competições desportivas em vias abertas à circulação dependem, entre outras exigências, da autorização de entidades esportivas competentes. Com a mudança, essa exigência deixa de valer para atividades de caráter recreativo, amador ou não competitivo, como passeios ciclísticos, caminhadas e corridas sem vínculo com federações ou confederações. A proposta não altera a exigência de autorização da autoridade de trânsito, que continua obrigatória para garantir a segurança viária e a organização do tráfego durante a realização dos eventos. O relator do Projeto de Lei 1419/25, deputado Caio Vianna (PSD-RJ), apresentou parecer favorável e recomendou a aprovação de emenda. A alteração foi para ampliar a medida para todas as atividades esportivas não competitivas, enquanto a redação original, de autoria do deputado Fabio Schiochet (União-SC), tratava apenas do ciclismo. Segundo Vianna, o objetivo é reduzir entraves burocráticos, estimular a prática esportiva e facilitar a organização de atividades esportivas comunitárias e sem fins competitivos. “O projeto preserva a exigência legal de que provas ou competições esportivas em vias públicas só podem ser realizadas com autorização expressa das confederações”, explicou. Próximos passosA proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado. Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei Reportagem – Emanuelle BrasilEdição – Pierre Triboli Fonte: www.camara.leg.br
Após fortes chuvas, moradores de Paraibuna e Itirapina podem usar FGTS

A Caixa Econômica Federal começou a receber as solicitações de saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por calamidade dos moradores de Paraibuna. A partir de amanhã (6), ela receberá também os pedidos dos moradores de Itirapina. As duas cidades do estado de São Paulo foram afetadas por fortes tempestades em novembro. O benefício estará disponível até os dias 4 e 5 de março de 2026. Segundo a assessoria da Caixa, é necessário possuir saldo na conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e não ter realizado saque pelo mesmo motivo num período inferior a 12 meses. Dinheiro O valor máximo para retirada é de R$ 6.220 por conta vinculada, limitado ao saldo disponível na conta. A solicitação pode ser feita pelo Aplicativo FGTS. O Saque Calamidade é um benefício que pode ser pedido pelo trabalhador por motivo de necessidade pessoal, urgente e grave em caso de desastre natural (alagamentos, deslizamentos de terra, fortes chuvas etc.) que tenha atingido sua residência, após declaração oficial da Defesa Civil da cidade. A lista dos 112 municípios que já estavam habilitados até hoje, com datas limite que variam deste mês até março de 2026, está no site do Caixa. Ali, também podem ser consultados os documentos que o trabalhador tem de apresentar. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Brasil avança para quartas no Mundial de handebol feminino

O Brasil derrotou Angola pelo placar de 32 a 26, nesta sexta-feira (5) em Dortmund (Alemanha), e garantiu a classificação antecipada para as quartas de final do Campeonato Mundial de handebol feminino. AS LEOAS ESTÃO NAS QUARTAS! 🔥🤾♀️🇧🇷 O Brasil venceu Angola por 32×26 e garantiu a classificação antecipada para as quartas de final do Mundial! 💚💛 É o handebol brasileiro fazendo história! VAMOOOOS! 🇧🇷✨#TimeBrasil #Handebol pic.twitter.com/eXXPVpuPfe — Time Brasil (@timebrasil) December 5, 2025 Com o triunfo desta sexta, a seleção brasileira chegou à quinta vitória na competição, mantendo 100% de aproveitamento. Na estreia do Mundial, a seleção de Cristiano Silva derrotou Cuba por 41 a 20. Depois o compromisso foi com a República Tcheca, com a seleção brasileira triunfando pelo placar de 28 a 22. Em seu último compromisso pela primeira fase, o Brasil bateu a Suécia por 31 a 27. Já a estreia na segunda fase foi um triunfo de 32 a 25 sobre a Coreia do Sul. Ainda pela segunda fase, o Brasil volta a entrar em ação no próximo domingo (7), quando medirá forças com a Noruega a partir das 16h30 (horário de Brasília). Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
