O Bahia entra em campo neste domingo (16/08), às 11h, contra a Chapecoense, na Arena Condá, em Chapecó, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar da enorme diferença entre as campanhas, o confronto acende um sinal de alerta entre os tricolores. O Esquadrão é o sexto colocado, com 33 pontos, enquanto a Chape ocupa a lanterna com apenas 10.
A preocupação ganha força pela fama de “levanta-defunto”, expressão usada por parte da torcida para ironizar ocasiões em que o Bahia acaba dando vida a adversários que atravessam longos períodos de resultados ruins. E poucos times chegam a um confronto em situação tão delicada quanto a Chapecoense. O clube catarinense venceu somente na estreia, por 4 a 2 sobre o Santos, e desde então acumula 20 partidas consecutivas sem vitória, com sete empates e 13 derrotas. São 20 gols marcados e 43 sofridos.
O próprio Brasileirão de 2026 oferece um exemplo que ainda está fresco na memória do torcedor. Em março, o Bahia chegou invicto para enfrentar o Remo, então lanterna da Série A, no Mangueirão. O Tricolor abriu o placar, mas sofreu uma virada e acabou goleado por 4 a 1. A vitória foi justamente a primeira do Remo no campeonato e tirou o clube paraense da última posição.

O Remo voltaria a provocar dor de cabeça poucas semanas depois. Pela Copa do Brasil, venceu o Bahia por 3 a 1 dentro da Arena Fonte Nova. O resultado aumentou a pressão sobre o elenco e provocou protestos de torcedores, que fizeram cobranças na Cidade Tricolor durante a reapresentação dos jogadores. Na última da competição, contra o Vasco que está na zona de rebaixamento, mais uma decepção. A equipe de Rogério Cenin empatou em casa em 0 a 0.
O retrospecto contra equipes ameaçadas também já incomodava em 2025. Naquela edição do Brasileirão, o Bahia teve apenas uma vitória nos primeiros sete confrontos contra adversários que estavam no Z-4 na rodada anterior. Entre os tropeços estiveram as derrotas para o Grêmio por 1 a 0 e para o Vitória por 2 a 1, além de empates com Santos, Mirassol, Fortaleza e Sport.
Na reta final daquele campeonato, houve outro resultado que reforçou a desconfiança. Lutando por uma vaga direta na Libertadores, o Bahia recebeu o Fortaleza, que brigava contra o rebaixamento, na Fonte Nova, mas acabou derrotado por 3 a 2.
Agora, o cenário coloca novamente o Tricolor diante de um adversário que chega pressionado e praticamente sem margem para erro. Para o Bahia, portanto, a missão vai além dos três pontos e da luta pelo G-6: vencer em Chapecó significa também afastar o fantasma de mais um resultado capaz de ressuscitar um adversário em crise.








