ACORDA, TORCEDOR! CBF boicota o Bahia e time ainda leva a culpa

ACORDA, TORCEDOR! CBF boicota o Bahia e time ainda leva a culpa

Não é desculpa — é realidade. O Bahia vive o calendário mais pesado do país em 2025. Já foram 73 jogos e os efeitos estão escancarados: time em queda de rendimento, elenco novamente no limite físico e uma sequência de lesões. A sensação é que a CBF atua nos bastidores sem qualquer preocupação com o desgaste tricolor, enquanto a grade da TV segue ditando as cartas. E não duvide: pode sim haver um boicote ao Tricolor. Só para comparar: o Mirassol, hoje quinto colocado, fez 43 jogos no ano, sendo 13 do Paulistão e 30 Brasileirão. Ou seja, 30 jogos a menos que o Bahia.

Vale lembrar que, exceto Jean Lucas e Everton Ribeiro, todos os atletas titulares sofreram algum tipo de lesão. Muitos ainda estão afastados, como é o caso de Erick Pulga e Caio Alexandre. Kanu, antes titular absoluto, retornou recentemente e tenta ganhar ritmo de jogo. Até os reservas, que atuam menos, enfrentaram contusões. Portanto, é surreal a quantidade de jogos.

O Bahia simplesmente é o time do Brasil que mais entrou em campo em 2025. A primeira partida foi contra a Jacuipense, em 12 de janeiro, pelo Campeonato Baiano. Também jogou Copa do Nordeste, Copa do Brasil, Libertadores, Sul-americana e enfim, Brasileirão.

Na noite deste sábado (25/10), no Morumbis, o Bahia apresentou uma atuação fraca e vinha de 3 jogos em sete dias. Resultado: perdeu por 2 a 0 para o São Paulo, pela 30ª rodada do Brasileirão. Luciano e Bobadilla marcaram para o time paulista. O corpo cobra — e cobrou.

Para o torcedor que não vive a rotina do atleta, o argumento parece “desculpa”. Mas o comparativo é simples: faça um voo e tente correr uma maratona de 10 km no dia seguinte. O resultado será óbvio. No futebol, acontece o mesmo. Só que em alta intensidade, com viagens constantes e pressão competitiva.

Na entrevista coletiva, o técnico Rogério Ceni não poupou críticas à CBF e revelou que o Bahia tentou adiar a partida para domingo — sem sucesso.

“Nós mandamos ofício para a CBF pedindo um dia a mais. Jogamos quinta, domingo, quarta e sábado. Tem uma hora que pesa. Não vi nenhum time no Brasil jogar nessa sequência. Para a gente não dão um dia a mais para recuperar”, disparou.

Ceni também reclamou do impacto direto no departamento médico. “Aí os jogadores cansam, têm lesões, e você perde substituições com 13 minutos. Não adianta ter só um campeonato e enfileirar quatro jogos em dez dias. Só olham para a grade da TV. É quem paga, faz o que quer.”

Com o resultado, o Bahia viu o Mirassol abrir seis pontos na briga pelo G-4. A noite ainda ficou pior com as lesões de Sanabria e Gilberto, que deixaram o campo antes dos 15 minutos da segunda etapa.

O próximo compromisso tricolor será domingo, na Arena Fonte Nova, contra o Bragantino. A esperança é que, com ao menos uma semana cheia pela frente, o Bahia consiga respirar — no corpo e na tabela.

Fonte: informebaiano.com.br

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