A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11/02) acendeu um sinal de alerta dentro do PT ao apontar queda na aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente no Nordeste, região considerada a principal base eleitoral do petista.
O Informe Baiano analisou toda a pesquisa. O levantamento revela que em janeiro Lula tinha 67% de aprovação no Nordeste. Em fevereiro, o índice recuou para 61%, uma queda de seis pontos percentuais em apenas um mês.
No cenário nacional, a pesquisa também identificou mudanças no comportamento do eleitorado. Na pesquisa espontânea para presidente, Lula manteve 19% das intenções de voto, percentual estável desde outubro, dentro da margem de erro. Já Flávio Bolsonaro subiu de 7% em janeiro para 10% em fevereiro, crescimento de três pontos percentuais.
Outro dado considerado sensível para o PT está relacionado à intenção de voto no Nordeste. Em 2022, Lula obteve 72% dos votos válidos na região. Agora, aparece com 45% das intenções de votos totais no cenário estimulado. Flávio Bolsonaro registra 24%, Ratinho Júnior (PSD) 4%, Romeu Zema (Novo) 2%, Renan Santos 2%, enquanto Aldo Rebelo não pontua. Indecisos somam 7% e votos brancos ou nulos chegam a 16%.
A soma dos nomes ligados ao campo da direita atinge 32%, ficando a 13 pontos percentuais do presidente, um dado que mostra uma mudança de comportamento em uma região historicamente mais favorável ao petista.
No cenário de segundo turno em nível nacional, Lula aparece com 43% das intenções de voto, uma queda em relação a janeiro, quando tinha 45%, mas dentro da margem de erro. Flávio Bolsonaro manteve 38%. A diferença entre os dois, que era de sete pontos, caiu para cinco. Brancos e nulos somam 17% e indecisos, 2%.
A pesquisa também questionou os entrevistados sobre a continuidade de Lula por mais quatro anos. Nesse recorte, 57% afirmaram que não apoiam a permanência do presidente, enquanto 39% disseram que sim. Novamente os dados pioraram para Lula, que tinha em janeiro 56% aprovando a descontinuidade e 40% a continuidade.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre os dias 5 e 9 de fevereiro, tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00249/2026.













