O Esporte Clube Bahia celebrou o aniversário do clube com uma homenagem a torcedores símbolos que marcaram época nas arquibancadas e na identidade popular do Tricolor. A iniciativa, no entanto, gerou repercussão negativa entre parte da torcida pela ausência de Flávio Binha, personagem histórico e amplamente conhecido, oriundo do bairro de São Caetano, considerado por muitos um dos maiores representantes da paixão popular pelo clube.

No material divulgado, o Bahia destacou torcedores que se tornaram figuras reconhecidas pela criatividade, presença constante nos jogos e pela ligação afetiva com o time. Entre os homenageados estão Alberto Josepinho Santos, conhecido como Alberto das Trancinhas; Edvaldo Ramos de Sousa, o Capitão América do Bahia; Antônia Maria Sousa Almeida, a Mamusca do Bahia; Elton Alves da Silva, conhecido como Supermen do Bahia; Belmiro Alves de Brito, o Miru da Santa; e José Rogério, popularmente chamado de Rogério do Radinho.

Apesar do reconhecimento a esses torcedores, a exclusão de Flávio Binha foi vista como uma falha simbólica. Figura tradicional nas arquibancadas, Binha construiu sua imagem ao longo de décadas acompanhando o Bahia, tornando-se referência de identidade, resistência e pertencimento, especialmente para torcedores da periferia de Salvador.

Nas redes sociais, torcedores apontaram que a homenagem ficou incompleta e cobraram o reconhecimento de Binha como parte essencial da história viva do clube. Para muitos, celebrar o aniversário do Bahia passa, necessariamente, por valorizar todos aqueles que ajudaram a construir sua mística nas arquibancadas, independentemente de visibilidade institucional.



Fonte: informebaiano.com.br