Após gol anulado, Irã fica na expectativa por classificação na Copa

Após gol anulado, Irã fica na expectativa por classificação na Copa

O Irã terá de enfrentar uma espera angustiante até saber se avançará para a fase de mata-mata da Copa do Mundo, depois de ter empatado em 1 x 1 com o Egito. A partida terminou de forma dramática, com um aparente gol da vitória iraniana nos acréscimos que foi anulado por impedimento. O Egito, cuja classificação para a fase de 16 avos de final já estava garantida, abriu o placar logo aos 5 minutos com Mahmoud Saber, antes de Ramin Rezaeian empatar com um chute quase sem ângulo aos 14 minutos, em um início frenético de partida. O ritmo acelerado esfriou à medida que a partida se tornou desorganizada, até um final espetacular em que o Irã acertou a trave antes de conquistar o que parecia ser uma vitória histórica, até o VAR intervir. Mehdi Taremi — que teve um pênalti defendido no primeiro tempo — acertou a trave com uma cabeçada no final da partida, antes de Shoja Khalilzadeh marcar aos 48 minutos, provocando comemorações frenéticas e uma invasão de campo do banco do Irã. Mas Khalilzadeh estava ligeiramente impedido e o Egito segurou o empate, com o técnico do Irã, Amir Ghalenoei, lamentando a falta de sorte de sua equipe após o terceiro empate consecutivo. “Em três partidas, não fomos recompensados pelos nossos esforços”, afirmou ele, segundo a mídia estatal iraniana. “A justiça do futebol não esteve do nosso lado.” O Egito terminou em segundo lugar no grupo com cinco pontos, atrás da Bélgica no saldo de gols, e enfrentará a Austrália em Dallas no dia 3 de julho, após se classificar pela primeira vez para a fase eliminatória de um Mundial. “É algo inacreditável, acho que é histórico”, disse o goleiro egípcio Mostafa Shobeir, que defendeu o pênalti de Taremi. “Vamos comemorar hoje à noite e, a partir de amanhã, começaremos a analisar a Austrália.” O Irã está em terceiro lugar, com três pontos, e precisa aguardar a confirmação de que será classificado como um dos oito melhores terceiros colocados. “Estou triste, mas temos esperança — os seres humanos sempre têm esperança”, disse Taremi aos repórteres antes de criticar duramente as restrições de viagem impostas à seleção iraniana nos Estados Unidos. Em breve, eles terão que voltar para sua base no México. Os EUA flexibilizaram as restrições às viagens da seleção iraniana no início da semana, permitindo que a equipe viajasse dois dias antes da partida contra o Egito. Mas Taremi disse: “É um desastre esta Copa do Mundo. É um desastre. Agora temos que viajar de novo, voltar para Tijuana, sem recuperação, sem nada — não é justo”. Alegria vira desespero A partida foi disputada com uma torcida egípcia numerosa e barulhenta nas arquibancadas, embora também houvesse um número significativo de iranianos. Alguns agitavam bandeiras pré-revolucionárias e vaiavam o hino nacional do Irã. A partida de sexta-feira também foi batizada de “Jogo do Orgulho” pelos organizadores locais e algumas bandeiras arco-íris puderam ser vistas dentro do estádio, embora a partida tenha transcorrido sem incidentes fora de campo. “Nossa religião não aceita isso, mas respeitamos todas as pessoas LGBT”, disse Taremi aos repórteres. “Estamos aqui para jogar futebol, respeitamos a todos.” O Egito abriu o placar após uma jogada habilidosa liderada por Mohamed Salah, cujo chute de pé esquerdo — sua marca registrada — acabou sobrando para Saber. Um chute fraco escapou pelas mãos do goleiro iraniano Alireza Beiranvand. O Irã não se abalou, porém, e Taremi quase imediatamente conseguiu um pênalti que, no entanto, foi bem defendido por Shobeir. O goleiro egípcio fez então outra defesa espetacular, mas viu Rezaeian empatar no rebote. Houve poucas oportunidades claras após o intervalo para hidratação no primeiro temp.  Cm a classificação do Egito para a fase eliminatória já garantida pela primeira vez, os “faraós” mostraram-se tímidos enquanto o Irã ganhava confiança. Uma sequência de rebotes na área, nos acréscimos, terminou com Khalilzadeh mandando a bola para o fundo das redes, aparentemente garantindo a classificação do Irã. O gol, no entanto, foi anulado e o destino da seleção iraniana não estava mais em suas próprias mãos. *É proibida a reprodução deste conteúdo. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Desenrola: R$ 5,5 bilhões de dívidas foram renegociadas pela Caixa

Desenrola: R$ 5,5 bilhões de dívidas foram renegociadas pela Caixa

A Caixa Econômica Federal divulgou, nesta sexta-feira (26), que R$ 5,5 bilhões de dívidas foram renegociadas através do programa Novo Desenrola Brasil. As dívidas tiveram desconto médio de 79,3%. Desse total, R$ 460,66 milhões correspondem ao Desenrola Famílias, R$ 2 bilhões ao Desenrola Empresas e mais de R$ 3 bilhões ao Desenrola Fies. No Desenrola Rural, já foram renegociados cerca de R$ 3,5 milhões.  O Desenrola Famílias é destinado para pessoas físicas com rendimento mensal de até cinco salários-mínimos, e oferece condições especiais. Através do programa, clientes contam com juros de 1,99% ao mês, descontos de até 90% e prazos de 12 a 48 meses, com parcelas de R$ 50.  O programa contempla contratos firmados até 31 de janeiro de 2026 que apresentem atrasos entre 91 e 720 dias.  >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Aumento no endividamento e inadimplência   Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os índices de endividamento e inadimplência têm avançado em 2026. O último relatório da CNC aponta que, em maio, 81,6% das famílias estavam endividadas, um aumento de 0,7% em relação ao mês anterior e 3,4% sob maio de 2025. Já o nível de inadimplência, ou seja, famílias com dívidas em atraso, também representou um leve crescimento de 0,2% no mês, ao variar para 29,9%. Em relação ao ano passado, houve aumento de 0,4%.  As projeções da CNC para os meses de junho e adiante apontam continuação da elevação do endividamento, acompanhada de ligeiro crescimento das contas em atraso.  Apesar disso, com o Desenrola 2.0, lançado em maio deste ano, a confederação aumentou as expectativas sobre o endividamento e a inadimplência dos brasileiros. Para a CNC, o programa federal traz a expectativa de repetir a desaceleração de indicadores, observada na primeira versão do programa, em 2023.    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br