Flu, Inter e Cruzeiro vencem e avançam na Copa do Brasil

A noite desta terça-feira (12) foi de classificação de Fluminense, Internacional e Cruzeiro para as oitavas de final da Copa do Brasil. Diante de adversários de menor investimento, as três equipes da Série A do Campeonato Brasileiro venceram no tempo normal para avançarem na competição. Em partida disputada no estádio do Maracanã, o Fluminense superou o Operário por 2 a 1 para garantir sua vaga. O Tricolor das Laranjeiras chegou a abrir uma vantagem de dois gols com Savarino e Lucho Acosta. Porém, na etapa final o time comandado pelo criticado técnico Luis Zubeldía desperdiçou um pênalti com John Kennedy e viu a equipe de Ponta Grossa melhorar e descontar com o atacante Felipe Augusto. VEEEEEEEENNNNNCE O FLUMINEEEEEENNNSEEE! CLASSIFICADOS! SAVARINO E LUCHO ACOSTA MARCAM, FLU VENCE O OPERÁRIO NO MARACA E ESTÁ CLASSIFICADO PARA AS OITAVAS DE FINAL DA COPA DO BRASIL! VAAAMMMOS, TRICOLOR!🇭🇺🇭🇺🇭🇺🇭🇺 pic.twitter.com/31flDoZBc0 — Fluminense F.C. (@FluminenseFC) May 13, 2026 Quem também não teve vida fácil para se classificar foi o Cruzeiro, que derrotou o Goiás por 1 a 0, em pleno estádio do Mineirão, para avançar. O único gol da partida foi marcado aos 31 minutos do primeiro tempo pelo atacante Kaio Jorge em cobrança de pênalti. 🕘 Fim de jogo e 𝗢 𝗖𝗥𝗨𝗭𝗘𝗜𝗥𝗢 𝗔𝗩𝗔𝗡𝗖̧𝗔 𝗣𝗔𝗥𝗔 𝗔𝗦 𝗢𝗜𝗧𝗔𝗩𝗔𝗦 𝗗𝗘 𝗙𝗜𝗡𝗔𝗟 𝗗𝗔 𝗖𝗢𝗣𝗔 𝗗𝗢 𝗕𝗥𝗔𝗦𝗜𝗟!!! 🦊 COM GOL DE KAIO JORGE, O CABULOSO VENCE O GOIÁS E ESTÁ CLASSIFICADO PARA A PRÓXIMA FASE! VAMOOOOOS! 👊 🔷 #CRUxGOI | 1-0 | #ReiDeCopas pic.twitter.com/8xvsM15mAR — Cruzeiro 🦊 (@Cruzeiro) May 13, 2026 O terceiro time classificado para as oitavas de final foi o Internacional. O Colorado avançou para a próxima fase da competição após um triunfo de 3 a 2 sobre o Athletic no Beira-Rio. Bernabei, Allex e Borré fizeram os gols do time de Paulo Pezzolano, enquanto Ian Luccas marcou duas vezes para os mineiros. 𝗖𝗟𝗨𝗕𝗘 𝗗𝗢 𝗣𝗢𝗩𝗢 𝗩𝗘𝗡𝗖𝗘 𝗘 𝗦𝗘 𝗖𝗟𝗔𝗦𝗦𝗜𝗙𝗜𝗖𝗔! ❤️🤍 Com gols de Borré, Allex e Bernabei, Inter volta a superar o Athletic-MG, desta vez por 3 a 2, e avança para as oitavas de final da Copa do Brasil! ⚽🇦🇹 #IssoÉInter VAMOS, COLORADO! 💪👊 pic.twitter.com/hjvp82287i — Sport Club Internacional (@SCInternacional) May 13, 2026 Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Desenrola: renegociação de dívidas do Fies começa nesta quarta-feira

As pessoas com dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) podem renegociar seus débitos a partir desta quarta-feira (13), por meio do Desenrola Fies. As condições variam conforme o perfil do estudante e o tempo de atraso da dívida, com descontos para a quitação de até 99% sobre o valor da dívida. Pode participar quem tem contrato firmado até 2017 e que estava em fase de amortização – ou seja, em fase de pagamento – em 4 de maio de 2026, data de lançamento do novo Desenrola Brasil. No caso do Desenrola Fies a negociação pode ser feita até 31 de dezembro de 2026. As regras para a renegociação foram aprovadas pelo Comitê Gestor do Fundo de Financiamento Estudantil e a regulamentação publicada nesta terça-feira (12) no Diário Oficial da União. Confira as condições específicas conforme a situação da dívida: – Débitos vencidos há mais de 360 dias: estudantes fora do Cadastro Único para programas sociais do governo federal (CadÚnico) têm desconto de até 77% do valor total consolidado (incluindo o principal) para quitar a dívida; estudantes inscritos no CadÚnico, com informações atualizadas nos últimos 24 meses, podem quitar a dívida com desconto de 92% do valor consolidado; estudantes beneficiados pelo CadÚnico com atraso superior a cinco anos na última prestação o desconto é de 99% do valor consolidado. – Débitos vencidos há mais de 90 dias: pagamento à vista, com desconto total de juros e multas e redução de até 12% do valor principal; ou parcelamento em até 150 parcelas mensais, com redução de 100% dos juros e multas. – Adimplentes ou atraso de até 90 dias: desconto de 12% de desconto sobre o saldo devedor para quitar os débitos. O governo estima beneficiar mais de 1 milhão de estudantes com a renegociação. A adesão ao Desenrola Fies deve ser feita diretamente com a instituição bancária onde o contrato foi firmado, seja a Caixa Econômica Federal ou o Banco do Brasil. Os canais oficiais de atendimento são: – Caixa Econômica Federal – 4004 0104 | 0800 104 0104 – Banco do Brasil – 4004 0001 | 0800 729 0001 – Aplicativo BB e Aplicativo Caixa A orientação do governo é fazer o processo de renegociação de forma digital, “o caminho mais rápido e que evita deslocamentos”. Passo a passo para renegociar: – Acessar o canal digital (aplicativo ou portal) até 31 de dezembro de 2026. – Solicitar a adesão: pelo próprio aplicativo, selecione a opção de renegociação do Fies e verifique a modalidade disponível para o seu perfil de dívida. – Validar os termos: leia e aceite o termo aditivo eletronicamente. Caso haja necessidade de assinatura de fiadores, o sistema indicará como proceder. – Efetuar o pagamento da entrada: gere o boleto ou autorize o débito da parcela de entrada diretamente pelo aplicativo para validar sua adesão. – Acompanhar a regularização: após a confirmação do pagamento, a retirada do nome do estudante e dos fiadores dos cadastros de inadimplentes ocorre automaticamente, com a atualização do cronograma de pagamento. Criado em 2001, o Fies é uma das políticas públicas de acesso à educação superior no Brasil, com foco em oferecer financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições privadas avaliadas positivamente pelo Ministério da Educação (MEC). Desenrola Brasil O Desenrola Fies faz parte do novo Desenrola Brasil, programa lançado este mês pelo governo federal que busca ajudar famílias, estudantes e pequenos empreendedores e produtores rurais a renegociar dívidas bancárias, limpar o nome e recuperar o acesso ao crédito. O principal eixo do programa é voltado para pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente hoje a R$ 8.105, que possuem dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e atrasadas entre 90 dias e dois anos. A proposta do governo é que os bancos concedam um novo empréstimo para quitar a dívida antiga, com desconto, juros menores e a possibilidade de uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abatimento. Podem ser renegociados débitos com o cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. Até a última segunda-feira (11), cerca de R$ 1 bilhão em débitos bancários já estavam em renegociação. O prazo para renegociação previsto pelo programa é 90 dias. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Trump visita Xi Jinping na China em meio ao atoleiro da guerra no Irã

A visita do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, à China, para encontro com o presidente Xi Jinping, na noite desta quarta-feira (13), no horário de Brasília, captura a atenção do planeta em meio a guerra no Irã que segue abalando as relações internacionais e a economia global. Vista por Washington como ameaça à liderança econômica e tecnológica que os EUA tentam preservar no mundo, a China foi alvo prioritário da guerra tarifária iniciada por Trump logo no início do 2ª mandato, em abril de 2025. A reação da China às tarifas, incluindo restrições à exportação de terras raras, minerais essenciais para setores da tecnologia e de defesa dos EUA, fez Trump recuar na imposição de altas tarifas aos produtos chinesas. Ao lançar a ofensiva contra o Irã, no final de fevereiro, Trump prejudicou também os interesses de Pequim, principal consumidora do petróleo de Teerã e que deseja ver reaberto o Estreito de Ormuz, por onde transitavam 20% do petróleo mundial antes da guerra. Para analistas consultados pela Agência Brasil, a disputa comercial e tecnológica entre Washington e Pequim pode ser aproveitada pelo Brasil para melhorar a posição do país no cenário global, em especial, devido ao fato de o país ter a segunda maior reserva de minerais críticos do mundo, com cerca de 22%, atrás apenas da China. Trump desmoralizado O encontro entre Trump e Xi Jinping estava marcado para o final de março, mas foi adiado devido à guerra no Oriente Médio, que teria, entre os objetivos, além de projetar Israel, barrar a expansão econômica da China na Ásia Ocidental. O analista geopolítico Marco Fernandes, membro do Conselho Popular do Brics, avaliou que Trump calculou errado que conseguiria derrubar o governo no Irã rapidamente, chegando em Pequim em condições de impor a Xi Jinping acordos mais favoráveis à Washington. “Ele achou que chegaria a Pequim com todas as cartas na mão para pressionar Xi, mas faltou combinar com os iranianos. Agora, Trump está chegando derrotado. Nunca um presidente dos EUA chegou em uma reunião com um presidente da China tão enfraquecido e desmoralizado como Trump agora”, disse. O também analista geopolítico da publicação Brasil de Fato destacou que, mesmo um dos principais ideólogos do imperialismo dos EUA, o neoconservador Robert Kagan, reconheceu, dias atrás, em artigo, que Trump saiu derrotado após tentar derrubar o regime político iraniano. Fernandes destaca, no entanto, que Xi Jinping conseguiu manter o crescimento das exportações chinesas mesmo após o tarifaço de Trump. Ainda assim, a China deve tentar pressionar Trump para pôr um fim definitivo à guerra no Oriente Médio. “Há, claramente, uma triangulação sendo feita, nesse momento, entre Pequim, Moscou e Teerã. Não foi à toa que Araghchi [ministro das Relações Exteriores do Irã] esteve em Pequim na semana passada, e já esteve em Moscou. Rússia e China estão intermediando, pelo Irã, para que haja uma solução pacífica e a guerra termine. Isso seria o principal ponto do encontro para Xi Jinping”, completou. Taiwan Em conversas com jornalistas no início da semana, Donald Trump informou que deve tratar com Xi Jinping sobre a venda de armas dos EUA para Taiwan, província autônoma da China com aspirações de independência política. Pequim não aceita o reconhecimento de Taiwan independente, o que costuma ser expressado na política de “uma só China”. “A firme oposição da China à venda de armas americanas para a região de Taiwan, território chinês, é consistente e clara”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, ao responder aos jornalistas nesta semana. O professor de Relações Internacionais do Ibmec José Luiz Niemeyer, avalia que a China vai cobrar os EUA para não incentivar, de qualquer forma, uma Taiwan independente. “Eles vão ficar discutindo o que cada um poderia fazer nos espaços considerados vitais de cada um. Vão discutir o limite até onde o outro pode ir. Essa vai ser a discussão principal. E os EUA definiram a América Latina como área de defesa de Washington”, explicou. A doutrina do governo Trump tem pregado a proeminência de Washington na América Latina, assim como o combate à influência da China no continente. Pequim é o principal parceiro comercial da maioria dos países na América do Sul, incluindo o Brasil. Até os anos 2000, eram os EUA o principal parceiro das economias sul-americanas. Para o especialista do Ibmec, a China está em uma posição mais confortável nas negociações, tanto que foi Trump que foi a Pequim, e não Xi Jinping que foi a Washington. “Tenho a impressão que essa visita mostra uma necessidade de aproximação dos EUA com a China. Me parece que o encontro tende a dar mais frutos para a agenda chinesa do que para a norte-americana”, completou José Luiz Niemeyer. Terras raras O tema das terras raras também deve estar no centro dos debates entre Trump e Xi Jinping, na avaliação do professor do Ibmec José Niemeyer. Esses minerais são essenciais para as indústrias militar, da tecnologia e da transição energética, com a China liderando a produção desses insumos. “Os EUA precisam muito de dois minerais de terras raras, que é o samário e o neodímio, fundamentais para indústria bélica, para construção de ímãs usados em mísseis. E os EUA não dispõem desses materiais, a China sim”, lembrou. O analista Marco Fernandes ressalta que a indústria dos EUA já tem acesso aos minerais críticos da China, mas pondera que Pequim pode impor novas restrições, como fez durante o tarifaço, que prejudicam os negócios norte-americanos. Na última semana, a China começou a aplicar a lei anti-sanções do país. Aprovada em 2021, ela proíbe que empresas no país reconheçam as sanções dos EUA. A medida foi uma reação a sanções recentes de Washington contra empresas na China que fazem negócios com os iranianos. “Isso é uma novidade na postura da China de ser assertiva em relação aos EUA. Cada vez que os EUA subirem o tom, apostando em sanções e outras medidas anti-chinesas, eles vão dar o troco. Isso é importante porque é um capítulo novo